DF luta contra crise hídrica

Durante as três primeiras semanas de janeiro, choveu cerca de 125 milímetros, apenas metade do esperado para o período. Mesmo sendo comuns as temperaturas elevadas no verão, a combinação é preocupante diante da maior crise hídrica da história do DF

Segundo o diretor do Inmet, Francisco de Assis Diniz, a tendência da previsão climática para os próximos três meses indica cenário de chuva dentro do normal ou acima do esperado, algo em torno de 450 milímetros.

“O objetivo é continuar o acompanhamento mais de perto da previsão de chuva para o DF, particularmente sobre a região dos reservatórios, para subsidiar decisões do governo”, reforçou o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal. 

O cenário de escassez hídrica obrigou a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) a implementar medidas para garantir que a capital do País tenha água suficiente no período de seca. Na última segunda-feira (30), começou a ser reduzida a pressão em regiões abastecidas pelo Reservatório de Santa Maria. A expectativa é uma redução no consumo de até 5%, o mesmo porcentual alcançado quando o procedimento foi adotado na área atendida pela Barragem do Descoberto.

O governo de Brasília desencadeou uma operação em propriedades que estejam afetando a captação de água da Barragem do Descoberto. Quase dois terços da população do Distrito Federal são abastecidos pela barragem.

Durante os três primeiros dias de atuação, iniciada no dia 25 de janeiro, foram desobstruídos 143,6 mil metros quadrados. A área alcançada fica na Chácara 107, da Gleba 1, do Núcleo Rural Alexandre Gusmão.

O terreno foi destinado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fim exclusivamente rural, mas acabou desvirtuado para uso urbano.

Por se tratar de propriedade particular, os ocupantes foram notificados da ação demolitória, ainda em 2014, pela Agência de Fiscalização (Agefis). Chácaras com uso desvirtuado e responsáveis por desviar água do Descoberto começaram a ser alvo da intervenção.

Rede pública volta às aulas com problemas no abastecimento

Em vigor desde do dia 16, o racionamento de água no Distrito Federal pode prejudicar a volta às aulas de alguns alunos da rede pública de ensino. 87 unidade não têm caixa d’água. Assim, o governo terá de adotar um “plano emergencial”. Atualmente, 667 unidades escolares compõem o quadro de instituições educacionais da rede pública do DF.

De acordo com a Secretaria de Educação, das 87 escolas sem caixa d’água, apenas três unidades escolares estão localizadas em Samambaia, região que será atingida pela redução de consumo de água. São elas: Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC) Helena Reis, Escola Classe 425 e Escola Classe 512. As aulas são retomadas no próximo dia 10, e o racionamento não tem data prevista para terminar. 

Questionada, a pasta afirma que “tem feito várias ações para superação da crise hídrica, tanto na zona rural como na área urbana. Em casos extremos, nós faremos uma reorganização de horário, possivelmente, com regras estabelecidas, para que possamos minimizar esse momento que a gente vive no Distrito Federal, em relação à falta de água”, afirmou em nota.
fonte: Alô
Foto: Gabriel Jabur


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