Apenas 24% da mão de obra global em segurança cibernética é composta por mulheres, segundo a ONU Mulheres. Para enfrentar esse cenário, a agência, em parceria com o Fórum Global de Cibersegurança, desenvolve um projeto que pretende capacitar até seis milhões de mulheres e meninas para atuação como técnicas, especialistas e líderes no setor.
Segundo a ONU Mulheres, 16% das equipes da área de segurança digital não contam com presença feminina. A desigualdade de gênero no setor é atribuída à falta de oportunidades econômicas e de inovação, além de obstáculos institucionais, como o desestímulo de meninas a habilidades digitais desde a infância.
A agência afirma que resolver a disparidade demanda mudanças na percepção pública, além de combater estereótipos e rever os sistemas que regulam oportunidades profissionais. Conforme a ONU Mulheres, a inclusão feminina é considerada indispensável diante do avanço da tecnologia, que altera o ecossistema econômico e social global.
A iniciativa está alinhada à Agenda de Ação Pequim+30, às conclusões da 67ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher e às metas do Pacto Digital Global das Nações Unidas. Segundo a iniciativa, “um futuro digital verdadeiramente seguro não será construído por apenas uma parcela da população, mas por todos”.











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