Mais de 23 mil motoristas do DF foram multados por irregularidades nos veículos

Defeito nos faróis é a principal irregularidade encontrada durante as abordagens. Foto: Ariadne Marçal

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) divulgou nesta segunda-feira (20) dados sobre as multas aplicadas a motoristas que trafegam com carros sem equipamentos obrigatórios ou que estejam com dispositivos em desacordo com a legislação. Em todo o ano passado, 23.117 condutores foram notificados por infrações desse tipo. Foram 10.858 autuações emitidas por defeitos no sistema de iluminação do veículo e, em 2017, já são 1.032 notificações.

Os carros são considerados irregulares quando não possuem limpador de para-brisa, buzina, chave de roda, pneu reserva, espelho retrovisor, triângulo, macaco ou problemas com o sistema elétrico, o que corresponde às luzes das setas, ré, freios e faróis. “Nesses casos, as punições são para o proprietário do veículo, e não para o condutor”, afirma o diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca. “A multa é considerada grave, o que equivale a R$ 195,23 e cinco pontos na CNH”, explica.

Falha nos faróis é a principal irregularidade encontrada nos veículos abordados, segundo o Detran. Alguns motoristas culpam a lei referente à obrigatoriedade do uso do farol de dia pelos defeitos. Apesar da lei permanecer suspensa e sem previsão para voltar a valer, muitos condutores, mesmo sabendo disso, optam por acender os faróis para evitar correr qualquer tipo risco. É o caso da professora Janine Carvalho, de 38 anos, que precisou trocar as lâmpadas do carro logo após começar a circular com o farol ligado. “Quando passei por esse problema, a lei ainda estava sendo aplicada. Atualmente, prefiro dirigir com eles acesos por medo de que a lei volte a valer a qualquer momento e eu seja multada. Mas acredito que isso só contribui para queimar as lâmpadas mais facilmente”, diz.

Para o eletricista Antônio Cruz, 52, dono de uma loja na 514 Sul, diariamente surgem clientes que procuram por reparos no sistema de iluminação. “As pessoas têm procurado muito pelo serviço, principalmente, depois da lei do farol”, relata. “As lanternas não suportam ficar acesas o dia inteiro. Isso diminui a vida útil da peça”, diz o eletricista. Normalmente, o motorista que procura por esse serviço deve desembolsar entre R$ 15 a R$ 50 reais, no mínimo.

E não é só ele que relata a situação. O também eletricista Milton Braga, 57, contou que, atualmente, esse é o serviço mais procurado. “Faço, em média, 10 trocas de luzes queimadas por dia”.

O Detran, no entanto, garante que esse aumento se deve apenas à intensificação das fiscalizações. O órgão alega que, com isso, foi reduzido em 20% as taxas de acidentes nas vias da cidade.

Fique atento

O Detran orienta os motoristas a prestarem atenção com os itens de segurança e obrigatórios do veículo. “É recomendado que antes da pessoa sair de casa, verifique a parte elétrica do veículo, assim como as condições dos pneus e existência dos itens obrigatórios. Todos eles devem estar em bons estados”, alerta o diretor-geral, Silvain Fonseca.

Jbr

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