CIL de Taguatinga envia representantes para fórum da Unesco no Canadá

A professora de inglês Cristina Lourenço e a aluna Luiza Rafael participaram do encontro, de 4 a 10 de março, quando foi elaborado um documento sobre cidadania. Presença no projeto valeu o selo de escola associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
FOTO: DÊNIO SIMÕES

O Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Taguatinga marcou presença em um fórum da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de 4 a 10 de março, na Universidade de Alberta, no Canadá. A unidade de ensino do Distrito Federal foi representada pela professora de inglês Cristina Lourenço e pela estudante Luiza Rafael Vasconcelos.

Com o objetivo de reunir vozes de alunos de 12 países, elaborou-se no encontro a carta branca, um documento com perspectivas e propostas dos jovens sobre cidadania. “A gente fez a carta com base no que aprendemos antes da viagem”, conta Luiza, de 15 anos.

Para essa preparação, ela e 20 estudantes do CIL organizaram trabalhos do fórum, disponíveis na plataforma digital da Unesco de outubro de 2016 a fevereiro deste ano. No entanto, apenas um deles poderia ir, pois só havia uma vaga. Segundo a professora Cristina, Luiza foi escolhida para fazer parte da elaboração da carta devido ao perfil crítico da jovem.

Agora, o documento será traduzido para português. Assim, o material criado pelos alunos poderá ser fornecido para todo o Brasil.CIL de Taguatinga recebe selo da Unesco

Pela participação no encontro canadense, o CIL de Taguatinga recebeu o selo de escola associada à Unesco. “Foi a primeira escola pública brasileira, porque só vão as conveniadas”, explica Cristina. “Esse mérito pode abrir portas para outros CILs.” A vaga foi conseguida graças a uma parceria do centro com a Universidade Católica de Brasília, que tem convênio com a Unesco.

Luiza reconhece o valor de sair do País também como experiência de vida. “Nunca tinha viajado para fora e ainda conheci outros alunos de todo o mundo. Converso com eles todos os dias e aprendo como temos problemas em comum e outros diferentes”, relata.

Além da elaboração da carta e do crescimento pessoal da estudante, Cristina acredita que a conquista é um ganho para o CIL. “Muitos jovens aprendem línguas porque os pais cobram, mas, quando você oferece essa oportunidade de intercâmbio, todos ficam mais interessados. O que veio de bom para mim e para a Luiza, veio para todos”, comemora a professora de inglês.

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