O Programa Acolhe DF, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), ampliou a atuação no Plano Piloto com reuniões comunitárias nas quadras da Asa Sul e da Asa Norte e a instalação de uma tenda itinerante de atendimento. As ações buscam aproximar o governo da comunidade, fortalecer a transparência e orientar sobre o fluxo de acolhimento.

As reuniões ocorrem diretamente nos blocos residenciais com moradores, síndicos, prefeitos de quadra e lideranças locais. Nelas, são detalhados os critérios para encaminhamento às comunidades terapêuticas conveniadas e o papel de cada órgão. Participantes podem relatar situações de vulnerabilidade, indicar pontos de maior concentração de pessoas em risco, tirar dúvidas e receber orientações para solicitar abordagem e apoio, inclusive em casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

O serviço está disponível pelo telefone (61) 98314-0516, para solicitar abordagem, pedir orientações e acompanhar encaminhamentos. “A presença do governo nas quadras mostra que estamos construindo soluções junto com a comunidade. O Acolhe DF atua com responsabilidade, dentro da legalidade e com foco na dignidade. Quando dialogamos, fortalecemos a confiança e tornamos as ações mais efetivas”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, que participa das reuniões.

Os encontros começaram na Asa Sul e avançam pelas quadras da Asa Norte, com previsão de cobrir toda a região. A tenda itinerante, atualmente na 402 Norte, funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, como ponto de referência para atendimento e informações presenciais. A estrutura seguirá o cronograma das reuniões e será deslocada conforme a agenda.

Moradores destacaram a iniciativa. O advogado e síndico Gilvan Ferraz, 59 anos, afirmou que “a informação traz mais segurança para os moradores. Quando entendemos como o programa funciona e como podemos acionar a equipe, percebemos que temos uma ferramenta concreta para enfrentar esse problema social de forma responsável”. Na Asa Norte, a gerente comercial Sabrina Dornelles, 49 anos, disse: “A gente se preocupa com a situação, mas também quer que as pessoas sejam tratadas com respeito. Saber que existe um fluxo organizado, com tratamento e acompanhamento, e que podemos solicitar apoio de forma direta, faz diferença”. O programa mantém busca ativa diária e realiza abordagem humanizada; se aceita, o encaminhamento para uma das seis comunidades terapêuticas conveniadas ocorre de forma voluntária, com tratamento, acompanhamento psicossocial e suporte à reinserção social. Atualmente, o Acolhe DF conta com seis comunidades terapêuticas conveniadas.