Deputado propõe moção de repúdio contra a reforma da previdência

Claudio Abrantes trouxe o tema ao plenário

A proposta de reforma da previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados, voltou a ser criticada durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quinta-feira (9). O deputado Cláudio Abrantes (Rede) anunciou inclusive a apresentação de uma moção de repúdio contra a proposta. O distrital defende que a Câmara Legislativa se posicione publicamente contra a reforma.

Abrantes relatou a manifestação realizada ontem em frente ao Congresso Nacional, que reuniu cerca de cinco mil policiais civis e rodoviários, agentes penitenciários e outras carreiras da área de segurança pública. O deputado disse que está preocupado com os rumos do País, "com esse governo que vira as costas para a população".

Na opinião de Abrantes, a reforma é especialmente cruel com as mulheres e com os trabalhadores que já contribuíram por muitos anos. "O que esta PEC da reforma da previdência quer é que ninguém nunca mais se aposente", condenou.

O deputado Wasny de Roure (PT) destacou que um dos artigos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma prevê que o trabalhador para chegar ao teto da previdência terá que contribuir por 49 anos. O distrital informou que foi convidado para participar de uma discussão sobre a reforma da previdência na próxima semana, em São Paulo, promovida pela União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale).

Audiência ­– O tema da reforma da providência será debatido em uma audiência pública no próximo dia 20, de acordo com anúncio feito pelo deputado Lira (PHS), na sessão de hoje. Segundo o parlamentar, o debate contará com a participação de representantes do governo federal e de especialistas na área. Lira adiantou que é contra a reforma, do modo em que ela está proposta.

Na avaliação do deputado Agaciel Maia (PR), há condições para que os policiais fiquem de fora da reforma, assim como aconteceu com os militares. Para ele, no entanto, o enfrentamento não é a melhor estratégia. Mas acredita que é mais eficaz que pequenos grupos visitem os parlamentares de todos os estados, num corpo a corpo.

Cláudio Abrantes concordou que um trabalho de convencimento do tipo "formiguinha" é realmente necessário. O vice-presidente da Câmara, deputado Wellington Luiz (PMDB), que presidia a sessão, também se manifestou contra a proposta de reforma.

STF – O líder do PT, deputado Ricardo Vale, criticou a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Vale, o currículo do indicado não o credencia nem ao posto que ocupa atualmente. Para ele, a indicação é um escárnio com o povo brasileiro.

DFtrans – O deputado Chico Vigilante (PT) acusou o DFTrans de desumanidade com os idosos. O órgão, segundo Vigilante, teria cancelado os cartões que permitem a utilização do transporte coletivo pelos idosos por suspeita de fraudes. O deputado apelou ao GDF para que reveja a medida com urgência e restabeleça a dignidade dos idosos. Vigilante defendeu a extinção do órgão e considerou a medida como "inaceitável".

Pressão – Já o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) usou a tribuna na sessão de hoje para condenar a "pressão e intervenção" que o governador Rodrigo Rollemberg estaria fazendo com o Legislativo local. Ribeiro também destacou o anúncio feito ontem pelo seu partido, com a participação do senador Cristovam Buarque (PPS – DF), de oposição ao governo de Rollemberg.
CLDF

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