Câncer de pele: cuidados devem ser redobrados no verão

O verão está chegando e é nessa estação do ano que as temperaturas ficam mais elevadas e a exposição ao sol pode aumentar com o período de férias. Por isso, os cuidados com o corpo e a pele devem ser redobrados, para evitar queimaduras, insolação, desidratação e, principalmente, para prevenir contra o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil. A estimativa é de que, em 2019, 165 mil novos casos da doença sejam registrados no País. 

Segundo a dermato-oncologista do Hospital do Câncer Anchieta, Leticia Marra da Motta, o excesso de exposição solar é um dos principais fatores para o surgimento do câncer de pele. “É muito importante manter os cuidados com a saúde e a pele, sempre com foco na prevenção. Evitar exposição em períodos de maior intensidade de radiação (entre 10h e 16h), realizar autoexame e utilizar regularmente o filtro solar são alguns dos hábitos que contribuem na prevenção contra a doença”, ressalta a dermatologista. 

Tipos de câncer de pele 

O INCA aponta que o câncer de pele não melanoma corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil e é o tipo com menor índice de mortalidade. Os sintomas são feridas que não cicatrizam, manchas na pele com descamação e sangramento. 

O tipo melanoma corresponde a 3% dos tumores de pele, sendo o mais agressivo e com maior mortalidade quando o diagnóstico é tardio. Pintas assimétricas, com bordas irregulares, que apresentam diferentes cores e lesões que aumentam de tamanho, são alguns dos sinais de alerta. 

Fatores de risco 

A especialista alerta para alguns fatores de risco como “pacientes de olhos e pele clara, maiores de 40 anos, exposição crônica à radiação ultravioleta, histórico de queimaduras solares, cicatrizes ou inflamações crônicas e a exposição frequente a alguns agentes de químicos”. E adverte: “realize o autoexame periodicamente, utilize filtro solar a cada 3 horas com proteção no mínimo 30, fique alerta com a pele e identifique se há novas manchas, pintas ou lesões que modificam de tamanho e cor e procure a avaliação de um dermatologista a cada seis meses”, conclui a médica. 

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