Documentário aborda o desafio de ser mulher no DF

Material produzido pela Codeplan foi recebido com entusiasmo em cerimônia no Palácio do Buriti nesta terça (7).

“Um dia ele falou para mim: ‘Eu ou o trabalho. Ou você fica comigo, desiste de tudo e vem cuidar dos nossos filhos ou então a gente vai se separar’. Não pensei dois segundos”. Com essa narrativa cheia de significados, a pedagoga e gestora social Nair Queiroz explicou como o primeiro casamento terminou, no documentário Desafios de ser mulher no Distrito Federal.O documentário Desafios de ser mulher no Distrito Federal foi lançado nesta terça-feira (7), no Palácio do Buriti. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

No lançamento do filme, na tarde desta terça-feira (7), no Palácio do Buriti, os presentes aplaudiram calorosamente o testemunho de Nair. O material foi produzido pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) para ficar exposto no site da empresa pública.

Presente à cerimônia, a colaboradora do governo de Brasília Márcia Rollemberg disse que materiais como o documentário têm relevância para criar uma nova mentalidade. “Para que os homens participem também dessa luta e que as mulheres superem os desafios pessoais”, explicou.
"Um dia ele falou para mim: Eu ou o trabalho. Ou você fica comigo, desiste de tudo e vem cuidar dos nossos filhos ou então a gente vai se separar. Não pensei dois segundos"Nair Queiroz, pedagoga e gestora social

Feito com dados levantados pela Codeplan sobre o universo feminino de Brasília desde 2013 e com depoimentos de seis entrevistadas, o documentário é parte dos planos de divulgar pesquisas em vídeo. “Fico feliz por inaugurarmos essa ferramenta e linguagem para uma data tão importante, que é o Dia Internacional da Mulher”, falou o presidente da companhia, Lucio Rennó.

Em resposta ao material apresentado, a secretária adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Raíssa Rossiter, enalteceu como ele representa as lutas de gênero de Brasília. “São muitos os desafios de ser mulher, mas esses exemplos mostram que podemos ser muitas coisas diferentes e ocupar espaços importantes na sociedade”.

Ela se refere à diversidade das seis entrevistadas do filme, que têm trabalhos e relações familiares diferentes. Por exemplo, uma quer ter 12 filhos e ser dona de casa, enquanto outra busca carreira militar de sucesso sem perspectivas de constituir família. Depois da exibição, as seis receberam flores como agradecimento pela participação.
Agência Brasília 

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