Deputada vê ‘crime contra a administração pública’ em contrato emergencial do SLU

Deputada vê ‘crime contra a administração pública’ em contrato emergencial do SLU
Contrato com a Sustentare teria saído R$ 2 milhões mais caro.

A deputada Celina Leão (PPS) denunciou em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (27) indícios de irregularidades na contratação emergencial da empresa Sustentare Saneamento S/A por parte do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). A empresa foi contratada mesmo tendo cobrado quase R$ 2 milhões a mais por mês que a outra interessada, a Cavo Serviços e Saneamento S/A.

Celina Leão questiona a escolha da Sustentare e acredita haver "veementes indícios de cometimentos de crimes contra a administração pública e a ordem tributária" no contrato tampão. A distrital cobra investigação, tendo protocolado no Ministério Público Federal uma representação contra o governador Rodrigo Rollemberg.

No documento, a distrital aponta vínculo direto entre a Sustentare e pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes investigados pela operação Lava-Jato. Segundo levantamento feito pela parlamentar, o presidente e acionista da empresa contratada pelo GDF, Adilson Alves Martins, tem vínculos com um escritório offshore (extraterritorial) de fachada, criado para lavar dinheiro e ocultar ativos de origem criminosa, incluindo o pagamento de propinas.

Denise Caputo
Foto: Silvio Abdon
Comunicação Social - Câmara Legislativa

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