A secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, visitou nesta segunda (22) a recém-inaugurada unidade de Taguatinga | Foto: Renato Raphael/Sedes

Além das unidades inauguradas em Taguatinga e Planaltina, outras duas casas de passagens estão previstas para funcionarem a partir de 4 de abril.
Agência Brasília

Mais 100 vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua serão abertas até o dia 4 de abril. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), dando continuidade à ampliação desse serviço, vai inaugurar outras duas casas de passagem no Distrito Federal, com 50 vagas cada.

“Com essa segunda onda da pandemia, estamos atuando com agilidade para garantir o acolhimento a quem mais precisa neste momento”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

“Com essas novas unidades teremos, em menos de um mês, 200 novas vagas de acolhimento institucional”, destaca a secretária Mayara Noronha Rocha, ao lembrar que, no fim de semana passado, Taguatinga e Planaltina receberam as primeiras casas de passagem. “Com essa segunda onda da pandemia, estamos atuando com agilidade para garantir o acolhimento a quem mais precisa neste momento”, explica a gestora, que esteve nesta segunda-feira (22), na unidade de Taguatinga.

O primeiro acolhido na residência recém-inaugurada em Taguatinga Norte, Marcelo Santos Alves, de 28 anos, destaca que encontrou muito mais que acolhimento na unidade. “Hoje posso dizer que tenho um lar. Estou muito feliz por ter tomado a decisão de sair da rua. Hoje eu tenho uma cama, um cobertor, um banheiro para tomar um banho e, mais que tudo isso, tenho pessoas que se preocupam comigo”, conta emocionado ao lembrar dos dois últimos anos que viveu nas ruas da área central de Brasília.

“Hoje posso dizer que tenho um lar. Estou muito feliz por ter tomado a decisão de sair da rua. Hoje eu tenho uma cama, um cobertor, um banheiro para tomar um banho e, mais que tudo isso, tenho pessoas que se preocupam comigo”Marcelo Alves, acolhido

E a história do Marcelo Alves se repete no discurso dos outros seis acolhidos que estão na residência. De acordo com Regina Almeida, presidente do Instituto Tocar, e parceira da Sedes na gestão das unidades, o serviço é multidisciplinar, uma vez que vários profissionais de diversas áreas do conhecimento atuam junto aos acolhidos. “Vamos elaborar um projeto pedagógico para ofertar atividades a essas pessoas, como ações integrativas e voltadas à cidadania, bem como a busca pela autonomia”, esclarece.

Nas semanas que se seguem mais 400 vagas ainda vão ser abertas e distribuídas em outras oito casas em regiões do DF. Nos lares, os acolhidos têm direito a três refeições diárias, dormitório, banheiros, lavanderia e a possibilidade de fazerem cursos profissionalizantes.

Posteriormente, o Tocar pretende abrir um canal para quem se sensibilizar e puder doar roupas e calçados aos hospedes, uma vez que, advindos da condição de rua, muitos deles não dispõem do mínimo de vestimentas necessária.

Na próxima semana, começa a entrar em prática o projeto das repúblicas LGBT+. Em parceria com o Instituto Ipês, a implantação da primeira de três unidades está em fase final. Essa estrutura vai ser inaugurada no Guará. Samambaia e Taguatinga também vão receber o projeto.

Os locais vão abrigar até 20 pessoas em situação de vulnerabilidade ou de rua. As repúblicas vão diferir das unidades de acolhimento pelo fato de darem mais autonomia a seus moradores.

*Com informações da Sedes