Alerta: DF já tem sete casos de gripe H1N1 neste ano

Mariana Raphael/Saúde-DF
Secretaria de Saúde ainda analisa outros 89 casos. Saiba onde se vacinar

Sete pessoas contraíram o vírus Influenza do tipo A H1N1 e ficaram internadas, em estado grave em 2018 no Distrito Federal. Além disso, um homem de 54 anos morreu. No momento, a Secretaria de Saúde (SES-DF) analisa outros 89 casos de síndrome respiratória aguda grave. As amostras serão submetidas a testes para 11 tipos de vírus.

A pasta, porém, não garante que os últimos casos notificados e divulgados na imprensa — de duas crianças infectadas em escolas particulares — entrem nesse balanço. A campanha de vacinação do Ministério da Saúde começa na próxima segunda-feira (23) e é destinada aos grupos de risco, principalmente idosos e crianças.

De acordo com o secretário de Saúde, Humberto Lucena, o monitoramento da circulação do vírus é feito apenas em casos graves em que há internação. Os nomes dos pacientes monitorados não são divulgados. Além disso, quando a notificação vem de agentes de saúde, clínicas particulares e cidadãos, o fato é inscrito em um banco de dados específico e passa por análise.

Por isso, no momento, os casos das crianças infectadas — estudantes do Colégio Presbiteriano Mackenzie do Lago Sul e da escola canadense Maple Bear, em Águas Claras — não foram confirmados pela Saúde.

Cuidados nas escolas

Coincidência ou não, o último boletim epidemiológico da SES-DF divulgado à sociedade continha apenas cinco casos confirmados da gripe. Mesmo agora, com dois casos a mais, não há surto no DF. “Sempre há motivo para preocupação. O vírus se replica rapidamente e age em ambientes fechados, onde os hábitos de higiene são pobres”, explica o secretário.

A secretaria garante que enviou às escolas informes específicos com orientações de higienização coletiva. A diretora de Vigilância Epidemiológica, Maria Beatriz Ruy, detalha os cuidados necessários nesses ambientes.

“Os cuidados são focados na parte coletiva. Melhorar a ventilação, lavar as mãos, não enviar crianças doentes à escola sem procurar atendimento médico. Os professores devem orientar os pais caso algum aluno apresente sintomas. É preciso ter uma alimentação saudável e utilizar álcool em gel, dentro da sala de aula, quando disponível”, explica Ruy.

Campanha

A principal maneira de prevenir-se da doença é tomando a vacina. A campanha do Ministério da Saúde começa na próxima segunda-feira (23) e vai até 1º de junho. Em postos de saúde menores, com até três equipes de saúde da família, o horário de atendimento é de 8h às 17h. Em postos maiores, com quatro ou mais equipes, o atendimento vai de 7h às 19h.

De acordo com a SES-DF, as unidades de saúde localizadas em zonas rurais não dispõem de salas destinadas à vacinação, mas recebem doses proporcionais ao número de habitantes da área que integram os grupos de risco. Os cidadãos devem procurar os postos para se informar sobre os horários em que a vacina será aplicada.

A Saúde espera vacinar 706,9 mil pessoas em 114 postos de vacinação em todo o DF. O número corresponde a 90% do total do público alvo — 780 mil pessoas. No dia 12 de maio, acontece o Dia de Mobilização Nacional (Dia D), quando apenas a vacina contra o Influenza A H1N1, H3N2 e Influenza B será oferecida nas unidades de saúde pública. Nos demais dias da campanha, todas as outras vacinas do calendário regular estarão disponíveis.

Devem procurar os postos de saúde a partir da próxima segunda-feira (23): trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (que deram a luz há menos de 45 dias), pessoas com mais de 60 anos de idade, pessoas com doenças crônicas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes que estejam cumprindo medidas socioeducativas e professores das redes pública e privada.

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