
Saúde mental se tornou o fator preponderante nos estudos. Grupo terapêutico vai atender Jovens e adultos que sofrem com a pressão do vestibular, concurso, atividades da universidade, entre outras exigências acadêmicas.
A pressão para passar no vestibular, conquistar boas notas ou garantir aprovação em concursos tem impactado diretamente a saúde mental de jovens e adultos. Para oferecer apoio a quem enfrenta ansiedade, estresse e autocobrança excessiva, o Sesc-DF lança o projeto “Estudamente” (trocadilho com estudante + mente), um grupo terapêutico voltado a atender estudantes de 15 a 45 anos, na unidade Sesc da 504 Sul.
A iniciativa nasce da necessidade de acolher pessoas que sofrem emocionalmente em razão das exigências acadêmicas. Muitos estudantes relatam frustrações recorrentes, dificuldade de concentração e problemas para equilibrar produtividade e bem-estar.
“Nosso objetivo é mostrar que estudar não deveria adoecer e que cuidar da mente também é uma estratégia de aprovação. Disciplina sem autocuidado vira sofrimento”, afirma Raianny Albuquerque, psicóloga e idealizadora do projeto ao lado da também psicóloga Lilian Moreira.
Inscrições
As inscrições para 2026 do “Estudamente” vão estar disponíveis de 12 de janeiro a 20 de fevereiro. Ao todo, serão 50 vagas e 8 encontros realizados. Os participantes vão ficar organizados em três grupos, conforme as faixas etárias (15 a 45 anos).
Informações sobre valores estão disponíveis no site do Sesc-DF e variam de acordo com a modalidade de credenciamento.
Para fazer a inscrição, basta preencher o formulário disponível no link ao lado: https://forms.office.com/r/te4bySS4QS?origin=lprLink
Pesquisa reforça importância
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro apontou uma alta prevalência de depressão (51%) e ansiedade (42,5%) entre os alunos. O levantamento foi realizado com 748 estudantes das universidades públicas de Santa Maria (RS), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Montes Claros (MG), Brasília (DF), Natal (RN), Castanhal (PA), São Cristóvão (SE) e Fortaleza (CE).
Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que 35% de uma amostra de 13.984 estudantes universitários de oito países (Austrália, Bélgica, Alemanha, México, Irlanda do Norte, África do Sul, Espanha e Estados Unidos) tinha pelo menos um dos sinais de depressão, ansiedade ou transtorno do pânico, em razão de problemas financeiros e dos desafios da vida acadêmica (Revista de Saúde Pública, fevereiro).











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