Movimentos Sociais realizam Plenárias Populares no DF e lançam Acilino Ribeiro para o Senado

Mais de 200 plenárias no final de semana lançam Acilino ao Senado, declaram apoio a reeleição de Rollemberg e apoiam Leila Barros a deputada.

Durante os três dias de feriado da Pascoa em Brasília a capital da República se transformou num verdadeiro centro de discussões políticas, desde o comparecimento de dezenas de políticos ás comemorações da Capelinha e outras manifestações religiosas, as articulações de bastidores realizados por políticos tradicionais em campanha para o Buriti e para a CLDF, até amplas plenárias populares articuladas por líderes políticos revolucionários como Acilino Ribeiro, realizadas em acampamentos de sem-terra e sem tetos; sede de associações de moradores; albergues de imigrantes e refugiados; comunidades religiosas cristãs, budistas e muçulmanas; grupos de ciganos e de indígenas; abrigos de mendigos, prostitutas e usuários de drogas e ainda parentes de presos; e em dezenas de casas de famílias pobres da periferia do Distrito Federal, que debateram nestes dias um novo tipo de fazer política. Quem o povo quer como candidato e quais propostas esse candidato deve defender.

Líderes de Sem-Terras e Sem-Tetos, que realizaram algumas dessas plenárias em diversos acampamentos e assentamentos do DF, além de debaterem seus próprios problemas e como encaminha-los discutiram sua participação nas eleições deste ano, desde as candidaturas a Presidente da República até Deputado Distrital. Neste setor, amplamente influenciados pela esquerda a escolha recaiu no apoio a candidatura de Lula a Presidente, Rollemberg Governador e Acilino Ribeiro a Senador. 

Janete Amorim Cronemberg, de 52 anos, sem- teto, que coordenou uma das plenárias, e que aconteceu em sua residência no acampamento Anita Garibaldi, disse que as vinte e sete pessoas que participaram manifestaram apoio a essas candidaturas por eles representarem a luta dos “sem nada” e estarem presentes na luta do povo.

Outro dos organizadores das plenárias populares, Afonso Medrado, ex-usuário de drogas e Melina…; ex-prostituta e hoje psicóloga que trabalha com comunidades de risco através de uma ONG, “estes setores sociais precisam se auto reincluir na sociedade e participar politicamente, resgatando sua cidadania”.

E segundo ambos, “essa oportunidade nos foi dada pelo Acilino que nos convidou a se filiar em seu partido para qualquer um de nós sermos candidatos. Enquanto que outros vem aqui pedir nosso voto e nos enganar”

Segundo eles: “Somos gratos, mas principalmente companheiros de luta, e politizados graças aos cursos de formação política que ele trouxe até nós, e ao invés de dizer nesses guetos que ia a lutar por nós, nos incentivou a lutar por nós mesmos e nos acompanhou nas batalhas e nos mostrou o caminho da luta. Por isso estamos com ele e quem ele nos indicar”, afirmou.

Além dessas plenárias, realizadas em residências, nas ruas e até em paradas de ônibus, como em Ceilândia com doze jovens de um grupo cultural e sete outros de um time de futsal numa mesa de bar no Gama, dezenas de outras aconteceram e chamaram a atenção pela discrição e a forma de realiza-las, com ampla liberdade de expressão dos participantes. A que mais chamou atenção foi um grupo de cinco mulheres num salão de beleza no Colorado, debatendo política e ganhando o apoio das funcionárias e de quem estava esperando a vez para a candidatura de Acilino ao Senado.

Todas as atividades aconteceram de forma espontânea, mas coordenada pelo MPS – Movimento Popular Socialista – Segmento Social o qual faz parte Acilino Ribeiro e considerado o maior e mais forte dentro do PSB por sua abrangência e atuação junto a esses setores. E elegeram os “delegados” para a Plenária Geral que acontecerá nos próximos dias. Outras Plenárinhas ainda poderão ocorrer até lá.

A declaração de apoio a presidente da República manifestada em sua maioria a Lula, mas também a outros candidatos como Guilherme Boullos (PSOL), Manuela D’Avila (PCdoB), Ciro Gomes PDT e a Joaquim Barbosa (PSB) , mostra um leque de alianças articulada por Acilino que favorecerá a Rodrigo Rollemberg, uma vez que o mesmo demostra penetração e apoio em todos os partidos de esquerda. Acilino teve apoio unanime de todos os setores e ao participar de uma das Plenárias Populares no Plano Piloto, com flanelinhas da rodoviária, e ainda com feirantes da Feira dos Importados, afirmou que se sente feliz ter seu nome lembrado para uma candidatura a Senador e que levará essa intenção hoje á direção do partido na reunião do Diretório Regional do PSB, onde colocará seu nome a disposição para as eleições de outubro e que espera com essa atitude ajudar na reeleição do governador Rodrigo Rollemberg.

Acilino porem declarou que: "O governador Rodrigo Rollemberg é o condutor natural do processo sucessório. E o líder de nosso partido. Ele tem todo nosso apoio para conduzir esse processo e o ajudarei no que for possível. As três outras vagas majoritárias na chapa, de vice-governador e as duas para o Senado, devem ser articuladas por ele. Ele sabe como fazer. Se precisar coligar e eu defendo essa coligação com os partidos de esquerda e do campo progressistas e democrático, ele poderá fechar qualquer aliança que terá meu apoio. Apenas se ele achar que uma das vagas deve e pode ficar com o PSB ou acontecer algum imprevisto apresentarei meu nome na Convenção Eleitoral como candidato. E o farei para ajuda-lo”. Conclui-o.

Nas plenárias foram debatidos também diversos nomes para deputado federal e distrital e vários nomes foram lembrados como os atuais distritais, Ricardo Valle, Raimundo Ribeiro e Luzia de Paula. Porém o nome de Leila Barros foi o mais citado para compor a chapa com Rodrigo Rollemberg a governador e Acilino Ribeiro a senador, ficando claro que Leila Barros teria apoio tanto para as vagas de deputado federal como distrital.

Dulcemary Meirelles de Almeida, ativista ambiental, Shaffik Kalil, da comunidade de imigrante sírio-libanês e Mirian Arcoverde dos Santos, estudante universitária, tem em comum declaração total de apoio ás candidaturas de Acilino Ribeiro a senador e a Rodrigo Rollemberg a governador, assim como a defesa de seus direitos através de suas entidades de luta. E afirmam abertamente que o mais importante nessas plenárias realizadas, numa clara adesão a uma nova forma de fazer política, estas se ampliarão no desejo de participação e exercício de cidadania das massas, que segundo afirmou Miriam Arcoverde, se iniciou na Espanha com o Podemos (que nada tem haver com o daqui) que governa Madri e Barcelona e deixa o recado de que ninguém mais governará esse país sem conversar com os movimentos sociais e organizações populares. Mas também deixaram outro recado: de que só se envolverão ativamente na campanha com Acilino candidato, assim como poderão colocar milhares de militantes nas ruas no apoio a qualquer candidatura; desde que comprometida com esse projeto.

Ao final de todas as Plenárias, que somadas se avaliou a participação de aproximadamente 1.000 a 1.500 militantes, estes fizeram uma lista de presença com E-mail e WhatsApp para iniciarem os trabalhos nas redes sociais e organizarem os comitês populares, conforme ficou deliberado. 

Segundo Dulcemary Almeida: “Não somos cabos eleitorais de ninguém, somos companheiros e companheiras de luta por um projeto político socialista e revolucionário, que sob a lideranças do Comandante Acilino instituirá o Poder Popular e a Democracia Direta, que pode colocar cinco mil militantes nas ruas, mostrará uma nova forma de fazer política nestas eleições e construirá um novo Brasil e um novo DF”, afirmou. 

Por Karina Krueger e Luciana Melão


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