Praça do Relógio ganha árvore digital com acesso gratuito à internet

Terminal será mantido pela iniciativa privada, que poderá comercializar propagandas. Alunos de escola pública testaram a conexão nesta terça (27), primeiro dia de funcionamento.

A Praça do Relógio, em Taguatinga, ganhou uma árvore digital, equipamento que oferece acesso à internet via Wi-Fi e permite carregar celulares e outros aparelhos.A Praça do Relógio, em Taguatinga, ganhou uma árvore digital, equipamento que oferece acesso à internet e permite carregar aparelhos eletrônicos. Alunos de escola pública testaram a conexão nesta terça (27).

A inauguração ocorreu nesta terça-feira (27), e o serviço está disponível a qualquer cidadão que passe pelo local — com o limite de 500 conectados simultaneamente.

Para usar a internet, que tem velocidade prevista de 480 megabytes e alcance de 200 metros, não é preciso se cadastrar.

Além do acesso gratuito e de tomadas para recarregar aparelhos eletrônicos, o terminal digital tem duas lâmpadas de LED acopladas, com o intuito de aumentar a segurança no período noturno. O equipamento funciona de maneira sustentável, com uso de energia solar.

Alunos do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga, que fica próximo à praça, carregaram os celulares e testaram a conexão.

“Gostei da novidade, porque tem gente que não tem internet em casa e pode vir aqui, é perto de tudo”, opinou Amanda Fernandes, de 17 anos, estudante do segundo ano do ensino médio.

Para Fernando Ramos, de 15 anos, da mesma turma, a árvore digital será útil em caso de urgência.
Governo pretende instalar outras árvores digitais no DF

Essa é a primeira de 50 árvores digitais que devem ser espalhadas pelas regiões administrativas até o fim do ano, de acordo com Thiago Jarjour, secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, da pasta de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia.

“É semelhante a outras parcerias, como das bicicletas compartilhadas. A gente cede o espaço público por um período, e a empresa pode usar a publicidade”Thiago Jarjour, secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia

“Funciona semelhante a outras parcerias, como das bicicletas compartilhadas e das conexões em aeroportos. A gente cede o espaço público por um período, e a empresa pode usar a publicidade”, explicou.

Como houve dificuldades de conexão no evento de hoje porque foi alcançado o limite de 500 conexões simultâneas, o secretário-adjunto estuda diminuir o raio de alcance, restringindo-o ao perímetro da praça.

Jarjour disse ainda que a prioridade são locais de grande alcance da população.

Para o secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, Valdir Oliveira, a medida é um marco no DF. “Precisamos mudar o polo de desenvolvimento, descentralizar do Plano Piloto, e Taguatinga tem uma economia pujante” avaliou sobre a escolha do local.

Também em fase de testes, uma unidade será instalada no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, mas com 240 mega de velocidade.
Árvores digitais não implicam custos adicionais ao governo

Ainda segundo a pasta, os equipamentos não acarretarão custos adicionais ao governo de Brasília.

Eles foram fornecidos e bancados pela iniciativa privada, por meio da empresa Sunkit — que também fará a manutenção.

Pelo espaço público cedido, a prestadora do serviço pode tanto comercializar nos terminais, fisicamente, quanto de forma digital, no momento da conexão.

Ela também poderá fazer propaganda virtual, quando o usuário acionar o Wi-Fi. Para isso, a pasta destaca ser necessário seguir as regras previstas no Marco Civil da Internet — portanto, é proibido o compartilhamento de dados dos usuários.

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