Governador eleito do DF, Ibaneis deve ter maioria na Câmara Legislativa

Pelo menos 12 dos 24 distritais já declaram apoio; G1 aguarda retorno de quatro parlamentares.

Por G1 DF e TV Globo

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) — Foto: Gabriel Luiz/G1

Pelo menos 12 dos 24 deputados eleitos para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, nos próximos quatro anos, devem iniciar 2019 na base de apoio ao governo de Ibaneis Rocha (MDB).

O levantamento foi feito nesta segunda-feira (29) pelo G1 e pela TV Globo, com as equipes dos próprios parlamentares. Dos 24 futuros distritais, 12 declararam apoio a Ibaneis e apenas 3 disseram que farão oposição direta ao governo (veja lista abaixo).

Outros cinco parlamentares informaram que pretendem ficar "independentes" na Câmara Legislativa – ou seja, não serão situação nem oposição, e vão definir uma postura para cada projeto.

Até as 17h, três parlamentares ainda não tinham respondido aos questionamentos: Iolando (PSC), Jorge Vianna (Podemos) e José Gomes (PSB). A distrital reeleita Telma Rufino (Pros) informou que ainda "não decidiu".

Relação dos deputados distritais com o novo governo do DF

Nome Partido Relação com Ibaneis (MDB)
Agaciel Maia PR Independente
Arlete Sampaio PT Oposição
Chico Vigilante PT Oposição
Cláudio Abrantes PDT Situação
Daniel Donizet PRP Situação
Delegado Fernando Fernandes PROS Situação
Eduardo Pedrosa PTC Situação
Fábio Félix PSOL Oposição
Hermeto PHS Situação
Iolando PSC Não informou
João Cardoso Professor-Auditor Avante Situação
Jorge Vianna Podemos Não informou
José Gomes PSB Não informou
Júlia Lucy Novo Independente
Leandro Grass Rede Independente
Martins Machado PRB Situação
Professor Reginaldo Veras PDT Independente
Rafael Prudente MDB Situação
Reginaldo Sardinha Avante Situação
Robério Negreiros PSD Situação
Rodrigo Delmasso PRB Situação
Roosevelt Vilela PSB Independente
Telma Rufino PROS Não decidiu
Valdelino Barcelos PP Situação

Coligação e adesões

Dos 12 apoiadores declarados de Ibaneis na tabela acima, apenas 4 são filiados a partidos da coligação que elegeu Ibaneis.

O MDB, cabeça da chapa, reelegeu o deputado Rafael Prudente (MDB). O Avante, do vice Paco Britto, emplacou dois estreantes: João Cardoso Professor-Auditor e Reginaldo Sardinha.

O PP, que também integra a chapa, elegeu Valdelino Barcelos. PSL e PPL, que completam a chapa, não terão deputados distritais na próxima legislatura.

Os outros oito membros da base de Ibaneis são:

Delegado Fernando Fernandes (Pros), Hermeto (PHS) e Eduardo Pedrosa (PTC), que estavam coligados com Eliana Pedrosa (Pros);
Daniel Donizet (PRP), do partido do General Paulo Chagas;
Robério Negreiros (PSD), Martins Machado (PRB) e Rodrigo Delmasso (PRB), que compunham a chapa de Rogério Rosso (PSD).
Claudio Abrantes (PDT), que já tinha anunciado apoio à campanha de Ibaneis, embora o partido estivesse formalmente coligado a Rodrigo Rollemberg (PSB).


Quadro mostra partidos que mantêm tamanho ou encolheram na Câmara Legislativa — Foto: Reprodução/TV Globo








Base para quê?


Ibaneis Rocha (ao centro) e correligionários comemoram resultado do primeiro turno no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

A existência de uma maioria parlamentar na Câmara Legislativa do DF não significa, necessariamente, que o Palácio do Buriti terá facilidade em aprovar projetos.

Em maio de 2015, no primeiro semestre do governo Rodrigo Rollemberg (PSB), o G1 mostrou que a base aliada de 20 parlamentares tinha imposto seis derrotas importantes ao governo. Em todos esses momentos, os distritais derrubaram tentativas do Buriti de aumentar impostos e/ou cortar gastos.

Responsável pela relação entre governo e parlamento à época, o subsecretário Sérgio Nogueira disse que as derrotas eram na verdade "recuos estratégicos", e que eram o resultado de um governo que "não cooptou os distritais".

Até a tarde desta segunda, o governador eleito Ibaneis Rocha não tinha anunciado quem faria essa interlocução entre Executivo e Legislativo – o nome deve ser definido nas próximas semanas.

No primeiro discurso após a vitória, Ibaneis disse que buscaria apoio na Câmara Federal e na Câmara Legislativa para atrair até R$ 10 bilhões em investimentos para o DF.

Fonte: G1 DF.

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