Potencial da gravura polonesa em mostra na CLDF

Obras exposta no foyer do plenário até 12/06

A presença polonesa na cultura brasileira, ao contrário de outras nações, nem sempre é evocada. Mas se tomarmos as artes visuais como exemplo, vamos lembrar dois nomes fundamentais: a gravadora Fayga Ostrower (1920-2001) e o escultor Frans Krajcberg, que completou 96 anos de idade em abril passado, ambos, artistas brasileiros nascidos na Polônia.

Na exposição "TransGrafika - Artistas Poloneses na Coleção Mariusz Kazana", que reúne trabalhos de cinco gravadores contemporâneos daquele país – em cartaz até o dia 12 de junho no foyer do plenário da Câmara Legislativa do DF –, é possível perceber pontos de contato entre os artistas que produzem atualmente na Polônia e aqueles dois que se radicaram no Brasil.

Teórica da arte e professora, que legou diversos livros nos quais discute a criação artística, Fayga Ostrower, mesmo tendo ensaiado diversas formas de expressão, consagrou-se por sua obra gráfica na qual experimentou para além das técnicas.

Krajcberg, mais conhecido por sua obra escultural – intervenções sobre troncos, galhos e raízes – com um forte teor de denúncia, na qual chama a atenção para a preservação do meio ambiente, fez pintura, fotografia e também ousou na gravura.

Gravura contemporânea – Nos trabalhos expostos na CLDF, os artistas poloneses contemporâneos mostram como atualizaram uma técnica cuja produção acompanha a expansão da tipografia a partir do século XV. Todos têm uma abordagem particular da imagem impressa, seja em função dos procedimentos ou material empregado, como do tratamento dos temas. Técnica e estética se unem para apresentar o potencial da arte gráfica polonesa contemporânea.

Agnieszka Cieslinska, que também é curadora da "TransGrafika", por exemplo, emprega processos manuais em conjunto com métodos tecnológicos, como a impressão digital. Com quatro décadas de experiência em gravura, Stanislaw Baldyga "cria paisagens surreais", por meio de uma técnica precisa. Krzysztof Szymanowicz utiliza o linóleo como matriz para suas séries, nas quais evoca a memória.

Por sua vez, Krzysztof Tomalsky desenvolveu um método próprio de "entalhar" a matriz e também utiliza uma espécie de pistola de ar para desenhar com areia sobre uma superfície de metal. E Karolina Zimna, a mais jovem do grupo, traz uma produção em técnica mista, na qual utiliza colagens, baseada no Mapa Mundi.

A mostra "TransGrafika" também presta um tributo ao embaixador Mariusz Kazana, que dá nome à coleção. Amante das artes e divulgador da cultura polonesa, ele morreu em um acidente aéreo que vitimou mais de 90 pessoas, entre eles o presidente do país, em 2010.

TransGrafika - Artistas Poloneses na Coleção Mariusz Kazana

Local: Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Visitação: até 12 de junho 
Horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h 
Classificação indicativa: livre para todos os públicos 
Entrada franca

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