Governo e sociedade discutem futuro do Shopping Popular de Brasília

Em audiência pública nesta segunda-feira (24), feirantes puderam entender melhor como funciona a proposta de gestão do espaço por meio de PPP.

Feirantes do Shopping Popular de Brasília participaram, na tarde desta segunda-feira (24), de audiência pública sobre a proposta de parceria público-privada para gestão da área. A ideia é que a medida ajude na revitalização e aumente o movimento local.Em audiência pública na Câmara Legislativa, proposta de PPP do Shopping Popular de Brasília foi debatida com feirantes. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

O encontro foi o primeiro para tratar do tema e ocorreu no plenário da Câmara Legislativa. A audiência foi marcada pelo deputado Chico Vigilante (PT), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor.

A iniciativa ainda está na fase de recebimento de propostas e depende da renovação da cessão do espaço pela União, que venceria em junho, segundo o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury.

Nesse modelo de negócio, o Estado concede a gestão do espaço e sua exploração comercial ao setor privado, sem ter de vender o equipamento público. “É um projeto de natureza social. Estamos tentando encontrar algo que faça o shopping popular funcionar e gerar receita para as pessoas que trabalham ali”, destacou.
"É um projeto de natureza social. Estamos tentando encontrar algo que faça o shopping funcionar e gerar receita para as pessoas que trabalham ali"João Antônio Fleury, secretário de Fazenda

De acordo com o secretário, quando for definida uma proposta para a área, nova audiência pública será marcada.

Segundo o subsecretário de Parcerias Público-Privadas da pasta, Rossini Dias, menos de 400 dos 1.595 boxes são ocupados atualmente. “Queremos um modelo para ocupar os boxes sem ninguém e ainda potencializar a ação de quem já está lá.”

O Shopping Popular de Brasília foi inaugurado em 2008, em uma área de 20 mil metros quadrados ao lado da Rodoferroviária. O local tem fácil acesso, na interseção da Estrada Parque Indústria e Abastecimento com o Eixo Monumental.

O empreendimento conta com praça de alimentação, banheiros coletivos e exclusivos para pessoas com deficiência, fraldários e estacionamento subterrâneo com mais de 900 vagas, entre outras facilidades.

Funcionam no local uma conveniência do Banco Regional de Brasília (BRB) e uma agência do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

Há, ainda, espaço reservado para a construção de uma unidade do Na Hora – o concessionário arca com os custos, e o governo opera o posto.

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