Secretaria de Saúde faz força-tarefa para combate do mosquito Aedes aegypti

Irresponsabilidade da CTNBio produz super mosquito da dengue na BahiaAção contra o mosquito da dengue acontece em Ceilândia, Sol Nascente, Pôr do Sol e Recanto das Emas.

As chuvas deste período são propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Embora mais associado à dengue, ele também pode transmitir a zika e a chikungunya. Para evitar a contaminação por essas doenças, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal está realizando neste sábado (28/3), entre 8h e 12h, uma força-tarefa contra o vetor desses vírus, nas regiões de Ceilândia, Sol Nascente, Pôr do Sol e Recanto das Emas.

215 agentes de Vigilância Ambiental estão fazendo inspeção em domicílios. Desses profissionais, 130 foram recém-contratados pela Secretaria de Saúde. O grupo está inspecionando domicílios para checar se há acúmulo de água parada nas residências. Em Santa Maria, usa-se um drone na ação. 

Segundo o Ministério da Saúde, o Distrito Federal está em 6º lugar no ranking de unidades da federação com maior incidência de dengue no país. Em relação ao ano passado, os casos quase triplicaram. Entre 29 de dezembro de 2019 e 7 de março deste ano, foram 8 mil registros, enquanto no mesmo período do ano passado, foram 2,9 mil.

Contra o coronavírus, DF desembolsa R$ 40 milhões em UTIs e luvas

Secretaria alugou 29 leitos por 12 meses e ampliou estoque dos equipamentos de proteção na campanha contra à Covid-19.

No combate ao novo coronavírus, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal investiu R$ 40.337.263,87. O dinheiro foi injetado com dispensa de licitação para criação de 29 leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) e também ampliação do estoque de luvas.

O investimento foi detalhado em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) de sexta-feira (27/03). O Governo do Distrito Federal (GDF) decretou estado de emergência devido à pandemia da Covid-19. Por isso, pode fazer compras sem licitação.

Para ampliar o número de leitos de UTI, a pasta fechou contrato de R$ 22.320.000 com o Hospital Santa Marta. O centro clínico particular vai disponibilizar 19 leitos pelo prazo de 12 meses a partir da assinatura.

A pasta detalhou ainda a quantidade de UTIs disponibilizadas no contrato com a Hospitalar Yuge S/A, divulgado em 24 de março de 2020. O GDF investe R$ 11 milhões para alugar 10 leitos, também por 12 meses.

O GDF aplicou R$ 6.154.763,87 na compra de luvas não estéreis da empresa Methabio Farmacêutica do Brasil. A quantidade não foi detalhada na publicação.

Fonte: G1

Após GDF confirmar 1ª morte por Covid-19, Secretaria de Saúde afirma que teste de paciente deu negativo

Exame definitivo foi realizado pelo Laboratório Central. 'Desencontro de informações se deu, por conta da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito', disse governo.

Por G1 DF e TV Globo

Coronavírus Sars-CoV-2, que provoca a Covis-19 — Foto: Amanda Georgia/G1

Após o governo do Distrito Federal (GDF) divulgar a primeira morte por Covid-19 em Brasília, a Secretaria de Saúde informou, neste sábado (28), que o teste feito no paciente, de 46 anos, deu negativo para coronavírus. O exame definitivo foi realizado pelo Laboratório Central (Lacen).

Sintomas, transmissão e comorbidades: entenda os riscos novo coronavírus

"O desencontro de informações se deu em virtude da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito que, em si só, não confirma a causa morte", afirma a Saúde.

O homem foi internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. Ele apresentava um quadro de desconforto respiratório e febre, segundo a informação passada pelo governo.

Segundo o boletim médico, "o quadro evoluiu com síndrome respiratória aguda grave, sofrendo parada cardiorrespiratória".

O paciente chegou à UPA às 6h desta sexta e morreu por volta das 15h. De acordo com os médicos, o homem tinha hipertensão e diabetes. Ele morava em um assentamento na Rota do Cavalo, região de Sobradinho.

Números de coronavírus no DF

De acordo com o último boletim divulgado pelo governo, o DF tinha 242 casos de coronavírus. Dos infectados, 58,92% são homens e 41,08% são mulheres.

Novo Coronavírus Covid-19, sexta-feira (27) às 18:25
Casos ativos: 242
Total de recuperados: 1
Total de óbitos: 1
Novos casos desde quinta-fera (26): 16
Pacientes com infecções leves: 185 (em casa)
Pacientes com infecções graves: 9 (em hospitais)
Pacientes com infecções críticas: 9 (em hospitais)
Pacientes em investigação: 39

Por idade

De 11 até 20 anos: 7 casos
De 21 até 30 anos: 37 casos
de 31 até 40 anos: 79 casos
De 41 até 50 anos: 60 casos
De 51 até 59 anos: 31 anos
+ de 60 anos: 27 casos

Delivery de flores para reduzir a sensação de isolamento

Emater-DF estimula a venda por telefone também como forma de ajudar pelo menos 140 pequenos e médios produtores que oferecem 87 variedades de espécies.
Agencia Brasilia

Símbolos de amor, carinho e cuidado, as flores costumam servir, para muitas pessoas, como um alimento à alma. Com base nessa ideia, a Emater-DF decidiu estimular ainda mais a venda por tele-entrega de flores de produtores locais como forma de aliviar o isolamento social causado pelo coronavírus. Mesmo com a orientação para que todos fiquem em casa, o envio de flores pode ser uma opção para se fazer presente e também ajudar pequenos produtores do Distrito Federal.Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Na capital, pelo menos 140 pequenos produtores de flores atendidos pela Emater-DF, com diversidade de 87 variedades de espécies, dependem da atividade para se manter e buscam superar o momento para comercializar seus produtos. 

Para a coordenadora de Floricultura da Emater-DF, Loiselene Trindade, o momento é delicado para todos, mas em especial para os produtores de flores. “Se os consumidores tiverem a oportunidade de comprar flores, comprem. Esse é um momento em que as pessoas vão estar em casa e precisam receber um carinho de quem está distante. As flores trazem harmonia para o meio ambiente e proporcionam bem-estar”, afirmou Loiselene.

No Distrito Federal, o mercado de flores movimenta cerca de R$ 200 milhões ao ano e emprega aproximadamente 3,5 mil pessoas. A capital é maior mercado consumidor per capita de flores do país. Em 2019, a área plantada dedicada a cultivares diversas como crisântemos, lisianthus, girassóis, copos-de-leite, palmeiras, gramas, suculentas e cactos era de 570 hectares.

Por conta disso, a Emater, em parceria com os produtores, encaminhou uma carta à Secretaria de Agricultura no último dia 24 solicitando apoio aos pequenos produtores de flores do DF.

O desenvolvimento da cadeia produtiva de flores é um dos objetivos da Emater-DF e faz parte do planejamento estratégico do Governo do Distrito Federal para a área rural. “É um setor importante, que gera emprego e renda para os nossos produtores. Além disso, temos um mercado enorme que podemos atender em boa parte com a produção local, o que estimula o setor e a economia do Distrito Federal como um todo”, afirmou a presidente da empresa, Denise Fonseca. “Temos muito espaço para crescer.”

O diretor-financeiro da Central Flores, Kiko Jakubowsky de Carvalho, que representa cerca de 25 pequenos produtores que comercializam na Ceasa, destaca que pessoas de outros estados que tenham parentes em Brasília podem comprar por telefone ou online e presentear alguém que esteja na capital. “Nesse momento, em que não podemos visitar, mandar flores é um gesto de carinho com seu familiar ou amigo, que seria revertido em outro gesto solidário gerando renda para os nossos produtores”, ressaltou.

Contatos de tele-entrega

Atualmente, a Central Flores está trabalhando com tele-entrega pelo número (61) 99800-5778.
Para pedir pela Flora Ebenezer, que produz áster, rosas e orquídeas, o contato é (61) 99147-0505.
O Orquidário Colorado também está atuando com tele-entrega pelo número (61) 98334-3263. Ele trabalha com orquídeas, substrato, vasos e cachepôs. A Flora Santo Antonio oferece áster, tango, hortaliças, plantas medicinais, rosas e adubos. O telefone para pedidos é o (61) 99655-6756. Já o Orquidário Hiléia, que oferece diversas orquídeas, atende pelo telefone (61) 98184-4333. Todos os produtores que quiserem divulgar contatos para pedidos devem procurar a Emater, para que os telefones e e-mails sejam disponibilizados na página da empresa.

Coronavírus
Com o avanço dos casos confirmados de coronavírus na capital do país, o Governo do Distrito Federal decretou diversas medidas de combate e controle ao vírus, entre elas está o fechamento do comércio e a instrução para que as pessoas não saiam de casa.

O fechamento de feiras pela cidade fez com que produtores que vendem na Central Flores, na Ceasa, procurassem saídas para escoar a produção. Produtores de flores, que têm a peculiaridade de venderem produtos perecíveis em curto espaço de tempo, acabam tendo sua situação agravada pelo fato de flores não serem itens de extrema necessidade.

Loiselene conta que a Emater-DF está trabalhando junto com os produtores para tentar minimizar os impactos e criar novas oportunidades de negócio e comercialização. “Diante do momento, houve uma queda expressiva na comercialização de flores e isso acarreta um problema sério no setor”, disse.

Dificuldades de vendas
Na Ceasa, a Central Flores fechou as portas e os produtores que comercializavam no espaço tiveram que criar suas estratégias de vendas. Desde o último sábado, eles anunciaram o serviço de tele-entrega. No entanto, segundo Kiko, a tentativa ainda tem surtido resultados tímidos.

“O negócio tá muito difícil e os produtores estão perdendo suas produções na roça mesmo, tendo que cortar e jogar fora. Na Ceasa, tudo que tem lá essa semana já tem que jogar fora”, disse o diretor-financeiro da Central Flores.Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Na última semana, cerca de 800 rosas, mais arranjos e mudas de plantas que seriam comercializadas na Central Flores foram entregues a doadores de sangue no Hemocentro (foto) e também a servidores da saúde em cinco hospitais da capital. Essa foi uma forma que os produtores encontraram de reverter os prejuízos em solidariedade e homenagear os que se propuseram a sair de casa em prol do bem coletivo.

Produtora de flores no núcleo rural Rio Preto, Rosimeyre Morais, de 44 anos, vive apenas da floricultura. Segundo ela, a queda no movimento se agravou desde o início de março. Sua mercadoria era escoada em feiras da cidade e, aos sábados, na Ceasa. Diante do surto na capital e do fechamento do comércio, ela afirmou que as vendas caíram consideravelmente.

Por meio da Cooperativa Multiflor, a expectativa é a de que um pouco da sua produção e de outros produtores sejam expostas para venda em um mercado no Lago Norte. “Plantamos muito e perdemos muitas remessas. Infelizmente, os grandes atacadistas e redes de mercados do DF não compram flores do produtor local. Não valorizam o produtor local”, afirma.

De acordo com ela, quando a oportunidade surge, fica inviabilizada devido à quantidade da demanda e os custos com logística. “Às vezes alguém até pede um buquê de flores, mas se não forem várias entregas juntas, a gente não consegue porque não compensa devido ao transporte”, aponta.

Takao Akaoka, produtor no núcleo rural de Alexandre Gusmão, em Brazlândia, que emprega atualmente oito funcionários, ressalta a dificuldade de comercialização diante dos grandes mercados. “Quem ainda está vendendo são os grandes supermercados e nesses a gente não consegue comercializar. A negociação é diferente e a gente precisa ter grande volume”, lamenta. Enquanto isso, sua produção se perde no campo. 

* Com informações da Emater-DF

Saúde publica orientações técnicas sobre uso de EPIs

Documento também orienta sobre fluxo de atendimento e cuidados com higiene em hospitais e ambulâncias.
Agência Brasília

Além do uso de EPI, o documento diz ser necessário que os serviços de saúde tenham fluxos claros e definidos sobre o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da Covid-19. Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

A Secretaria de Saúde publicou uma nota técnica com orientações para os serviços de saúde, com as medidas que devem ser adotadas para utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de coronavírus, causador da doença Covid-19).

Além do uso de EPI, o documento ainda diz ser necessário que os serviços de saúde tenham fluxos claros e bem definidos sobre o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da Covid-19. Além disso, ressalta a importância da ampla divulgação aos colaboradores que participam do atendimento aos pacientes – profissionais da assistência e profissionais da área de apoio (laboratório, radiologia, nutrição, farmácia, manutenção, etc).

Ainda de acordo com a nota, os fluxos devem contemplar medidas de prevenção e controle da propagação do vírus desde antes da chegada do paciente ao serviço de saúde. Isso inclui chegada, triagem e espera do atendimento, bem como durante toda a assistência prestada em todas as unidades dos serviços de saúde.

O documento também pede que os serviços de saúde mantenham registro de todas as pessoas que prestaram assistência direta ou entraram nos quartos ou na área de assistência dos pacientes suspeitos ou confirmados. As recomendações também valem para veículos de transporte de pacientes, como as ambulâncias.


“É imprescindível que os profissionais da linha de frente no atendimento sejam constantemente capacitados sobre as técnicas de paramentação e desparamentação, evitando que haja falha na execução dessas técnicas”, esclarece a nota técnica.

“A nota tem o intuito de padronizar a informação para todos os hospitais, sejam eles públicos, privados ou militares, para todos trabalharem de maneira uniforme quanto à utilização do equipamento de proteção individual (EPI), devendo ser usado de forma responsável e com o objetivo de evitar a falta de insumos”, explica a gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária, Fabiana Rodrigues.

Contingência

Além da nota técnica, a Gerência de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária também entrou em contato com os representantes de hospitais públicos, privados e militares e solicitou que todos enviem seus planos de contingência locais, se baseando no documento da Secretaria de Saúde.

“Este plano precisa contemplar, minimamente, os cuidados que os profissionais precisam ter desde a chegada do paciente à unidade. É importante também que os serviços façam a previsão de quantitativo necessário de EPI, fluxograma de atendimento, definam área exclusiva para pacientes suspeitos e confirmados de Covid 19, entre outros”, elenca Fabiana Rodrigues.

Os planos devem ser apresentados até a próxima semana. “Já recebemos de alguns hospitais, inclusive privados, e estão todos seguindo as recomendações. Aqueles que precisam de ajustes, vamos orientando até que fiquem adequados”, diz.

* Com informações da Secretaria de Saúde

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