Escolas do DF têm até 2 de setembro para repor aulas dos dias de greve

Acordo foi feito durante reunião entre representantes da Secretaria de Educação e do sindicato da categoria. Escolas terão autonomia, e poderão usar sábados e feriados 'emendados'.

Por G1 DF

Professores do DF decidem em Assembleia terminar a greve que durou 29 dias (Foto: Marília Marques/G1)

Escolas do Distrito Federal que tiveram aulas perdidas em razão da greve de 29 dias dos professores têm até o dia 2 de setembro para repor os conteúdos. A data foi decidida nesta segunda-feira (17), após reunião do governo com o sindicato. Cada colégio terá autonomia para definir o calendário, dentro desse período.

Os professores podem repor as horas-aula já a partir do próximo sábado (22), a depender da definição de cada escola. A proposta prevê o aproveitamento dos sábados e dos chamados "dias móveis" – por exemplo, os feriados emendados. O cronograma letivo obrigatório não pode ser prejudicado.

Iniciada em 15 de março, a paralisação chegou ao fim na última quarta-feira (12). Em comum acordo, também ficou estabelecido que de 23 a 27 de julho será recesso obrigatório para todas as unidades escolares. As reposições não poderão ser feitas aos domingos e feriados, e deverão ocorrer no turno original de cada turma.

De acordo com o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Fábio Pereira de Sousa, as negociações foram positivas. “Essa reposição é de fato muito importante, e todos os setores têm interesse em fazê-la. Também orientamos aos pais que acompanhem as aulas via conselho escolar”, apontou.

Para o diretor do Sinpro, Cláudio Antunes, a definição do calendário de reposição é o desdobramento final da greve. “As discussões ressaltam o compromisso da categoria de garantir 200 dias letivos aos alunos”, disse.

Luta por salários

Os servidores iniciaram a paralisação para reivindicar o pagamento da quarta parcela do reajuste salarial. A medida foi prometida pelo governador Agnelo Queiroz (PT) e deveria ter sido paga em outubro do ano passado. Desde o início da movimentação, o GDF alegou não ter condições financeiras de arcar com o reajuste reivindicado pelos professores.

Em proposta apresentada pelo governo do DF, o Executivo se comprometeu a pagar, de julho a dezembro de 2017, as pecúnias referentes às licenças-prêmio não usadas dos servidores que se aposentaram em 2016.

Conforme a disponibilidade financeira, o governo também assumiu o compromisso de dar continuidade aos estudos referentes à implementação das metas previstas no Plano Distrital de Educação.

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