Anjuli Tostes quer união das forças progressistas para a construção de um programa de governo com a sociedade

As prévias eleitorais do PSOL DF começam a mobilizar filiados e prováveis eleitores da sociedade civil que poderão participar destas “eleições primárias” que o Partido Socialismo e Liberdade propõe como forma de democratizar o processo de escolha das candidaturas no Distrito Federal.

Existem três pré-candidaturas, mas a da advogada popular e de movimentos sociais, auditora da CGU, Anjuli Tostes ao GDF pelo PSOL tem contagiado diferentes forças do campo progressista e materializado a demanda social por renovação e mudança para 2018. Inclusive em outros partidos de esquerda e centro esquerda.

Já reconhecida e chamando a atenção por onde passa em Brasília, fora dos círculos intelectuais e culturais, além dos movimentos sociais e acadêmico onde é bastante admirada, Anjuli enxerga a receptividade à candidatura como algo muito positivo e afirma: "Não temos nenhuma vaidade. O momento é de união de todos nós que buscamos uma sociedade mais justa, igualitária e participativa”.

Segundo Anjuli: "Todos que querem construir um DF diferente são bem-vindos para propor, debater, opinar. Precisamos de união para construir um programa que contemple as demandas sociais." diz. E mais adiante complementa afirmando que: “a sociedade está cansada de uma política de conchavos e quer serviços públicos de qualidade como contrapartida ao pagamento de impostos. É preciso governar com ética e buscar de forma incansável atender às prioridades das pessoas. E as famílias não querem gastar toda a sua renda com plano de saúde e escola particular, quando é dever do Estado fornecer esses serviços com qualidade."

Para a pré-candidata do PSOL a avaliação de serviços públicos e a sua prestação com excelência ao cidadão serão o mote de um futuro governo. Para ela o que as pessoas querem é um Estado que funcione. E afirma: “Hospitais com que possam contar quando estiverem doentes, sem que faltem materiais e insumos básicos como ocorre hoje. Transporte público de qualidade, creches onde as mães possam deixar seus filhos e trabalhar com tranquilidade." Conclui. 

A pré-candidata propõe uma nova forma de fazer política, em que o debate programático em torno do DF seja feito de forma horizontal pela sociedade. Ela propõe também que o Distrito Federal tenha uma política de Participação Popular e Controle Social que sirva seja referência nacional. Anjuli diz que qualquer governo precisa ser permeável às demandas sociais e conferir poder real para as pessoas decidirem como o orçamento que deve ser executado e os serviços prestados. "O cidadão precisa ter mais poder de decisão, ou então não estamos em uma democracia." Conclui.

Anjuli propõe também a união das forças progressistas e do campo democrático com um programa debatido pela sociedade. Diz que após as prévias e consolidada sua candidatura dentro do PSOL buscará com a direção do partido construir da forma mais ampla possível uma coligação com poder para vencer as eleições, dentro de uma estratégia política fundamentada na participação das forças populares mais avançadas da sociedade e de um conjunto de partidos os quais sempre estiveram no leque de alianças do PSOL.

Afirmou também que fará uma campanha política e eleitoral fundamentada nos princípios políticos e nas estratégias eleitorais. E que não mistura estas duas coisas como fazem os políticos tradicionais. Que seus Princípios são inegociáveis, pautados na ética e nos padrões morais da boa política e que só a Estratégia é flexível, pois essa dependerá da conjuntura. Afirmou que o inimigo é a Direita e que esse é que tem que ser derrotado. Evitou responder qualquer comentário quanto a matéria que dizia respeito a preferencias da cúpula partidária a nomes dentro do PSOL, e de forma elegante disse que o partido está unido em torno de um projeto para o DF. 

Diversos líderes de movimentos sociais e organizações populares e sindicais do DF já manifestaram simpatia pela candidatura de Anjuli Tostes, até mesmo militantes de outros partidos de esquerda que não podem se manifestar, mas observam de longe a disputa dentro do PSOL e aguardam uma definição pós prévia, para também debaterem suas estratégias para 2018. No entanto o que se observa é uma ampla e total torcida para que Anjuli seja a escolhida do partido pois isso facilitará uma composição com os partidos de esquerda e do campo democrático e progressista. E assim se construir uma coligação com os candidatos a governadora, vice-governador e dois senadores.

Sobre o programa de governo disse que isso será feito dentro de um cronograma preparado pelo PSOL e os partido que comporão a coligação, mas afirmou: "Precisamos debater como sociedade qual o DF que queremos. E os políticos precisam se colocar a serviço dessas definições.", afirma. 

Por Katharina Garcia

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