Empresários indicam volta do investimento no DF

João Stangherlin

Índice de confiança cresce na capital pela primeira vez desde abril de 2013.

A indústria do Distrito Federal já acredita em crescimento. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-DF), medido mensalmente pela Federação das Indústrias (Fibra) alcançou neste mês o valor mais alto desde abril de 2013. Os 58 pontos indicam que os empresários estão mais confiantes para investir, além de evidenciar a recuperação da indústria em relação ao momento financeiro. Em relação ao mês passado, o crescimento foi de 1,8 pontos.

O índice é captado em pesquisa que mede as condições atuais e as expectativas em relação à economia nacional, à economia do DF e à própria empresa do entrevistado. O Icei-DF antecipa as tendências de investimentos na indústria local através da sua pontuação. Quando a variação está acima de 50 pontos, significa que a indústria está confiante. Se ficar abaixo, reflete a falta de confiança do setor. Em dezembro de 2016, o índice era de 47,4 pontos.

Para o secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia do DF, Valdir Oliveira Filho, a confiança no mercado voltou após o governo adotar medidas para melhorar os negócios, como a reativação do Programa de Apoio ao Empreendimento Produtivo (Pró-DF), o impulso ao Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva (Cofap) e ao Programa de Apoio ao Empreendimento Produtivo (Copep). Valdir também destaca a redução da carga tributária para aquisição de insumos nas empresas industriais de micro e pequeno porte e a ampliação do aproveitamento do crédito de ICMS.

“O governo procurou dialogar mais com os empresários. Nós estamos construindo um modelo de desenvolvimento econômico em parceria com quem gera emprego. Estamos criando condições pro mercado”, comenta o secretário, ao apontar que muitos empresários do DF já retomam os investimentos.

O presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, lembra que os setores da indústria que estavam em crise, como a construção civil, têm agora boas perspectivas para o ano que vem. “Só em ambiente de confiança se consegue investir com sucesso e, consequentemente, gerar emprego. A construção civil estava em um patamar muito baixo. Por causa disso, tem uma perspectiva de crescimento para 2018”, declara.

Jamal acredita que o resultado transmite a melhoria na avaliação dos empresários sobre as condições atuais da economia do DF. Em novembro, o item “condições atuais” da pesquisa foi de 48,9 pontos. Entretanto, em dezembro esse valor chegou a 52 pontos. Este componente do índice não passava dos 50 desde fevereiro de 2013.

Já o indicador de expectativas também obteve o melhor valor do ano: 61,2 pontos. De acordo com a Fibra, essa evolução se deve a iniciativas como a lei que, em agosto, igualou as condições entre as unidades da Federação para a concessão de benefícios fiscais. Apesar dos incentivos só serem validados a partir do ano que vem, a medida trouxe segurança jurídica para o setor industrial.

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