As secretarias de Governo e de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal realizaram nesta segunda-feira, 11, uma audiência pública no Espaço Jardins By Viviane Magalhães, em Ponte Alta do Gama, para debater a proposta de criação da Região Administrativa Ponte Alta. A consulta buscou ouvir a população sobre a medida.

Durante a audiência, o secretário Takane Nascimento explicou que o evento teve caráter consultivo, técnico e participativo, com a finalidade de coletar sugestões e opiniões dos moradores. Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, destacou que a criação da nova região foi uma das primeiras iniciativas da governadora Celina, proposta no contexto das discussões do Plano Diretor de Ordenamento Territorial.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ponte Alta possui cerca de 5.500 hectares e abriga aproximadamente 30 mil habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022. A proposta tem como objetivo descentralizar a administração pública e ampliar a oferta de serviços essenciais aos moradores.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano apresentou o mapa da poligonal sugerida para a região, elaborado a partir de contribuições do PDOT e considerando limites geográficos, como córregos e ruas, conforme explicou Juliana Coelho, subsecretária de Planejamento e Gestão Territorial. O desenho territorial pretende assegurar coerência na divisão proposta.

Os moradores participaram intensamente, defendendo a criação da nova região administrativa e solicitando mais investimentos em infraestrutura. O produtor rural Leandro Cardoso declarou ser favorável, afirmando: “A iniciativa sinaliza o compromisso do governo com problemas estruturais da região”. Vera Lúcia de Sousa Marques destacou a necessidade de autonomia em relação ao Gama.

Milton Coelho Silveira, morador do Gama, apoiou a proposta, argumentando que a descentralização permitirá liberar equipamentos públicos para a população do Gama e viabilizar a criação de um conselho tutelar em Ponte Alta. Após esta fase, a proposta será analisada pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano e, posteriormente, pela Câmara Legislativa.