Governo e população unem forças pelo combate à dengue

Ações de prevenção fazem parte de um programa que englobará todas as regiões administrativas
 
Lucilene Florêncio | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Com a chegada das chuvas, o Governo do Distrito Federal intensificou o combate ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Foi lançado nesta terça-feira (10), em Ceilândia, o Plano de Enfrentamento à doença. As ações vão mobilizar uma força-tarefa com o envolvimento de 13 órgãos do GDF e vão passar por todas as cidades do DF.
DF preparado para combater a dengue

Ceilândia foi a escolhida para ser o pontapé inicial do grupo de trabalho. Além de ser a maior região administrativa do Distrito Federal, com uma população de 432 mil habitantes – segundo a Codeplan –, a administração regional está promovendo um mutirão da limpeza. Até agora, foram inspecionados 12 mil imóveis e 90 escolas.

“Por ser a maior cidade do Distrito Federal, Ceilândia será a mais limpa também e vamos fazer isso com a ajuda dos nossos moradores. Isso foi um pedido do governador Ibaneis Rocha que eu vou executar”, garantiu o administrador, Marcelo Cunha.

O envolvimento da população é considerado fundamental pelo subsecretário de Vigilância Sanitária, Divino Valério. Segundo ele, a comunidade pode ajudar cuidando da fiscalização na própria casa.Marcelo Cunha: “Por ser a maior, Ceilândia será a mais limpa. Isso foi um pedido do governador Ibaneis que eu vou executar” | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

“Tire dez minutos do seu tempo para olhar o seu imóvel. Vendo se há qualquer coisa que acumule água parada, que é o lugar preferido do mosquito. Denuncie à vigilância sanitária o vizinho que esteja descumprindo essas medidas, ou seja, não precisa esperar a visita de um agente de saúde. Você mesmo pode olhar sua casa”, explicou Divino.
Esforço conjunto

O grupo que vai trabalhar nas cidades é composto por servidores da Vigilância Sanitária, secretarias de Agricultura (Seagri), Meio Ambiente (Sema), Educação; subsecretarias de Atenção à Saúde e Políticas Públicas; Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Emater e Instituo Brasília Ambiental (Ibram).

Entre as ações de combate à dengue, estão a abertura de salas de hidratação nos hospitais das regiões Norte (Sobradinho e Planaltina), Sul (Gama e Santa Maria), Oeste (Ceilândia) e Sudoeste (Recanto das Emas e Samambaia); e de salas de acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que também contarão com salas de hidratação e policlínicas.

A secretária-adjunta de Saúde, Lucilene Florêncio, assegurou que a vigilância e o combate ao mosquito serão permanentes. Ela lembrou que os agentes de saúde estão autorizados pela Justiça para entrarem em casas abandonadas à procura de possíveis focos do Aedes aegypti.Sema, SLU, Seagri e vários outros órgãos do GDF estão engajados no combate à doença | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília
Campanha

Para atrair a adesão dos moradores na batalha contra o inseto, que também transmite a febre amarela e a chikungunya, a Secretaria de Comunicação (Secom) encomendou campanha para TV, chamando os moradores das regiões administrativas para se juntarem à força-tarefa (veja mais no vídeo abaixo).

A ação publicitária tem o slogan Todos Contra a Dengue. Entre as ações está a divulgação de panfletos informativos para todas as regiões.

“Vamos para todos os cantos da nossa cidade. Especialmente aquelas que são consideradas mais vulneráveis, como na Fercal, em Sobradinho; Paranoá e São Sebastião; e Taguatinga e Ceilândia”, afirmou a secretária-adjunta de Saúde, Lucilene Florêncio.

A secretária-adjunta Lucilene Florêncio assegurou que a vigilância e o combate ao mosquito serão permanentes.

Cinema ajuda a tratar pessoas com transtorno mental

Frequentadores do Caps do Paranoá são as estrelas. No filme Os Capsianos, por exemplo, gente com poderes especiais que ensina aos humanos lições sobre sensibilidade.
Agencia Brasilia *

Cinema, teatro e saúde mental: essa combinação tem ajudado pessoas com transtornos mentais a superar as barreiras pessoais e a aceitar melhor a própria condição. Prova disso é o trabalho do grupo Companhia Atravessa a Porta, formado por profissionais de saúde e voluntários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Paranoá.

Em oficinas semanais, projetos de arte e cultura são desenvolvidos pela trupe. O mais recente é a produção de um filme estrelado pelos frequentadores do Caps. Chamada de Os Capsianos, a película conta a história de pessoas com poderes especiais, que ensinam os seres humanos lições sobre sensibilidade.Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Locais como a Praça dos Três Poderes, com sua arquitetura única, foram escolhidos para cenário do longa metragem, pois a trama retrata um futuro distópico (ruim, com anomalias, deformidades), onde a humanidade precisa reaprender sobre a importância dos sentimentos. 

Nesta realidade fictícia, os seres humanos vestem roupas de cor cinza para demonstrar a apatia vivida por eles. Por outro lado, os capsianos usam trajes coloridos e mobilizam a população com suas ideias, na “revolução da sensibilidade”.

A ideia do filme partiu dos próprios pacientes da unidade. Quem assume a autoria é Ana Cristina Anselmo, 45 anos, que interpreta um dos capsianos no longa. “Na brincadeira, eu dei esse apelido ao pessoal do Caps e a ideia de tratar sobre a sensibilidade. O mundo está sem amor ao próximo, com muitas pessoas egoístas. É um tema importante”, conta.

Preconceito
Para Ana Cristina, um dos focos do projeto é quebrar o preconceito sofrido pelas pessoas com transtorno mental. Este processo ela conhece bem – e tem se esforçado para superá-lo com o acompanhamento psicológico que faz desde 2005. Mas, nas suas palavras, só conseguiu “se firmar” na terapia depois que começou o trabalho de teatro e cinema no Caps do Paranoá.

“O projeto ajudou a me aceitar. Eu tinha preconceito comigo mesma, achando que só era falta do que fazer. Mas não é. Tenho síndrome do pânico e depressão, aspectos da síndrome de Borderline. Assim, parece que tenho muitas personalidades em uma só. São oscilações difíceis de suportar. Mas quando eu me aceito como sou, sei que estou caminhando para mudar”, avalia Ana Cristina.Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Quem também aproveitou a experiência de estar em um filme foi Darlly Ferreira, 34 anos. Ela sofreu um surto psicótico quando era mais nova, mas encontrou na arte uma forma de superar suas questões.

“Estou achando mágico. Já tinha feito teatro e foi gratificante para mim. É bom ter o reconhecimento de alguma coisa que a gente está fazendo. Fora isso, você se sente útil, com forças para continuar”, comenta.

Potência terapêutica
Segundo Amanda Mota, psicóloga do Caps II do Paranoá, os trabalhos semanais da oficina viraram, com o tempo, a companhia Atravessa a Porta. “O intuito era pesquisar as linguagens cênicas e suas potências terapêuticas. E saber como a criação artística poderia ajudar a cada um deles”, lembra.

É uma forma de sonhar coletivamente, por meio da criação, da arteAmanda Mota, psicóloga do Caps II do Paranoá

Quem frequenta o serviço de saúde mental tem um olhar diferenciado. Isso traz aspectos novos para as ações culturais, diz a psicóloga. “Isso vai mudando sentimentos, dando espaço para que possam se expressar e se integrar. Às vezes, é uma forma de mandar um recado para o mundo e que não poderiam fazer de outro jeito”, pondera.Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Atualmente, Os Capsianos é a sexta produção cinematográfica do grupo, entre curtas e longas, com previsão de concluir as gravações em 2020. Um outro filme deles será lançado ainda este ano, chamado Antônio sim, por que não, que conta a história da vida e da morte do personagem principal.

“Apresentamos os filmes no Caps, mas sempre tentamos levar para outros públicos. Já indicamos alguns para mostras na Universidade de Brasília e eventos de saúde mental. Este referente à história do seu Antônio é nosso primeiro longa e queremos fazer uma estreia pública. A ideia é buscar um espaço público de exibição, além da saúde mental”, informou Amanda Mota.

* Com informações da Secretaria de Saúde-DF

Projeto do governo do DF para 7 UPAs é aprovado pela Câmara Legislativa

Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Paranoá e Vicente Pires serão beneficiadas com uma Unidade de Pronto Atendimento

Por Ana Luiza Vinhote

Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão construídas em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Paranoá e Vicente Pires. O Projeto de Lei nº 748/2019, do Poder Executivo local, que viabiliza a implantação foi aprovado nesta terça-feira (10), em primeiro e segundo turnos, pela maioria dos deputados distritais (veja abaixo a lista de projetos de interesse do governo aprovados na Câmara Legislativa do DF).

A proposta lembra que apenas Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, Sobradinho e São Sebastião contam com esse tipo de unidade de saúde. Segundo o texto aprovado, o objetivo é ampliar acesso, resolutividade e eficácia do atendimento à população.

Antes de decidir os locais onde seriam implementadas as UPAs, o governo local fez análises de demanda, em especial, bem como examinou o perfil epidemiológico e demográfico das regiões e a adequação dos componentes regionais à procura local pelo serviço.


7 UPAsserão construídas em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Paranoá e Vicente Pires

A administração das Unidades de Pronto Atendimento ficará sob a direção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). O valor da obra é estimado em R$ 29,4 milhões, além de R$ 7 milhões para aquisição de equipamentos necessários ao funcionamento regular da unidade.

O líder do governo na Câmara, deputado Cláudio Abrantes, explica que, com a aprovação do projeto, a construção das unidades será mais célere. “Também será possível captar recursos de emendas distritais para as UPAs”, comenta.

Abrantes ressalta que as unidades vão trabalhar na “lógica da transparência”, e que estarão submetidas à fiscalização do poder público. “Os servidores não serão prejudicados porque são UPAs novas. Ao longo da história do Distrito Federal temos apenas seis delas”, lembra. A previsão, de acordo com o parlamentar, é de que a obra termina até o segundo semestre do próximo ano.
São atribuições das Upas:

– Realizar classificação de risco e garantir atendimento ordenado de acordo com o grau de sofrimento do paciente ou a gravidade do caso; 

– Realizar consulta médica em regime de pronto atendimento aos casos de menor gravidade; 

– Realizar o primeiro atendimento e estabilização dos pacientes graves para que possam ser transferidos a serviços de maior porte;

– Prestar apoio diagnóstico (realização de raio X, exames laboratoriais, eletrocardiograma) e terapêutico nas 24 horas do dia;

– Manter em observação, por período de 24 horas, os pacientes que necessitem desse tempo para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica; 

– Encaminhar para emergências hospitalares referenciadas os pacientes que não tiverem suas queixas resolvidas nas 24 horas de observação acima mencionados;

– Garantir transporte sanitário. Garantir apoio técnico e logístico para o bom funcionamento da unidade;

– Ser nível de referência e retaguarda para a atenção primária e secundária em saúde nos casos definidos por fluxo assistencial.
Veja a lista de projetos aprovados:

PROJETO DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO:

PLO 21 – Permissão de utilização dos recursos da FAP, não empenhados até o dia 15 de novembro de 2019, para utilização do recurso no exercício;

PL 621/19 – Conselho Distrital de Segurança Pública – Consdisp;

PL 811/19 – Crédito no valor de R$ 5.711.010,00, em favor da Terracap;

PL 708/19 -Institui a Política Distrital de Segurança Pública e Defesa Social;

PLC 19/19 – Poligonais;

PL 748/19 – Iges-DF;

PL 786/19 – Obrigatoriedade de avaliação de impactos das políticas fiscais, tributárias e creditícias para proposições;

PL 813/19 – Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD-n) no DF;

PL 823/19 – Alteração da carreira atualmente chamada denominada Planejamento e Gestão Urbana e regional.

CLDF aprova regularização de dívidas e prorrogação de isenção de ICMS

Os deputados distritais apreciaram, nesta terça-feira (10), uma série de projetos encaminhados pelo governo do Distrito Federal. Entre eles, foi aprovado o projeto de lei nº 813/2019, que cria o Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD-n). Com isso, pessoas físicas e jurídicas poderão quitar dívidas junto à administração direta, autárquica e fundacional de forma parcelada e com descontos de multa e juros moratórios.

De acordo com o texto, o programa contempla apenas as dívidas não tributárias vencidas até 31 de maio de 2019. A proposta prevê ainda que, quanto menor o número de parcelas, maior será o desconto dos encargos. O PL foi aprovado em primeiro e segundo turno e agora vai à sanção do governador Ibaneis Rocha.

ICMS

O plenário da Câmara Legislativa aprovou, em primeiro turno, o PL nº 747/2019, também do Buriti. O projeto prorroga, até 31 de dezembro de 2023, a isenção do ICMS nas operações internas que destinem óleo diesel a empresas de ônibus e micro-ônibus do transporte público coletivo do Distrito Federal. O texto segue em tramitação na Casa.
Orçamento

Também foi aprovado, nesta terça-feira, o PL nº 811/2019, que remaneja recursos do orçamento da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O montante de que trata a proposição é de R$ 5,7 milhões. Aprovado em primeiro e segundo turno, o texto segue para o governador, para sanção ou veto.

Hran recebe equipamento doado pelo Rotary Clube para auxiliar exames de fissurados

Crianças atendidas na unidade serão beneficiadas

Um novo equipamento que vai auxiliar na realização dos exames de crianças com fissura labiopalatina chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência neste tipo de atendimento. O aparelho de última geração, chamado de nasofibroscópio, possui uma fibra ótica na ponta e é usado para avaliar a cavidade nasal dos pacientes até a laringe.

“É um material caríssimo, talvez da melhor marca do mercado, doado pelo Rotary Clube. O equipamento ajuda a detectar onde exatamente está a fissura, antes, durante ou após uma cirurgia. Com ele, podemos dar um diagnóstico na hora e o usaremos unicamente em prol das crianças”, afirmou o médico referência técnica assistencial de Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissurados, Marconi Delmiro.

De acordo com o especialista, o próximo passo é organizar uma sala especial para que o equipamento seja utilizado por toda a equipe do serviço multidisciplinar.

“Pretendemos iniciar o atendimento no início de 2020. A alegria é grande, e queremos começar o mais rápido possível, ainda em janeiro. A equipe toda da fono, otorrino e cirurgiões poderão usar o aparelho, o que vai melhorar o atendimento”, ressaltou Marconi Delmiro.

O Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hran foi oficializado em 11 de março de 2013. Contudo, o trabalho com esses pacientes já acontece na unidade há duas décadas.

FENDA – A fissura labiopalatina é uma malformação que acomete lábio, céu da boca (palato), musculatura, mucosa e, muitas vezes, o osso. Trata-se de uma fenda que pode atingir apenas um lado, ou seja, ser unilateral, ou ambos os lados, classificada como bilateral.

As principais implicações que as fissuras podem trazer ao indivíduo são dificuldade na alimentação, alterações na arcada dentária, comprometimento do crescimento facial e do desenvolvimento da fala, e na audição.

O início do tratamento é definido a depender do diagnóstico. As primeiras cirurgias são realizadas entre quatro e seis meses de vida, antes mesmo de a criança aprender a falar, para que seja incluída na sociedade já habilitada e apta a conviver socialmente, com a fala compreensível.

No Brasil, de cada 650 crianças nascidas, uma é portadora de fissura labiopalatina. A incidência no DF segue a média nacional. As causas envolvem fatores genéticos e ambientais, que podem atuar isoladas ou em associação.

Com informações da SES/DF
Foto: Divulgação

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