A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) trabalha para fortalecer uma bancada de aliadas nas eleições deste ano e deve disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. Como presidente do PL Mulher, ela articula apoio do partido para candidatas próximas, como Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Priscila Costa (PL-CE) e Rosana Valle (PL-SP), além de Celina Leão (PP-DF) e Maria do Carmo (PL-AM) para o governo. Michelle já coleciona vitórias internas, mas enfrenta críticas por suposta falta de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Desde que Jair Bolsonaro deixou a prisão domiciliar em novembro, Michelle reduziu sua atuação partidária, porém manteve influência nas decisões do PL. A deputada Caroline de Toni, inicialmente preterida pelo partido para a disputa ao Senado, teve sua candidatura confirmada após manifestações públicas de apoio de Michelle e preferência de Bolsonaro.

No Distrito Federal, o PL rompeu com o governador Ibaneis Rocha (MDB), implicado no caso Master, e deve lançar Michelle e Bia Kicis ao Senado, além de apoiar Celina Leão para o governo. Segundo interlocutores, o desejo de Bolsonaro é que Michelle concorra ao Senado, mas sua decisão depende da situação de saúde do marido.

No Nordeste, Michelle apoia Priscila Costa para o Senado pelo Ceará e, no Amazonas, sustenta a candidatura de Maria do Carmo ao governo. Em São Paulo, Rosana Valle, próxima de Michelle, é cotada para o Senado, mas enfrenta concorrência de aliados de Eduardo Bolsonaro.

Além disso, Michelle filiou Carla Dickson ao PL para disputar a reeleição e apoia outras deputadas federais, como Coronel Fernanda (PL-MT), Soraya Santos (PL-RJ), Roberta Roma (PL-BA), entre outras, consolidando sua influência na formação da bancada feminina da legenda.