(Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF)Método mais preciso amplia rastreamento do câncer de colo do útero
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal está entre as primeiras unidades do país a utilizar o teste de DNA-HPV na rede pública, tecnologia voltada ao rastreamento precoce do vírus associado ao câncer de colo do útero.
Iniciado em março, o projeto-piloto já analisou cerca de 500 amostras em regiões como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. A expectativa é alcançar 3,5 mil mulheres até o fim de junho, com o objetivo de avaliar a implementação e expandir o serviço para todo o Distrito Federal.
O exame utiliza biologia molecular para identificar 14 tipos de alto risco do papilomavírus humano (HPV), incluindo os genótipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo do útero. A principal vantagem da tecnologia é a maior sensibilidade, permitindo detectar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões.
A coleta é semelhante ao exame preventivo tradicional, conhecido como Papanicolau, mas com análise mais avançada por meio de técnicas laboratoriais. Quando o resultado é negativo, o intervalo entre exames pode ser ampliado para até cinco anos.
Nos casos positivos para os tipos mais agressivos, as pacientes são encaminhadas para exames complementares, como colposcopia. Já em situações com outros tipos de risco, a mesma amostra passa por avaliação citológica no Hospital Materno Infantil de Brasília.
A iniciativa segue diretrizes do Ministério da Saúde e integra a ampliação do rastreamento em 12 estados brasileiros. As coletas são realizadas nas unidades básicas de saúde, que também ficam responsáveis pelo acompanhamento das pacientes.
A adoção do novo teste representa um avanço na prevenção e no diagnóstico precoce, contribuindo para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero no sistema público de saúde.










0 Comentários