No DF, vacinação contra Influenza tem menor adesão entre crianças

Apenas 40% do público entre 6 meses e menores de 5 anos de idade foram vacinados

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Cerca de 419 mil pessoas foram vacinadas contra influenza no Distrito Federal, desde o início da campanha, em 17 de abril. Isso representa 61% do público alvo. A meta é imunizar 687.155 pessoas até 26 de maio. O público de menor adesão foi o de crianças de seis meses a menores de cinco anos: apenas 40% das 184.047 pessoas dessa faixa etária receberam a vacina.

“A adesão ainda é baixa. Muito provavelmente vamos prorrogar a campanha, porém isso só será definido na sexta-feira (26)”, adianta a gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Olga Rodrigues.

O público com maior índice de vacinação foi de pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional: 96,1%. Em seguida estão os idosos, com 79% de imunização, professores (75%), pessoas com comorbidades (62%), trabalhadores da saúde (53%), puérperas (53%) e gestantes (49%).

PROFESSORES – Nesta terça-feira (23), 109 escolas recebem equipes de saúde para fazer a imunização em professores. A maioria dos estabelecimentos, 67, fica na Região Sul (Gama e Santa Maria), que até agora apresentou a menor taxa de adesão entre as regiões de saúde do DF. “A meta é vacinar 3.354 professores nas duas cidades, com equipes volantes”, cita Ana Lúcia Tavares Vidal, da Vigilância Sanitária da região.

Esse é o primeiro ano que os professores das redes pública e privada entram no público alvo da campanha contra o Influenza. Segundo o Governo de Brasília, a inclusão desses profissionais se deve ao fato de que eles lidam com muitas crianças diariamente, facilitando a circulação do vírus.

GRUPOS – Para 2017, os grupos a serem vacinados são os profissionais da saúde, pessoas de 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto). A lista inclui ainda os povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens que estejam cumprindo medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

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