Ações sociais do Corpo de Bombeiros alcançaram 30,6 mil pessoas em 2017

De janeiro a novembro, corporação auxiliou na coleta e no transporte de mais de 15 mil litros de leite humano por meio do programa de aleitamento materno.

Resgatar vítimas, socorrer quem está em apuros, prevenir e combater incêndios são atividades diárias do trabalho do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Os militares, no entanto, atuam fortemente em ações sociais e de cidadania a serviço da população de Brasília. Em 2017, 30.650 mil pessoas foram atendidas pelos projetos da corporação.

As atividades alcançam faixas etárias variadas. No programa Bombeiro Mirim, em 2017, 16.480 crianças e adolescentes, estudantes da rede pública de ensino, receberam aulas de primeiros socorros, prevenção de acidentes domésticos, educação no trânsito e cidadania.Bombeiros militares recolhem o leite materno separado pela técnica em saúde bucal Luana Barbosa de Oliveira, de 35 anos. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Instituído em 1999, o projeto conta com atividades recreativas e esportivas em 12 regiões administrativas, no horário contrário ao das aulas regulares.

“Essa doação é parte do trabalho de prevenção. Acreditamos que promover a cidadania é essencial para uma sociedade melhor”, destaca o chefe da Assessoria dos Programas Sociais do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Robson Lagares.

Para o militar, além de dialogar com as missões do grupo, as ações sociais criam um ambiente de confiança entre a corporação e os brasilienses. “A população sabe que pode contar conosco e que não aparecemos apenas nos momentos de crise ou catástrofe”, complementa.

Ele conta que no Bombeiro Amigo, outro dos projetos principais, o foco está na saúde dos idosos, que alcançou 8.575 participantes em 2017. Os bombeiros atuaram em cinco regiões com aulas de ginástica, artesanato, trabalho na horta, coral, informática e grupos terapêuticos.
“A população sabe que pode contar conosco e que não aparecemos apenas nos momentos de crise ou catástrofe”Tenente-coronel Robson Lagares, chefe da Assessoria dos Programas Sociais do Corpo de Bombeiros do DF

Com o objetivo de fomentar a acessibilidade no DF, a corporação tem parceria com o programa Cão Guia, ao qual ajuda no adestramento, treinamento e adaptação de animais que guiarão cegos. Quarenta e seis pessoas foram beneficiadas pelo projeto, de acordo com o balanço de janeiro a novembro.

Moradores de Ceilândia também cruzaram com os militares que prestam assistência às pessoas que praticam corrida e caminhada nas regiões em 2017.

Desde janeiro, foram 4.904 atendimentos com serviços de orientação, controle de pressão arterial e verificação dos batimentos cardíacos pelo Caminhando com Saúde.

No Guará, 691 estudantes de 7 a 14 anos participaram do Programa Taekwondo, uma vertente do Bombeiro Mirim que ocorre exclusivamente no quartel da região administrativa.

Para 2018, o objetivo, de acordo com Lagares, é manter todos os projetos vigentes e melhorar a qualidade dos serviços prestados. Atualmente, 110 militares dos cerca de 5,5 mil que formam o Corpo de Bombeiros Militar do DF atuam nas equipes dos projetos sociais.
Leite coletado chegou a 9,2 mil bebês em 2017

Com a chegada de Lavínia, em novembro, mudou a rotina da técnica em saúde bucal Luana Barbosa de Oliveira, de 35 anos. Além de se desdobrar nos cuidados que a recém-nascida demanda, a moradora de Taguatinga separa um tempo diário para preencher vidros esterilizados com o leite que sobra da amamentação
15 mil litrosQuantidade de leite materno coletado e transportado em 2017 pelos bombeiros para atender crianças que precisam de suplementação

Para fazer com que o alimento chegue a outros bebês, Luana conta com a ajuda de equipes do Corpo de Bombeiros, por meio programa de aleitamento materno, parte dos serviços de emergência médica da corporação.

“Eles explicam direitinho como temos que fazer, tiram dúvidas e são extremamente atenciosos e prestativos”, elogia a doadora, que recebe visita dos militares uma vez por semana.

Os bombeiros são responsáveis pela coleta e pelo transporte seguro do material que ajudará crianças que precisam de suplementação. Só em 2017, as equipes coletaram, 15.125 mil litros de leite humano, que chegaram a 9.278 bebês no DF.

A parceria entre a corporação e a Secretaria de Saúde é parte essencial para funcionamento da Rede de Bancos de Leite Humano do DF. É ela que garante o armazenamento correto do material que salva a vida de bebês na cidade.

“Não vemos hoje a rede sem os bombeiros”, resume a coordenadora de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano da Saúde, Miriam Santos.

A corporação atua na coleta de segunda a sexta-feira, pela manhã, o que resulta em uma média de 2 mil visitas por mês. Para agendar a busca do material, basta ligar no 160, opção 4. Mesmo assim, muitas mães procuram diretamente o número da corporação para (193) para pedir a visita.

“Além de toda a qualificação das equipes, eles têm a confiança da população para entrar nas casas e fazer um serviço bem feito. São um orgulho para o brasiliense”, constata a servidora da Saúde.


Doações para os Bancos de Leite Humano do DF

Pedido de coleta em domicílio pelo telefone 160, opção 4

Mais informações pelo site Amamenta Brasília

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