Comissão de Educação debate importância de oficinas pedagógicas

Oficinas representam um diferencial de Brasília

As oficinas pedagógicas das regionais de ensino foram tema de audiência da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) na manhã desta quarta-feira (20) na sala de reunião das comissões. "Este é um momento de diagnóstico e levantamento de problemas", explicou o presidente da CESC, deputado Wasny de Roure (PT), que frisou a relevância das oficinas pedagógicas e o interesse do colegiado em acompanhar a questão.

"A Arte de Contar Histórias", "Rodas de Brincar" e "Mala de Jogos Matemáticos" estão entre os oito cursos oferecidos nas Oficinas Pedagógicas aos professores, de acordo com a coordenadora do projeto, Tamar Rabelo. Ela destaca que as oficinais são espaços de formação continuada de professores a fim de ampliar o repertório do professor em sala de aula. A professora aposentada, Aldanei Menegaz, participante das oficinas desde o início, em 1986, lembra que a proposta surgiu dos próprios professores, desejosos de lidar com materiais práticos e lúdicos. Menegaz, que figura entre as contadoras de histórias mais conhecidas do País, afirma que as oficinas, entre elas a narrativa de contos, representam um diferencial de Brasília em relação ao restante do Brasil. "É um espaço nobre que sempre tivemos na Secretaria de Educação do DF", afirma, ao defender que os professores, depois de passar pelas oficinas, "voltam alimentados para a sala de aula".

Espaços definitivos – O professor Chrístofer Sabino, que trabalha na Oficina Pedagógica de Samambaia, apresentou uma petição em que pleiteia, entre outros aspectos, espaços físicos definitivos para as oficinas. De acordo com Sabino, as mudanças constantes de locais para a realização das oficinais é um dos principais problemas enfrentados pelos professores.

Em resposta, o representante da Secretaria de Educação, Fernando Ribeiro, explanou que a prioridade dos espaços e equipamentos públicos é atender à crescente demanda por matrículas, especialmente no ensino infantil do DF. Esta é a "realidade do momento", disse, ao ponderar, entretanto, que a Secretaria poderá atender a outras solicitações dos professores, como ajustes no calendário de atividades escolares. Reforçou o posicionamento de Ribeiro, o coordenador da regional de ensino de Taguatinga, Juscelino Carvalho.

Segundo ele, as Oficinas Pedagógicas que antes funcionavam na Praça do Relógio tiveram que ceder aquele espaço para o centro de ensino infantil, o qual hoje atende cerca de quatrocentas crianças. Ele explicou que Taguatinga assiste crianças de áreas circunvizinhas, como o assentamento 26 de Setembro. "A mudança foi necessária para acomodar essas crianças", justificou. Contudo, ele garantiu que outro espaço está sendo reformado para receber as Oficinas Pedagógicas.

Enfermeiros – Ainda na reunião de hoje (20), a comissão aprovou o projeto (PL nº 1.921/2018) que estabelece piso salarial do enfermeiro na rede privada. Pela proposta, do deputado Chico Vigilante (PT), o piso será de R$2.437,36 para 20 horas semanais até R$5.362,20 para 44 horas.

O parecer recebeu os votos favoráveis dos deputados Wasny de Roure (PT), Juarezão (PSB) e Luzia de Paula (PSB), que participaram da reunião. Segundo o enfermeiro Jorge Souza, que acompanhou a votação, a medida deverá beneficiar cerca de seis mil profissionais de enfermagem que atuam no DF.

Franci Moraes
Fotos: Silvio Abdon/ CLDF
Comunicação Social – Câmara Legislativa

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