Programas estruturados fortalecem atendimento veterinário e combate ao abandono

(Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília)

Programas estruturados fortalecem atendimento veterinário e combate ao abandono

Ao longo dos últimos anos, a proteção animal no Distrito Federal deixou de ser pontual e passou a integrar de forma estruturada a política pública local. Um dos marcos dessa mudança foi a criação da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal, oficializada em outubro de 2024, com o objetivo de organizar e ampliar a rede de atendimento.

Atualmente, as ações no DF envolvem serviços clínicos, controle populacional, identificação eletrônica, educação e resgate ambiental, formando um sistema permanente voltado ao bem-estar dos animais e à saúde pública. Segundo o secretário Cristiano Lopes da Cunha, a criação da pasta trouxe mais autonomia e consolidou programas contínuos na área.

Entre as iniciativas implementadas está o Programa de Apoio aos Protetores de Animais, sancionado pelo governador Ibaneis Rocha em 2025, além dos cartões Ração e Castração. A proposta reconhece e fortalece o trabalho de protetores independentes, abrigos e organizações que cuidam de cães e gatos em situação de abandono, oferecendo auxílio financeiro para aquisição de insumos.

No controle populacional, o destaque é o programa Castra DF, que já contabiliza mais de 80 mil animais castrados entre 2019 e 2025. A iniciativa inclui campanhas, atendimento a grandes grupos de animais e agendamento online. Também houve ações itinerantes que realizaram milhares de cirurgias, ampliando o alcance do serviço.


O atendimento veterinário público é outro pilar da política. No Parque do Cortado, funciona o Hospital Veterinário Público (Hvep), principal unidade fixa, que já realizou mais de 160 mil atendimentos desde 2019. Para expandir o acesso, o serviço conta ainda com uma unidade móvel, que percorre diferentes regiões administrativas.Atendimento itinerante do Serviço Veterinário Público, o Hvep, no Itapoã, já passou por mais de 11 regiões no DF | Foto: Arquivo/Agência Brasília

A ampliação dos serviços é refletida no aumento da demanda: o número de atendimentos saltou de cerca de 13 mil, em 2019, para mais de 32 mil em 2025. A estratégia inclui não apenas o tratamento, mas também ações educativas voltadas à guarda responsável e ao combate aos maus-tratos.

Casos como o da cadela Maia, resgatada em estado grave durante a pandemia e tratada na rede pública, ilustram o impacto dessas políticas. Recuperada após atendimento especializado, ela hoje vive saudável com a tutora, que destaca a importância do serviço oferecido pelo governo.

A expectativa é que a política de proteção animal continue avançando, com maior integração entre governo e sociedade, buscando reduzir o abandono e garantir melhores condições de vida aos animais no Distrito Federal.