Voluntários do HMIB fazem vaquinha para trocar armários

Mobilização é para melhorar a infraestrutura da UTI do Hospital Materno Infantil de Brasília. Como o equipamento está gasto e danificado, há o temor de que medicamentos possam ser contaminados. Custo estimado é de R$ 9 mil, dos quais já foram arrecadados R$ 7.950 até a tarde desta sexta (9/9). GDF diz não ter dinheiro para pagar pela reforma.

Voluntários do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) cansaram de esperar por uma ação do Governo do Distrito Federal. Ao assistir à falta de objetos básicos para os funcionários trabalharem, decidiram criar uma vaquinha na internet a fim de trocar os armários das salas de prescrição e preparo de medicação da unidade que atende bebês, crianças e mães. A intenção é evitar erros e contaminações nos pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à falta de espaço adequado para armazenagem dos medicamentos.

No vídeo, uma voluntária da Associação Viva e Deixe Viver afirma que o GDF sempre diz que não há dinheiro para trocar os armários, por isso, decidiu entrar no site e pedir a colaboração.

“Como todos sabemos, especialmente quem mora em Brasília, o GDF repassa poucos recursos para a saúde, principalmente para esse tipo de necessidade, e as crianças não podem esperar. Postaremos a prestação de contas e fotos dos armários novos quando tudo estiver pronto. Contamos com vocês”, afirma a voluntária Priscila Castello Branco.

Ela e os companheiros de trabalho pediram a ajuda por meio do site www.vakinha.com.br. A campanha vai até 21 de novembro e, até a tarde desta sexta-feira (9/9), os voluntários já tinham arrecadado R$ 7.950 dos R$ 9 mil necessários.

Nos comentários, embora os brasilienses se mostrem dispostos a ajudar, frisam que muitos dos problemas da saúde pública local são em função da má gestão de recursos públicos.

O esforço dos voluntários é ignorado pelo Hmib. De acordo com a direção do hospital, “não procede a informação sobre a compra de armários feita por voluntários para a UTI da unidade”. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que o local tem “armários suspensos, na reserva, para utilização imediata quando houver necessidade. Nenhum servidor, ou funcionário é orientado a comprar qualquer tipo de material para a unidade”, diz o documento.

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