Seminário na CLDF debate diversidade de gênero e combate a racismo nas escolas

Seminário gratuito ocorre entre 26 e 27 de abril

A Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa realiza (CESC) nesta quinta (26) e sexta-feira (27) o seminário "Reconhecimento de diferenças na escola no contexto de vulnerabilidade da democracia". Durante o encontro, no auditório da Casa, especialistas vão debater temas como, por exemplo, o papel da escola na luta contra o racismo e a abordagem da questão da diversidade de gênero no ambiente escolar.

O seminário é gratuito e tem início às 18h com credenciamento e solenidade de abertura, seguidos da conferência "As relações Escola/Sociedade/Currículo no contexto de vunerabilidade da democracia", ministrada pelo educador português José Pacheco (Projeto Âncora). Na sexta-feira, o primeiro painel está marcado para as 8h30 e traz as pesquisadoras da UnB Tatiana Lionço (Instituto de Psicologia) e Ana Paula Antunes Martins (Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher/Nepem). O tema será "como abordar a questão da diversidade de gêneros na escola?".

Já a partir das 14h, os também professores da UnB Nelson Inocêncio (Instituto de Artes) e José Jorge de Carvalho (Departamento de Antropologia) realizam o painel "O papel da escola na luta pela eliminação do racismo". Após as duas apresentações do dia, debatedores convidados vão aprofundar os temas e mediar a participação dos presentes no seminário.

A abertura dos trabalhos na quinta-feira fica a cargo do presidente da CLDF, deputado Joe Valle (PDT), e dos presidentes da CESC, Wasny de Roure (PT), e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Prof. Reginaldo Veras (PDT). Também estarão presentes o secretário de Educação do DF, Júlio Gregório, e a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa. 

Controle social – De acordo com o material de divulgação do seminário, na atualidade, a escola se apresenta como cenário de um embate entre tendências das sociedades modernas, que, de um lado, apostam na liberdade cada vez mais ampla dos indivíduos, e, de outro, que se empenham no controle social e que contam com a construção de perfis muito restritos de formas de existência e papeis sociais.

"Propõe-se que a escola não seja o epicentro de discussões de temas que fujam de um controle paterno, de caráter privado, quando o que a sociedade parece estar carecendo é justamente de locais que ensinem aos jovens a importância e a prática do debate amplo, democrático, sobre aquilo que é de todos, que é público", observa o pesquisador Renato Janine Ribeiro.

Fonte: CLDF

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