Matéria especial dia dos Professores. Agnes Serrano. Foto: Agência Brasil

Em um anúncio, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO-DF) anunciou que nesta quarta-feira (3), não haverá aulas nas escolas públicas.

Por: Gabriel de Sousa

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO-DF), anunciou nesta segunda-feira (1º/11), que uma greve geral dos professores da rede pública de ensino será estabelecida nesta quarta-feira (3). O dia 3 de novembro foi decretado como o retorno das aulas 100% presenciais pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) nesta sexta-feira (29). Em resposta, o Governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que irá cortar o ponto dos professores que aderirem à greve, que terão o dia de trabalho desconsiderado.

Em uma nota, o Sindicato dos Professores disse que a paralisação será realizada para que o Palácio do Buriti reconsidere a decisão protocolada na última sexta. “O GDF, sem dialogar com os professores e com o SINPRO, determinou o retorno 100% presencial às escolas a partir do próximo dia 3. Esta decisão coloca em risco milhares de vidas, pois não é possível garantir o distanciamento adequado em escolas lotadas”, afirma o Sindicato.

No comunicado, a sindicância observou também que a decisão do governo distrital “ muito grave”, e orienta os pais e responsáveis a não levarem os alunos das instituições para as unidades de ensino, dizendo que “não haverá aula”. Em resposta, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) disse que haverá sim um dia letivo, e que irá cortar o ponto do professor que aderir à paralisação.

Perguntado pelo Jornal de Brasília, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO-DF) reclamou da falta de diálogo com o Palácio do Buriti. “É claro que um dia não trabalhado pressupõe-se uma reposição desse dia, exatamente para que não haja prejuízo para os nossos estudantes, que é o nosso primeiro compromisso, e também prejuízo financeiro para os trabalhadores e trabalhadoras [professores da rede pública de ensino]”, observa a sindicância.

O Sindicato reiterou que não haveria a paralisação caso a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) colaborasse com uma negociação e com o comitê de retorno às aulas organizado pelos profissionais da educação: “Poderia ter sido evitado.”