Novas unidades, tecnologia e investimentos reforçam atendimento de urgência no Distrito Federal

O início de 2026 é marcado pela expectativa de ampliação e fortalecimento da rede de urgência e emergência do Distrito Federal. Sob a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), as unidades de pronto atendimento (UPAs) avançam com sete novas estruturas em construção, modernização contínua das unidades existentes e a consolidação de tecnologias voltadas à agilidade do atendimento e à segurança assistencial.

O principal desafio para este ano é manter o ritmo de entregas e consolidar os avanços estruturais e assistenciais já alcançados. A estratégia busca ampliar o acesso da população aos serviços, reduzir deslocamentos e garantir acolhimento resolutivo nas regiões administrativas.

Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, os investimentos vão além das obras físicas. “Estamos fortalecendo as equipes com profissionais qualificados e capacitação permanente. O atendimento em urgência exige alta especialização, e esse compromisso será intensificado em 2026. A população pode esperar um serviço cada vez mais humano, preparado e eficiente”, afirma.

Mesmo após um cenário atípico em 2024, marcado pela epidemia de dengue, as UPAs mantiveram elevado volume de atendimentos em 2025. Entre janeiro e dezembro, foram registrados 1.686.822 atendimentos, consolidando as unidades como principais portas de entrada do Sistema Único de Saúde no DF para casos de urgência e emergência.


Atendimento nas UPAs do Distrito Federal desempenha um papel estratégico na rede pública de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF

As cinco unidades com maior fluxo no período foram Ceilândia I, São Sebastião, Samambaia, Sobradinho e Ceilândia II, que juntas concentraram mais da metade de todos os atendimentos realizados no ano. De acordo com o superintendente de Atenção Pré-Hospitalar do IgesDF, Francivaldo Soares, a presença de especialidades estratégicas, como pediatria em algumas UPAs, contribui para a alta procura, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

Outras unidades, como Recanto das Emas, Vicente Pires, Gama, Riacho Fundo II, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia e Planaltina, também registraram demanda expressiva. Para a gestão, os números demonstram a capacidade de resposta das UPAs e o impacto direto na organização da rede pública, ao absorverem casos de baixa e média complexidade e desafogarem os hospitais.


O ano também foi marcado por investimentos em tecnologia, infraestrutura e humanização do atendimento. A teleconsulta se consolidou em unidades como Gama, Vicente Pires, Ceilândia, Samambaia e São Sebastião, com mais de 12,9 mil atendimentos em 2025, sobretudo em casos de menor gravidade.Teleconsulta teve resultados importantes em 2025, com 12,9 mil atendimentos, e agilizou casos de menor gravidade

Além disso, UPAs em regiões como Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho passaram por obras de adequação e renovação, com investimentos superiores a R$ 1,9 milhão. Paralelamente, seguem em construção sete novas UPAs de porte 3, cada uma com 65 leitos e estrutura completa, que serão entregues em áreas como Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Arapoanga, Guará e Águas Claras.

Para a direção do IgesDF, cada nova entrega representa mais dignidade no atendimento e reforça o compromisso com o cuidado integral à população do Distrito Federal.