Venda do complexo em Taguatinga deverá ser discutida na Câmara Legislativa em janeiro; investimentos no local estão paralisados.

O governador Ibaneis Rocha anunciou que enviará um projeto de lei à Câmara Legislativa em janeiro do próximo ano, visando a venda do Centro Administrativo em Taguatinga por R$ 600 milhões. O complexo, que deveria abrigar os órgãos públicos do Distrito Federal, está fechado há 12 anos.

Com uma área total de 182 mil metros quadrados e 16 prédios, o local nunca foi utilizado para fins administrativos. Segundo Ibaneis, a Terracap fez uma avaliação inicial do imóvel, e a venda busca soluções financeiras para o governo.

O centro foi idealizado pelo ex-governador José Roberto Arruda com o objetivo de reduzir os custos com aluguel e melhorar a fluidez do trânsito entre o Plano Piloto e as regiões administrativas. Porém, a desocupação e o abandono geraram problemas significativos, incluindo invasões e atos de vandalismo.

Construído através de uma parceria público-privada (PPP) entre o GDF e um consórcio, o projeto teve investimento inicial de cerca de R$ 6 bilhões. Entretanto, as empresas responsáveis pela obra reivindicam aproximadamente R$ 1,5 bilhão em gastos. Desde que a PPP foi anulada em 2022, o governo assumiu a responsabilidade pela segurança do local, cujo futuro permanece incerto.

A promessa de ocupação do Centro Administrativo figurou entre as principais metas de Ibaneis em seus mandatos, mas até agora, a ocupação efetiva não ocorreu. Os desafios incluem a necessidade de obras viárias e urbanísticas na área ao redor do complexo e a falta de documentos essenciais que impedem a concessão do Habite-se.