Petrobras reajusta o preço do gás de cozinha em -4,5%

A Petrobras anunciou, na última terça-feira (4), a redução do valor do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha residencial envasado em botijões de 13 kg. Este reajuste não se aplica ao gás para uso industrial e comercial, que sofreu queda de 5% de seu valor.

Este foi o primeiro reajuste desde o dia 8 de junho, quando a estatal anunciou a alteração no sistema de fixação de preços para o GLP, que a partir daquela data, seria reajustado mensalmente, levando-se em conta o valor dos gases butano e propano no mercado externo, além da cotação do dólar, acrescido margem de negociação de 5% pelo distribuidor.

A revisão do valor foi aplicada às refinarias, sobre o produto sem incidência de impostos. Segundo cálculo da Petrobras, o valor que poderá chegar ao consumidor final é de aproximadamente 1,5%, ou seja, cerca de um decréscimo de R$ 0,88 por botijão. Porém, de acordo com a lei brasileira que atribui liberdade de preços pelas distribuidoras de petróleo e derivados, o consumidor poderá não sentir diferença no valor do gás.

Nesta semana, a estatal apresentou alteração de valor em outros dois produtos além do GLP, a gasolina e o diesel ficaram mais caros, com aumento de 1,8% e 2,7%, respectivamente. 

Impactos da oscilação de preços no mercado

A assessora parlamentar, Monalisa Rodrigues, 29 anos, utiliza seu carro diariamente para levar seus filhos à escola e para ir ao trabalho. Ela contou como o aumento do combustível afeta suas finanças. “Tudo em Brasília é muito longe, então preciso do carro para me locomover e no fim do mês acaba pesando. Caso eu usasse o transporte público, também sentiria, pois o aumento do combustível reflete no preço das passagens. A expectativa de um constante aumento é complicada, pois não conseguimos programá-lo de acordo com nosso salário”.

Kessia, responsável pela distribuidora Coimbra Gás, informou à redação sobre o repasse de valores das refinarias em relação às distribuidoras e como estes reajustes chegam aos clientes. “Não houve queda de vendas, mas os clientes reclamam sobre a oscilação, pois não há garantia no valor com a mudança da política de preços estabelecida pela Petrobrás. Muitas vezes, a distribuidora nem repassa aos clientes o valor total do aumento sofrido nas refinarias, arcando com a despesa.”
Alô Brasília
Foto: Divulgação

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