A greve dos rodoviários prevista para começar à meia-noite foi suspensa após acordo firmado em reunião intermediada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade e pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal, segundo o Governo do Distrito Federal. A paralisação havia sido marcada para Brasília, gerando preocupação entre usuários do transporte coletivo.
A Governadora Celina Leão (PP) afirmou que via motivação político-eleitoral no movimento e alegou ligações da direção sindical com adversários. “O PT quer o caos no DF”, declarou Leão. O sindicato, por sua vez, sustentou que a greve resultava de negociações trabalhistas iniciadas meses antes, envolvendo reajuste salarial e benefícios.
A discussão ganhou destaque após Leandro Grass (PT), candidato ao governo, participar de assembleia dos rodoviários durante o fim de semana em que a categoria aprovou a paralisação. O governo citou a filiação sindical à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e manifestações de apoio da direção a adversários da governadora. Não há decisão judicial atribuindo organização da greve ao PT.
O acordo firmado trouxe aumento salarial de 8% e reajuste de 10% nos benefícios de alimentação. A Justiça havia determinado limites para a paralisação, exigindo a manutenção de parte dos serviços. O Tribunal Regional Eleitoral solicitou ao governo que garantisse o funcionamento dos ônibus durante o período eleitoral.











0 Comentários