Aulas de corte e costura capacitam mulheres na Estrutural

Alzira Bueno Alves é uma das participantes que aprendeu o ofício por meio do projeto, que usa recursos do Fundo de Apoio à Cultura.

Diferentemente do informado antes, nem todas as costureiras são da Estrutural. Além disso, Isabelle Esmeraldo ainda não inscreveu o projeto novamente no FAC, mas pretende fazê-lo

Mesmo com a vista já cansada, a pensionista Alzira Bueno Alves, de 67 anos, aprende a costurar. Faz saia, blusa, bolsa e outras peças do vestuário em uma oficina de costura montada provisoriamente no terreno de uma igreja na Estrutural.

Nos últimos dois meses, ela frequentou o espaço por causa do projeto Valfenda – Oficina Básica de Moda, desenvolvido com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).Alzira Bueno Alves é uma das participantes que aprendeu o ofício por meio do projeto, que usa recursos do Fundo de Apoio à Cultura. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Alzira conta que nunca havia costurado com a máquina elétrica. “Tinha até medo.”

Agora que está descobrindo a função, pretende continuar. “É muito importante porque, se a gente aprende, pode gerar renda para casa”, avalia a pensionista, que mora com o filho e a nora na mesma região administrativa.

A ideia do projeto é capacitar mulheres com aulas de corte e costura, bordado e customização, mas também trabalhar a autoestima das participantes.

Nessa edição, foram 14 alunas. No domingo (11), às 17 horas, elas deverão desfilar com as roupas criadas, na Feira da Lua do Shopping Pier 21 (Setor de Clubes Sul).

A organizadora do Valfenda, Isabelle Esmeraldo, é formada em gestão e saúde pública e disse que desenvolveu a proposta por querer trabalhar com mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Eram mulheres que não tinham noção de corte e de que isso poderia ajudar na família e como forma de empoderamento”Isabelle Esmeraldo, organizadora do Valfenda - Oficina Básica de Moda, projeto que recebeu recursos do FAC

Ela recebeu R$ 90 mil do FAC e, com o recurso, contratou cinco costureiras, um vigia, uma babá (para que as mulheres tivessem com quem deixar os filhos durante o curso) e uma pessoa responsável pela logística.

Também conseguiu comprar os equipamentos e materiais para a confecção dos produtos. “Eram mulheres que não tinham noção de corte e de que isso poderia ajudar na família e como forma de empoderamento.” Isabelle pretende inscrever novamente o projeto para levá-lo a outras regiões administrativas.
FAC aprova 442 projetos

Neste ano, o Fundo de Apoio à Cultura aprovou 442 projetos dos 1.817 inscritos em quatro editais do ano passado. Os primeiros resultados de mérito foram dos editais FAC Manutenção de Grupos e Espaços e FAC Ocupação, divulgados em abril. Eles selecionaram 18 e 94 projetos, respectivamente, com um total de R$ 9.057.596,68 de incentivo.

O resultado desse bloco de editais se completa com a divulgação dos 89 projetos do FAC Regionalizado, para o qual serão investidos R$ 6,4 milhões, e dos 241 do tradicional FAC Áreas Culturais, com previsão de R$ 20 milhões.

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