Chef nos Eixos: aplicativo para a compra dos pratos reduziu filas

Democrática e facilitada, a 8ª edição do Chef nos Eixos no Eixão Sul testou e aprovou o uso da tecnologia para diminuir um problema antigo enfrentado pelos brasilienses nos eventos de entrada gratuita no Distrito Federal. Com um aplicativo para celular, os visitantes puderam comprar os pratos da alta gastronomia da capital e buscar na hora. Segundo a organização, R$ 30 mil foram vendidos antes mesmo do início das atividades. De acordo com consumidores, apesar de alguns tropeços no manuseio, a ferramenta parece ter funcionado.

Pela primeira vez no Chef nos Eixos, pai e filha aproveitaram o clima ameno da manhã para tomar um café da manhã inédito no evento. Jorge Boeira, engenheiro de 51 anos, e Ananda, de cinco anos, aproveitaram o projeto “Coma no jardim”, que tem a proposta de unir gastronomia e urbanismo.

“Baixei o aplicativo e comprei por ele. Aqui, o pessoal da banca ainda não sabia bem como usar. Tive que buscar ajuda dos responsáveis pelo aplicativo”, contou o homem.

Nova fase

Ao longo dos quilômetros ocupados pelas tendas do evento gastronômico, profissionais uniformizados prestaram auxílio a quem tinha dificuldade de manusear a ferramenta. De acordo com a organizadora Cristiane Mardine, a reivindicação de compra on-line sempre aconteceu, e o uso do “Bilo”, o aplicativo, inaugura uma nova fase da ação.

“As pessoas ainda precisam se familiarizar. É preciso fazer com que mais pessoas baixem e usem para intensificar o uso e diminuir ainda mais as filas”, afirma.

Nesta edição, o evento optou por setorizar serviços e brincar com as siglas da capital. No Setor de Bebidas Sul/Norte (SBS/SBN) tinha venda de cervejas, vinhos e drinques especiais. No Setor de Diversões Sul/Norte (SDS/SDN), atrações para crianças e local destinado aos animais de estimação.
A Praça Food Talk abriu espaço para bate-papo sobre gastronomia, e o Mercadinho, em uma tenda, tinha exposições de produtos artesanais e locais. A expectativa é que, no futuro, isso seja ampliado. Na área de saúde e bem-estar, os visitantes tinham massagem, avaliação física, ioga e relaxamento.

Como usar

Para fazer compras no aplicativo, é preciso cadastrar o cartão de crédito para ter acesso a todos os cardápios dos chefs. Depois da compra, é só apresentar o cupom na barraca e pegar a comida. O Bilo está disponível para os sistemas Android e IOs.

“O Chef nos Eixos é a cara de Brasília”, garante a bancária Liliane Ambrósio, 37 anos. Presente em todas as edições do evento com a mãe, Viviane de 49 anos, ela assegura que, ao longo dos anos, a iniciativa mantém o nível gastronômico. “São bons restaurantes, bons chefs, com pratos democráticos, espaço sociável e preço bom. Eu sou fã. O aplicativo é uma boa opção e ajuda bastante na questão de filas”, opina.

A bancária aproveita os dias de ocupar o Eixão para conhecer novas culinárias, como a espanhola, a qual não tem acesso frequente. O evento oferece pratos requintados com preço máximo de R$ 29.

Bom também para quem vende

Ao todo, 34 chefs levaram um pedacinho do mundo para a capital da República. O cone de jamón com batatas fritas (R$ 15) vendido nas grandes feiras da Espanha foi oferecido pela chef Simone Garcia, do restaurante Jamón Jamón (SQN 109). “Foi o que mais vendeu. Nossa ideia era trazer a gastronomia informal espanhola da mesma forma que acontece lá. No Chef nos Eixos há possibilidade de apresentar uma culinária pouco conhecida, com sabores e personalidade específicos da região”, explica.Myke Sena/Jornal de Brasíliaitos aqui mesmo”, conta.

O chef Tonico Lichtsztejn começou a preparar a costelada ainda durante a fria madrugada de domingo. Pela manhã, o cheiro de uma tonelada de costela podia ser sentido de longe e agradava o paladar de quem desembolsou R$ 25 – com direito a mandioca, farofa de cebola e molho chimichurri. Foi a primeira vez que o churrasco fez parte do evento. Antes do horário de almoço, mais de 300 vendas já haviam sido feitas.

O festival de cerveja artesanal Casa Bier também desembarcou, pela primeira vez, no Chefs nos Eixos. “As pessoas precisam entender que cervejas especiais não são apenas para quem é ‘especial’”, informou o empresário Tarso Frota. Divididas em 12 torneiras, foram mil litros de álcool – a maioria produzida no DF.
Myke Sena/Jornal de Brasília


© Espaço Mulher DF - 2013 - Todos os direitos reservados.