Melhorias chegarão a 17 unidades nesta segunda fase do trabalho | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Trabalhos abrangem diferentes áreas das unidades, que aos poucos adquirem cara nova, para satisfação de alunos, professores, funcionários e comunidade

Por Ary Filgueira

A Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Ceilândia iniciou um novo ciclo de reforma de escolas públicas. A nova etapa ocorre dois meses após praticamente zerada a recuperação da estrutura física de mais da metade das 97 instituições de ensino da cidade.

Nesta segunda fase, passarão por algum tipo de melhoria outras 17 unidades (veja o relatório de obras abaixo). “Nosso objetivo é chegar ao final do ano com 100% de escolas reformadas”, estima o coordenador regional, Marcos Antônio de Sousa.

Os serviços são de diferentes complexidades – desde a correção de um ou outro sanitário do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 10, obra que não demanda muito tempo, até uma pintura geral, dos corredores ao refeitório, como o serviço a ser feito na Escola Classe (EC) 68.

Conclusão a caminho

Na primeira etapa de reformas, iniciada nas férias escolares, a coordenação cumpriu a maior parte do cronograma estabelecido. De acordo com Marcos Antônio, foram reformadas 90% das 50 unidades selecionadas.

“Estamos concluindo o restante em breve. Não o fizemos porque eram obras mais complexas, como na Escola Classe 47, onde precisamos trocar todo o piso. Ou seja, cerca de 1,4 mil metros quadrados”, explica o coordenador.

O piso estava muito irregular. Além disso, era antigo demais. Que o diga a supervisora, Karla Patrícia Fernandes. Ela estudou na Escola Classe 47 há 20 anos. Naquele tempo, o chão de acesso às salas e ao pátio era revestido como os mesmos blocos de concreto.

De lá para cá, a situação veio se degradando. Uns começaram a rachar e outros cederam, desnivelando o caminho dos alunos. “Até então, nunca tinham passado por reforma”, lembra ela.

Com quase 100% do serviço pronto, agora já dá para ver a diferença. O piso de granito liso melhorou a acessibilidade dos 700 alunos do ensino fundamental, principalmente aqueles que possuem algum tipo de dificuldade de locomoção.

“Ficou muito bom. Precisava dessa reforma. A escola ganhou um novo visual”, enaltece Karla. A obra é feita com o contrato de manutenção – não será preciso empregar recursos extras.

Trabalho irretocável

Entre as unidades entregues prontas aos alunos no início das aulas, uma se destaca pela beleza e perfeição que apresentou após passar pelo serviço. A Escola Classe 34 não deve nada a qualquer unidade particular. Corredores, salas de aula e dos professores ganharam pintura, piso e, algumas, até forro de PVC. O corredor entre as salas, agora, é decorado com jardins, mesas de jogos e bancos.

Aspecto totalmente diferente de 40 anos atrás, quando a EC 34 foi construída. A diretora Margarete Joaquim da Silva, que foi aluna da escola, garante: o colégio de hoje não lembra em nada o que era no tempo em que ela estudou lá.

“O piso era todo esburacado e de bloco de concreto. Não havia copa decente, onde os funcionários pudessem tomam café, comer algo. Hoje, temos um lugar maravilhoso”, comemora.

Para deixar a EC 34 praticamente novinha em folha, não foi preciso muito dinheiro. Bastaram R$ 300 mil de emendas parlamentares, verba utilizada para realizar as obras, como a troca do piso, do telhado e a melhoria em um espaço de prática de esportes.

As benfeitorias também foram possíveis graças à ajuda da comunidade, que compareceu às festas juninas e deixou a sua pequena contribuição, comprando comidas típicas feitas pelos professores.

Com os recursos em mão, a direção da EC 34 iniciou as obras no fim do ano passado e agora conclui o trabalho.

“Priorizamos os estudantes e os professores, reformando o espaço de convívio deles”, conta Margarete. “A sala da direção vai esperar por uma outra oportunidade”. Quem sabe a próxima etapa, que já começou.