Presidente do BRB, Nelson Souza (Foto: Evandro Macedo/LIDE)Administração do banco apresenta plano estratégico de cinco anos com ênfase em austeridade, revisão de contratos e fortalecimento de controles internos para recuperar credibilidade junto ao mercado, clientes e acionistas.
O Banco de Brasília (BRB) iniciou um amplo processo de reestruturação interna após a crise financeira provocada pelas operações com o Banco Master. O plano inclui ações mais rígidas de controle, revisão de gastos, fortalecimento dos mecanismos de governança e compliance, além de medidas para recuperar a credibilidade junto ao mercado financeiro, clientes e acionistas.
O acordo costurado no Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu ao Governo do Distrito Federal obter recursos para o aporte bilionário, é considerado pela atual gestão como um divisor de águas. A governadora Celina Leão (PP) afirmou que a principal missão da nova administração é impedir que problemas semelhantes voltem a ocorrer, com um compliance mais rígido e maior autonomia da diretoria.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, declarou que o banco está saindo de um momento desafiador. Segundo ele, as mudanças envolvem governança, compliance e austeridade. O banco trabalha com planejamento estratégico de cinco anos, renovado anualmente, com controle rigoroso de despesas e revisão de contratos.
A governadora destacou que a nova gestão tem autonomia para promover ajustes, incluindo a revisão da estrutura física do banco, como o fechamento ou abertura de agências. Ela reforçou que a prioridade é atender a população do Distrito Federal e atuar como banco regional.
A crise teve origem em operações realizadas durante a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, que comandou o BRB entre 2019 e 2025. Ele foi preso em abril no âmbito da Operação Compliance Zero.
Especialistas consultados apontam que a recuperação dependerá da capacidade de reconstruir os mecanismos internos de controle. A advogada Juliana Oliveira, especialista em governança corporativa, explicou o modelo de três linhas de defesa e a importância de canais de denúncia e programas de integridade.
Economistas como César Bergo e Newton Marques destacaram a necessidade de revisão ampla de custos, maior fiscalização do acionista controlador e recuperação da credibilidade institucional.
O presidente Nelson Antônio de Souza informou que todos os contratos, patrocínios e estruturas estão sendo reavaliados. Ele garantiu a continuidade dos programas executados em parceria com o GDF e o desenvolvimento de soluções para o endividamento dos servidores públicos.










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