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Sim, o estado falha na proteção às mulheres!

Esta foi a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito, intitulada CPI do FEMINICIDIO, instalada na Câmara Legislativa do DF, para: Investigar e apurar a atuação do poder público nos casos de feminicídios ocorridos no DF.

*Por Lucia Bessa

SIM, O ESTADO FALHA NA PROTEÇÃO ÀS MULHERES!

LUCIA BESSA, presidente da Comissão de Combate à Violência Familiar do da OAB de Taguatinga  e Secretária de Mulheres do Conselho de Desenvolvimento do DF e Entorno,  conhecida e respeitada advogada, militante e ativista em defesa das mulheres e meninas de todo o País, corrobora e ratifica o diagnóstico da CPI do feminicídio e destaca algumas das falhas apontada pela Comissão:

Não há  integração entre os órgãos da rede de proteção às mulheres no DF, o que leva à revitimização de mulheres e, muitas vezes, à invisibilização da violência de gênero. 
Falha no atendimento e na reeducação dos autores de violência. 
Falta qualificação dos agentes de segurança para atuarem, de forma adequada, com mulheres em situação de violência
No judiciário, faltam mecanismos para fortalecer o combate ao descumprimento de medidas protetivas de urgência
O quadro de Defensores (as) Públicos é insuficiente para garantir o acesso de mulheres em situação de violência ao sistema de justiça.

 A defensora das Mulheres, Lucia Bessa, lembra as Mulheres assassinadas, este ano, no Distrito Federal
 
MARLEY DE BARCELOS DIAS, 54 anos
Morta a tiros pelo ex-companheiro, Geovane Geraldo Mendes da Cunha, em Sobradinho, no dia 12/01/21

LETÍCIA SANTOS DE SOUZA, 22 anos
Assassinada pelo ex-namorado, na Estrutural, no Bairro Santa Luzia , no dia 19/01/21.

ZENILDA ALVES DE SOUSA, 51 anos
Foi encontrada morta, na cozinha de casa, dia 30/01/21, em Samambaia, com varias marcas de golpes de faca pelo corpo.
 
UMA DE NÓS
Ainda sem identificação, foi atacada na praça da QSC 1, em Taguatinga, no dia 04/02/21

MARIA LINA DA SILVA HENRIQUE, 54 anos
Foi encontrada morta no dia 08/02/21, na obra do túnel de Taguatinga. A causa da morte ainda está sendo investigada.

ROSILEIA PEREIRA FREITAS, 36 anos
Assassinada pelo ex-marido, Diego Nunes Freitas, 40, com o qual conviveu por quase 20 anos. O crime ocorreu em Taguatinga, sábado, dia 13/02, sob os olhares desesperados da mãe da vítima, que viu a filha ser abordada e esfaqueada por mais de 30 vezes

EVELYNE OGAWA, 38 anos
Assassinada por seu cruel marido, Vinícius Fernando Silva Camargo, de 30 anos, que a enforcou com um fio elétrico, no ia 26 de março, em Samambaia.

TATIANE PEREIRA DA SILVA,  41 anos
Morreu após ser agredida com golpes de facão e mordidas, desferidas por seu marido Manoel Paulo Severino , na região administrativa do Paranoá.
Tatiane chegou a ficar internada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos  e faleceu no dia 12/04. Deixou uma filha e um bebê de apenas 03 anos.

GABRIELA CARDOSO DE BRITO, 35 anos
Morta pelo ex-companheiro, Paulo Augusto dos Santos Rodrigues, na noite desta sexta-feira , dia 16 de abril, na quadra 8, do Paranoá. 

TATIELE DA CRUZ FERREIRA, 25 anos
Morta a tiros no dia 24 de abril, em Sobradinho II. Tatiele deixou 04 filhos. Tatiele foi atingida por tiros na cabeça, pescoço e no ombro.
 
KARLA ROBERTA FERNANDES PEREIRA, 38 anos
 Assassinada por seu companheiro, Adenor Pacheco de Oliveira, no dia 25 de abril, na região administrativa de Santa Maria. Karla deixa três filhos de um relacionamento anterior.
O marginal, bandido e assassino, depois de bater muito em Karla, saiu de casa com ela desacordada, levando-a para um matagal, e lá deixou seu corpo após desferir uma facada no seu pescoço, que a degolou. Disse que matou por ciúmes.

UMA DE NÓS (identidade não revelada), de 33 anos
Assassinada pelo marido, a golpes de faca, no dia 02 de maio, no bairro Zumbi dos Palmares, em São Sebastião.

LARISSA NASCIMENTO, 22 anos
Assassinada pelo “companheiro”, João Paulo Moura de Sousa, com golpes de taco de beisebol, no Condomínio Del Lago, no Itapoã, no dia 09 de maio. O feminicida tinha passagens por violência doméstica. As medidas protetivas e a tornozeleira eletrônica foram retiradas semanas antes do crime.

KARLA PUCCI, 47 anos
Assassinada pelo companheiro, Valdemar Sobreiro Nogueira, 40, com o qual convivia há poucos meses.
O crime ocorreu no Paranoá, sábado, dia 22/05, há apenas 13 dias do último feminicídio.
De acordo com informações da polícia, KARLA foi atingida na nuca por uma pedra de amolar faca. Seu corpo foi encontrado por seu filho, na funerária de propriedade de KARLA.
 
LEIDENAURA MOREIRA ROSA DA SILVA, 37 anos
Foi morta, de forma brutal,  pelo marido, a golpes de faca,  Valdemir Pereira, que cumpria pena domiciliar por tráfico de drogas. O crime ocorreu no dia 06 de junho, em Planaltina.
 Leidenaura deixou 06 filhos.
Segundo a polícia, a vítima registrou boletim de ocorrência, em julho do ano passado, contra o feminicida, por violência doméstica, mas não chegou a solicitar medidas protetivas.
 
FERNANDA LANDIM, 33 anos
Assassinada, a golpes de facada por Angelo Gabriel, 28 anos, na madrugada do dia 08 de junho, em Sobradinho II.  Fernanda deixou uma filha de apenas 3 anos.
Segundo a policia, Fernanda havia registrado  seis ocorrências por violência doméstica contra o feminicida. Porém,  depois, vinha a  reconciliação.
 
MELISSA MAZZARELLO, 41 anos
Foi morta,  asfixiada por seu marido, Leandro de Barros Soares, na manhã do dia 17/o6/2021, em Sobradinho!
 
THAIS DA SILVA CAMPOS, 27 anos
Assassinada, a tiros, no portão de casa pelo ex marido, Osmar de Sousa Silva, dia 20/06, em Sobradinho. Estavam separados há 05 meses. Thais deixou um bebe de apenas 2 anos. O feminicida  foi alvo de uma denúncia envolvendo a Lei Maria da Penha, em 2016 por uma outra mulher, no Paranoá, segundo a policia.
 
Estamos perdendo nossas irmãs para o machismo, a misoginia e para a incompetência do Estado em conter essa violência

 
Esta barbárie choca, mas não surpreende quem acompanha a situação real de violência contra as mulheres no DF e no Brasil, cujos números não deixam dúvidas do aumento cruel e aterrador. 
 
A Lei Maria da Penha, em vigor há  quase 15 anos,  foi desenvolvida para conter, prevenir e assistir às mulheres vítimas de violência doméstica. Desde então, ficou decretado que esse tipo de crime  é responsabilidade do Estado brasileiro, e não mais simplesmente uma questão familiar.
Portanto, cabe ao  Estado a defesa e garantia dos Direitos Humanos das Mulheres, e, quando tais são violados, também é, o Estado,  o responsável pela manutenção desta situação violadora,
LÚCIA BESSA.




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