Rollemberg participa de prêmio de gestão na saúde

Encontro, organizado pelo Hospital Anchieta no Lago Sul, contribui para o amadurecimento e interação dos setores público e privado, segundo o governador.

O governador Rodrigo Rollemberg compareceu, nesta sexta-feira (2), ao Prêmio Gestor de Excelência (PGE), organizado pelo Hospital Anchieta.

O evento ocorreu no Espaço da Corte, no Setor de Clubes Esportivos Norte, e reuniu cerca de 500 convidados, entre autoridades, profissionais e executivos da área de saúde.

O governador Rodrigo Rollemberg no Prêmio Gestor de Excelência (PGE), organizado pelo Hospital Anchieta. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Os principais critérios de avaliação levados em consideração para a entrega dos prêmios foram: liderança, estratégias e planos, processos e resultados internos. Aqueles que conquistaram as melhores pontuações receberam troféus.

Para o chefe do Executivo local, mais do que premiar boas iniciativas na saúde privada, o evento contribui para o amadurecimento e interação dos setores público e privado.

“Essa integração muitas vezes permite que a iniciativa privada contribua com inovação e avanço de tecnologia para o setor público de saúde”, destacou Rollemberg.

O evento contou com a presença dos secretários de Saúde, Humberto Fonseca e de Cidades, Marcos Dantas.

O governador e o secretário de Saúde entregaram as premiações aos primeiros colocados Tatiane Rodrigues, da equipe de fisioterapia; e Carlos Adriano de Araújo, da área de otorrinolaringologia.




Caixa reduz para 50% limite para financiamento de imóveis usados

A partir desta segunda-feira (25), os mutuários terão mais dificuldade em financiar a compra de imóveis usados. A Caixa Econômica Federal reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento. Atualmente, os clientes poderiam financiar até 60% ou 70% do montante dependendo do tipo de linha de crédito contratada.
A redução vale para todas as modalidades, como Minha Casa Minha Vida, empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (que usa recursos da poupança).

Em nota divulgada na noite dessa sexta-feira (22), o banco informou que o novo limite vigorará para as futuras operações de crédito. As propostas em análise entregues até esta semana continuarão a operar sob os limites antigos, caso o empréstimo seja liberado.

Responsável por 70% do crédito imobiliário no país, a Caixa informou que a redução dos limites ajusta o capital disponível da instituição financeira às condições do setor, cujo volume de crédito está crescendo neste ano. De maio a julho, o valor das concessões de financiamentos com juros regulados – como os imobiliários – somou R$ 2,4 bilhões, alta de 24% em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril).

A redução no financiamento de imóveis usados vale para todas as modalidadesArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

Imóveis novos

Num cenário de crescimento da demanda por crédito em meio a um capital limitado, a Caixa está dando prioridade aos financiamentos para a aquisição de imóveis novos. Em agosto, o banco tinha reduzido de 90% para 80% do valor da unidade o teto para a compra de imóveis novos e de 90% para 60% ou 70% o limite para a compra de imóveis usados.

Em maio, a Caixa tinha suspendido para o restante do ano a linha pró-cotista FGTS, que usa recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento de unidades de até R$ 950 mil e cobra juros de até 8,66% ao ano de trabalhadores com carteira assinada.

O banco alegou falta de recursos e informou que a linha – a segunda mais barata depois do Minha Casa, Minha Vida – só será retomada em 2018.

Tradição e resistência marcam o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Referência nacional, o primeiro evento do gênero no País acumula 50 edições recheadas de momentos icônicos, como a presença do ator Grande Otelo, em 1969, com o filme Macunaíma.

De uma ideia na universidade para um dos mais renomados eventos cinematográficos do País. O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro encerra a 50ª edição neste ano com uma bagagem de momentos memoráveis ao longo da história. A premiação dos vencedores será na noite deste domingo (24), no Cine Brasília (106/107 Sul).Chegada do Ator Grande Otelo na 5ª edição do Festival, em 1969. Foto: Arquivo Público do Distrito Federal/Fundo Fundação Cultural do Distrito Federal

O professor, cineasta e programador do Cine Brasília, Sérgio Moriconi relembra fatos marcantes, como a criação da Primeira Semana do Cinema Brasileiro — precursora do festival, com uma trajetória de resistência e valorização da produção nacional.

Segundo ele, o projeto surgiu em aulas de cinema na Universidade de Brasília (UnB) ministradas por Paulo Emílio Salles Gomes, em 1965. O curso, que durou apenas oito meses, deu bons frutos.

Autor do livro Cinema — Apontamento para uma História, Moriconi explica, na obra literária, que a concepção de um evento voltado à produção cinematográfica brasileira foi encabeçada por Carlos Augusto de Oliveira e José Vieira Madeira, ex-alunos de Gomes, que assinou a curadoria da mostra na época.
Pioneiro no País no quesito festival, o evento atraiu a atenção para a mais nova e promissora capital federal

Assim, a Primeira Semana do Cinema ocorreu em dezembro de 1965, no Cine Brasília. O lançamento atraiu a atenção para a mais nova e promissora capital federal, que, apenas cinco anos depois de inaugurada, promovia o primeiro festival do gênero no País.

Em 1966, veio a Segunda Semana do Cinema Brasileiro, nos mesmos moldes do ano anterior. Na sequência, em 1967, a mostra ganhou peso no segmento e o nome atual: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Criado no tempo do regime militar, o festival era tido, nos primeiros anos, como uma ilha onde cineastas, artistas e produtores podiam se expressar livremente, conta Moriconi.

No entanto, com a promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, a censura dos militares atingiu a cena cinematográfica, o que causou incômodo entre os produtores culturais.
O longa País de São Saruê, do cineasta Vladimir Carvalho, foi retirado da programação do festival pela censura na 7ª edição, em 1971

O cineasta Vladimir Carvalho é um dos que tiveram obras censuradas e cortadas pelo regime. O longa País de São Saruê foi tirado da programação em 1971, mesmo depois de ter sido aprovado pela comissão de seleção, e a censura só o liberou em 1979, quando ganhou o Prêmio Especial do Júri pelo Festival de Brasília.

Com depoimentos reais, o filme retrata a vida de lavradores, garimpeiros do sertão nordestino e denuncia a exploração dos trabalhadores pelos donos de terra — motivo que levou à proibição de ser projetado durante boa parte da década de 1970.

Sérgio Moriconi, que frequenta o festival desde criança, lembra a emblemática não exibição do filme em 1971. “Na época da censura do filme de Vladimir Carvalho, eu estava na sessão. No lugar de País de São Saruê, foi exibido o longa Brasil Bom de Bola, que narra a história do Pelé e da atuação dele no futebol brasileiro. A plateia, inconformada com a situação, vaiou”, conta o cineasta.

Depois do episódio, em sinal de protesto, os idealizadores do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro o suspenderam de 1972 a 1974. O evento retornou à cena cultural brasiliense com a oitava edição, em 1975.8ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1975. Foto: Arquivo Público do Distrito Federal/Fundo Fundação Cultural do Distrito Federal

A nona, em 1976, também marcou a reabertura do Cine Brasília, que fechara para a primeira reforma. Naquele ano, o filme Xica da Silva ganhou três dos principais prêmios: melhor filme; melhor diretor, para Cacá Diegues; e melhor atriz, para Zezé Macedo.

Nos anos subsequentes, o festival passou a ocorrer anualmente, com a participação de centenas de cineastas e produtores, e levou para milhares de pessoas a oportunidade de assistir a filmes brasileiros fora do mercado comercial.

Artistas como Grande Otelo, Gloria Pires, Leila Diniz, Reginaldo Faria, Sérgio Mamberti, José Lewgoy, entre tantos outros, marcaram presença nas películas e em debates com o público.

Com o tempo, o projeto se modernizou: os filmes 35 milímetros foram substituídos pelos digitais, e as mostras competitivas expandiram-se para além da telona do Cine Brasília, com reprodução simultânea em novos espaços fora do Plano Piloto, como em Ceilândia, Sobradinho e Taguatinga.

Em 1984, a primeira edição do Festivalzinho, voltado para o público infantil, reuniu 20 animações. E, nos anos 1990, o festival passou a premiar produções brasiliense. Segundo Moriconi, o evento criou um espaço para a nova massa de jovens produtores de audiovisual.

“Temos mais de dois dias voltados para a Mostra Brasília para acomodar a grande quantidade de filmes inscritos. Mesmo assim, há uma seleção, pois não dá para atender todos”, pontua o cineasta e programador do Cine Brasília.
Arquivo Público resgata memória do festival

O Arquivo Público do Distrito Federal tem um grande acervo histórico de fundos culturais e governamentais. O órgão abriga boa parte da trajetória do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com fotos icônicas — como a de Leila Diniz na piscina do Hotel Nacional —, artigos de jornais, cartazes e vídeos.

Segundo Jomar Nickerson de Almeida, superintendente do Arquivo Público, o local serve de apoio para vários tipos de pesquisas. “É importante levar o conhecimento para o cidadão. Se não houvesse esse espaço, muitas pessoas não conheceriam o que foi o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.”

De acordo com o superintendente, a população começa a se apropriar da história da cidade e de momentos marcantes. O acesso à sede da empresa pública (SGO, Quadra 5, Lote 23, Bloco B, antigo Tribunal Superior Eleitoral) é gratuito, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.

Além da pesquisa no Arquivo Público, o registro fotográfico de momentos que marcaram o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pode ser visto na exposiçãoEntre Olhares e Afetos, no Museu Nacional (Conjunto Cultural da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto), até 1º de outubro.

Escrituras de mil lotes são entregues para moradores de Ceilândia

O governador Rodrigo Rollemberg participou do evento que ocorreu na manhã deste sábado (23). Desde 2015, o governo já distribuiu mais de 32 mil documentos de propriedade de imóveis.

Moradores de mil imóveis da QNR, em Ceilândia, receberam a escritura do lote em que moram na manhã deste sábado (23). A cerimônia ocorreu na praça da QNR 4 e teve a participação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.A auxiliar de serviços gerais Maria Magali Bandeira, de 38 anos, que mora há 6 anos na QNR, recebeu a escritura diretamente das mãos do governador Rodrigo Rollemberg. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Com os documentos, os moradores recebem um reconhecimento judicial de que são os proprietários do local em que vivem.

“Essas escrituras, tão esperadas, vão trazer tranquilidade e segurança jurídica para os moradores. Dessa maneira, tornamos Brasília cada vez uma cidade mais legal, regularizada”, disse Rollemberg.

Uma das beneficiadas hoje foi a auxiliar de serviços gerais Maria Magali Bandeira, de 38 anos, que mora há 6 anos na QNR e recebeu a escritura diretamente das mãos do governador. “É uma segurança ser a dona da casa. Antes, tinha esse medo de perder o imóvel.”

Rollemberg pontuou ainda outras ações do governo de Brasília que beneficiam diretamente a população da QNR, como uma escola para atender as crianças do Trecho 3 do Sol Nascente e o restaurante comunitário, além da construção do CEU das Artes.

Também participaram da cerimônia o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), Gilson Paranhos.

“Que vocês possam passar a casa para seus filhos. É uma tranquilidade deixar algo para a segurança deles”, disse Paranhos.
Entrega permite moradores economizarem R$ 718 da lavratura em cartório

A escritura é oferecida pela Codhab de forma gratuita para famílias com renda de até três salários mínimos: R$ 2.811. Isso significa uma economia para o beneficiário de R$ 718, custo da lavratura em cartório.

Após receber o documento, é necessário apenas pagar no cartório de registro a taxa obrigatória, que varia de R$ 300 a R$ 600.

A regularização fundiária faz parte do Lote Legal, um dos cinco eixos de atuação do Habita Brasília, programa habitacional do governo distrital.

Com os terrenos de hoje, o governo terá distribuído, desde 2015, um total de 32.086 escrituras. A meta é terminar a gestão com a marca de 63 mil — quantidade maior do que a de toda a história do DF.

Leia o pronunciamento do governador Rodrigo Rollemberg na entrega de mil escrituras na QNR, em Ceilândia.

Base de Temer encolhe e seu destino está nas mãos de Rodrigo Maia

Presidente da Câmara estaria sendo incentivado por atores políticos importantes, de dentro e de fora do governo, a comandar a transição do país. "Já há um clima de conspiração dentro do próprio governo", diz o cientista político Ricardo Caldas.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia “é a chave do processo” político e não tem escondido seu desagrado com Michel Temer
São Paulo – Após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que na quinta-feira (21), por 10 a 1, decidiu enviar à Câmara dos Deputados a nova denúncia do agora ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer, a a principal questão desse final de 2017 é se o plenário da Câmara vai autorizar a abertura do processo contra o presidente. Temer corre riscos de cair? Sua base se mantém estável, aumentou ou diminuiu?

Há hoje em Brasília duas correntes sobre o destino da segunda denúncia de Janot na Câmara. Segundo o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), a corrente majoritária acredita que a votação será mais fácil para Temer do que a anterior. Em 2 de agosto, os deputados rejeitaram a denúncia por 263 votos a 227. Para essa corrente, os questionamentos sobre a credibilidade das deleções envolvendo a JBS tornaram a denúncia mais frágil.

“Pessoalmente, estou na corrente minoritária. Não aposto em questão de provas. A questão é política. A base de Temer está encolhendo e ele está em rota de colisão com Rodrigo Maia”, avalia Caldas. Para ele, o presidente da Câmara é “a pessoa mais importante nesse momento a acompanhar e é a chave do processo”.

Nos bastidores, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estaria sendo incentivado por atores políticos importantes e influentes, de dentro e de fora do governo, no sentido de que ele mesmo deveria ser o presidente e, portanto, estar no comando da atual transição do país. “Nessa segunda visão, à qual eu me filio, a gente já tem um clima de conspiração dentro do próprio governo. Se essa visão minoritária prevalecer, Maia vai começar a minar o presidente Temer. A primeira percepção disso se daria na votação em que se decide a questão”, avalia Caldas.

De acordo com o professor, dependendo de como a relatoria e a votação se organizarem, e como o DEM vai se posicionar, a ameaça a Temer é muito maior do que ele mesmo supõe.

Esta semana, houve um notório recrudescimento na agressividade de Rodrigo Maia em direção ao Palácio do Planalto. O motivo, mais uma vez, foi a disputa por parlamentares que devem desembarcar do PSB e que Temer tem se esforçado para levar ao PSDB sem nenhuma discrição. 

Como resposta, o presidente da Câmara não mediu palavras. “Se é assim que eles querem tratar um aliado, eu não sei o que é adversário. Quero que isso fique registrado, para que depois, quando a bancada do Democratas, em alguma votação, tenha uma posição divergente da que o governo espera, que ele entenda que há uma revolta grande na nossa bancada”, disparou Maia. Ele avisou: “Não virou rebelião ainda, mas é uma revolta muito grande”.

“A gente tem que ver se a briga dele com Temer é verdadeira ou é teatro. Mas essa é a única briga que importa nesse momento em Brasília”, diz o professor da UnB. “Cabe a Maia não só liderar o partido, porque ele virou de fato o líder do DEM, mas também aceitar ou não um possível pedido de impeachment contra Temer. Os pedidos estão todos na mão dele, e ele aceita quando quiser. É um xadrez, e qualquer pessoa que disser que a votação está garantida para um lado ou outro está mentindo.”

PSDB
Mas, fora Maia, principal peça no tabuleiro hoje, há ainda outros fatores que podem ser decisivos. Um deles é o PSDB, totalmente dividido: os caciques a favor de manter o apoio a Temer e a base “em plena rebelião na Câmara”, segundo Caldas. Entre os deputados tucanos, a tendência é contra Temer. “Se juntar essa ala do PSDB, mais o DEM, vai ficar difícil o PMDB sozinho sustentar o presidente”, diz o analista.

Para ele, a divisão do PSDB não é um teatro em que as duas posições se sustentam estrategicamente. “Os grupos no PSDB estão muito divididos e os interesses muito à flor da pele.” Os grupos mais antigos, como do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que quer ser presidente, estão pensando em 2018 e não têm interesse em brigar com o PMDB, do qual vão precisar como aliado.

Mas líderes mais jovens, como o prefeito de São Paulo, João Doria, e deputados que o acompanham, pensam que é momento de “uma faxina”. “Para esses, o apoio a Temer está prejudicando inclusive o Alckmin, porque já surgiram denúncias contra o governador e vão surgir outras.” Mas Alckmin está tentando segurar essa ala por sua candidatura à presidência, enquanto o senador José Serra (SP) se mantém pela manutenção da aliança e o senador Tasso Jereissati (CE) é independente e contra, mas é questionado por suas posições baseadas na opinião pessoal. “Isso provoca ressentimentos tanto no pessoal do Aécio, que perdeu espaço, quanto do Alckmin, que não se sente representado”, observa Caldas.

A oposição precisa de 342 votos, número que sabe não possuir. “Ela só teria esses votos se se aliasse com o racha da base governista. Leia-se: PSDB, DEM e até mesmo PMDB, no caso, alguns grupinhos insatisfeitos com a condução do partido, como o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), e outros menos influentes, minoritários no partido”, aponta o cientista político.

De olho em 2018
Para terminar as variáveis, há ainda os interesses eleitorais dos deputados, que estão de olho em 2018 e podem se arriscar a um suicídio político com o apoio a Temer, cuja popularidade é literalmente próxima de zero. “Uma coisa é votar uma vez a favor de Temer, outra é votar o tempo todo. A segunda denúncia não vai ser um passeio como Temer está pensando. Talvez ele não caia, mas o número de votos dele certamente vai cair”, diz Caldas.

Os problemas de Temer não terminariam mesmo se vencer a votação da segunda denúncia. Depois, Rodrigo Maia pode resolver aceitar um pedido de impeachment. 

A seu favor, Temer conta com a proximidade do final do ano e da falta de grandes mobilizações populares que seriam decisivas para derrubá-lo. “É difícil começar um movimento social no Brasil de novembro para dezembro, época do Natal”, lembra o professor da UnB.

Segunda denúncia contra Temer chega à Câmara dos Deputados

Foto: Reuters/Shannon Stapleton

A segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer chegou à Câmara dos Deputados por volta das 20h30. Cabe aos deputados autorizar ou não a continuidade do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode levar ao afastamento do peemedebista do cargo.

Os autos do processo foram entregues pelo diretor-geral do Supremo, Eduardo Toledo, ao secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Wagner Padilha.

A remessa acontece no mesmo dia em que a Corte rejeitou, por 10 votos a 1, suspender o andamento da denúncia, pedido que havia sido feito pela defesa do presidente Temer. Apenas o ministro Gilmar Mendes se posicionou contra.

Logo após o julgamento, o ministro Edson Fachin publicou um despacho confirmando o encaminhamento da denúncia à presidente do STF, Cármen Lúcia, a quem cabe delegar a ordem de remessa à Câmara.

Tramitação

A nova denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça terá, na Câmara, o mesmo rito de tramitação da primeira acusação apresentada por Janot no final de junho deste ano.

O próximo passo agora é ler a denúncia no plenário da Casa. Em seguida, caberá ao primeiro-secretário, Fernando Giacobo (PR-PR), notificar o presidente.

Na Câmara, a primeira análise será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No colegiado, os advogados de Temer terão até 10 sessões plenárias para apresentar defesa. Passada essa etapa, o relator na comissão deve apresentar seu parecer no prazo de cinco sessões, quando será votado.

Da CCJ, a denúncia segue para o plenário da Câmara. Para que a acusação seja aceita, são necessários votos favoráveis à abertura de investigação de pelo menos 342 deputados, o equivalente a 2/3 dos 513 parlamentares que integram a Casa.

Se a denúncia for aceita pelos deputados, ela volta para o Supremo, que também terá de julgar se aceita ou não a acusação apresentada. Se aceita pela Corte, Temer é afastado do cargo por até 180 dias para ser processado pelo STF. Nesse período, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume o comando do País.

Caso os ministros não concluam a investigação após os 180 dias, Temer volta ao posto, mas permanece sendo investigado. Caso ele seja condenado pela Corte, ele perderá o cargo e eleições indiretas são convocadas para escolher o novo presidente da República.

Denúncia

A denúncia elaborada pela equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot cita a atuação política de Temer a partir de 2006, quando o Conselho Nacional do PMDB aprovou a integração da legenda, em bloco, à base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das formas que a denúncia utiliza para relacionar os fatos do passado com o mandato atual de Temer é a afirmação de que, com uma forte atuação parlamentar e responsabilidade por outras indicações políticas que durariam até hoje, a organização criminosa teria permanecido praticando crimes nos anos de 2015, 2016 e 2017.

Janot apontou ainda que Temer atuou por meio de terceiros neste período e assumiu a liderança da organização criminosa a partir de 2016, quando chegou à Presidência da República.

Fonte: Estadao Conteudo

Concurso Correios: edital sairá no início de outubro

Foto: Divulgação

Boa notícia para quem pretende ingressar no quadro de pessoal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). Acontece que a empresa confirmou que o edital do seu novo concurso público deverá ser publicado já na primeira quinzena de outubro, com início imediato das inscrições. Além disso, no último dia 20 de setembro, por meio de publicação em diário oficial, foi confirmada a prorrogação do contrato com a banca organizadora, o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades).

A oferta de vagas ainda não foi divulgada, mas já está certo que a seleção contará com oportunidades nas áreas de engenharia, saúde e segurança, com opções para quem possui níveis médio ou superior.

O concurso anunciado é para cargos nas áreas de engenharia, saúde e segurança, com oportunidades para quem possui níveis médio ou superior.

As opções anunciadas foram as seguintes: auxiliar de enfermagem do trabalho júnior, técnico de segurança do trabalho júnior, enfermeiro do trabalho júnior, engenheiro de segurança do trabalho júnior e médico do trabalho júnior.

A intenção é de oferecer oportunidades para todos os estados do país, exceto para o Mato Grosso.

As remunerações iniciais são de R$ 1.876,43 para auxiliar de enfermagem do trabalho, R$ 2.534,14 para técnico de segurança do trabalho e R$ 4.903,05 para as carreiras com exigência de nível superior, com jornada de trabalho de 44 horas semanais.

Como benefícios, a os Correios oferecem vale-alimentação/refeição, vale-transporte, auxílio-creche ou auxílio-babá, auxílio para os filhos dependentes portadores de deficiência física, assistência médica e odontológica ambulatorial extensiva aos dependentes durante o período de experiência e, após este prazo, assistência médica e odontológica compartilhada,extensiva aos dependentes, em ambulatório próprio e rede credenciada.

Para concorrer ao cargo de auxiliar de enfermagem do trabalho é necessário possuir ensino médio e curso de auxiliar de enfermagem, bem como anotação em carteira de identidade expedida pelo órgão de classe.

No caso de técnico de segurança é exigido ensino médio e curso de técnico de segurança do trabalho, bem como anotação na carteira de identidade profissional, expedida pelo órgão de classe. Para enfermeiro, engenheiro de segurança e médico, para concorrer será necessário possuir formação de nível superior e registro no respectivo conselho regional.

Último concurso Correios

O último concurso para estas carreira ocorreu em 2011. A banca organizadora, na ocasião, foi o Cespe/UnB.

A seleção, que também incluiu outros cargos, foi destinada para as cidades de São Paulo (SP), Brasília (DF), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Maceió (AL), Manaus (AM), Boa Vista (RR),Belém (PA), Macapá (AP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Goiânia(GO), Palmas (TO), São Luis (MA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS),Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Recife (PE), Teresina (PI), Curitiba(PR), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), Porto Alegre (RS) , São José (SC), ,Aracaju (SE) e Bauru (SP).

Para todos os cargos, a concurso Correios contou com prova objetiva composta de 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos.Em conhecimentos básicos foram cobrados temas sobre língua portuguesa, informática, inglês e administração pública.

Fonte: JC Concursos

PMDF recebe brinquedos para crianças carentes e promove passeio ciclístico

PMDF/Divulgação

O Dia das Crianças está logo ali, e para celebrar a data, a Polícia Militar prepara dois eventos para homenagear os pequenos cidadãos. A primeira iniciativa é uma ação social voltada para crianças carentes. O Regimento de Polícia Montada, no Riacho Fundo I, arrecada brinquedos até o dia 6 de outubro para serem distribuídos a meninos e meninas de uma creche de Santa Maria e de um orfanato em Ceilândia. O projeto é uma parceria entre o RPMon e a associação ‘Anjalhaços’.

Os brinquedos arrecadados serão entregues às crianças no dia 7 de outubro, durante o 1º Torneio de Equoterapia da PMDF. Alunos do projeto de Equoterapia farão a entrega. Depois, policiais do Teatro Lobo Guará vão apresentar uma peça para a criançada.

O objetivo do evento é proporcionar um ambiente onde haja inclusão social, conscientização e, claro, aproximação entre as crianças e a instituição policial, derrubando barreiras por meio de atividades lúdicas e sociais.

A segunda ação ocorre também no dia 7. A partir das 8h, haverá um passeio ciclístico promovido pelo 4º Batalhão e destinado a toda a comunidade. Após o passeio, serão oferecidas atividades lúdicas para as crianças. Este ano, alunos e professores de duas creches da Cidade Estrutural estarão presentes na comemoração.

Os policiais do 4º Batalhão arrecadarão, até o dia 5 de outubro, livros, roupas, calçados infantis e brinquedos para levar a crianças carentes. As doações precisam ser feitas nas próprias unidades policiais.

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