Distritais criticam reforma da previdência

Um dia depois de o presidente Michel Temer anunciar que a reforma da previdência dos servidores estaduais, distritais e municipais ficará a cargo dos governos estaduais e prefeituras, vários deputados distritais se manifestaram contra as mudanças, na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (22). Parlamentares do PT, PDT e Rede afirmaram que são contra a reforma e que não aceitam votar nenhuma alteração nas regras atuais.

O deputado Chico Vigilante (PT) foi o primeiro a abordar o tema e considerou a decisão do presidente uma manobra para transferir aos governadores estaduais a pressão contra as mudanças. Vigilante destacou que no interior do Brasil, os prefeitos têm total controle das câmaras municipais, o que aconteceria também em alguns estados. "Temos que ficar alertas, pois esta proposta logo deve chegar aqui na Câmara. Já adianto que votarei contra. Esta reforma é brutal e retira direitos", antecipou ele.

O deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) também afirmou que ele, assim como o seu partido, "é terminantemente contra a reforma da previdência". Veras lembrou que os professores estão em greve há oito dias contra a reforma e cobrando o pagamento da última parcela do reajuste salarial negociado no governo anterior. Segundo ele, a comissão de negociação da categoria será recebida na próxima sexta-feira (24) pelo secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Outro que se manifestou contra o que chamou de "maldita" reforma da previdência foi o deputado Cláudio Abrantes (Rede). O distrital também demonstrou preocupação com o enquadramento que será dado aos policiais civis, que são pagos com recursos federais. De qualquer modo, o parlamentar garantiu que continuará mobilizando contra a reforma no Congresso e na CLDF, pois considera que ela afeta toda a sociedade.

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