Deputados criticam situação de áreas prioritárias do DF

Wellington Luiz trouxe o tema ao plenário

Diversos deputados distritais usaram o microfone da tribuna nesta tarde (19) para criticar a situação de áreas prioritárias do governo. A saúde foi um dos principais temas dos pronunciamentos.

O deputado Wellington Luiz (MDB) destacou ofício protocolado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde/DF), em que se denuncia a suspensão de fornecimento de desjejum pelo GDF durante o turno de trabalho nos hospitais públicos. "Isso é crueldade e covardia", disse, ao pedir a garantia de fornecimento de desjejum e de ceia/janta para os servidores.

"O governo anterior era incompetente, mas este é cruel. Essa é uma economia ‘porca' e burra, já que os trabalhadores vão perder mais tempo de serviço ao saírem para se alimentar", afirmou a deputada Celina Leão (PP). Além disso, a distrital lamentou que o governo tenha cortado, também, a refeição fornecida aos acompanhantes dos pacientes. "Esses estão passando fome", contou.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT), pediu que o ofício do sindicato seja encaminhado para a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Casa para a avaliação de providências.

Ainda com relação à situação da saúde no DF, o deputado Rafael Prudente (MDB) destacou o fechamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho II no último final de semana. "A população não pode nem ficar doente", ironizou.

Segurança – Já o deputado Cláudio Abrantes (PDT) levou ao plenário a situação de outra área prioritária: a segurança pública. O parlamentar repercutiu reportagem da TV Globo sobre a redução da taxa de solução de homicídios na unidade federativa. Segundo ele, esse índice, que já chegou a 80%, deve estar, pela primeira vez na história, abaixo de 50% no final do ano. "É uma taxa essencial para a segurança pública, pois é preciso identificar, processar e punir os culpados", argumentou. Para Abrantes, a diminuição no percentual reflete "o mal" que o GDF tem feito à Polícia Civil.

Esporte – O deputado Julio Cesar (PRB) reclamou da não instalação do sistema de aquecimento nas piscinas dos centros olímpicos. De acordo com o distrital, foram destinados recursos por meio de emendas e já foi licitada a compra dos equipamentos, mas o maquinário está parado por um problema nas fiações. "Isso é dinheiro público jogado no lixo", apontou. O líder do governo na CLDF, Agaciel Maia (PR), se comprometeu a levar a reclamação aos responsáveis. E Julio Cesar adiantou que pretende acionar o Tribunal de Contas do DF para fiscalizar a situação.

DER – Wellington Luiz fez questão de tratar, também, da "perseguição" sofrida por diversos servidores do Departamento de Estradas de Rodagem. Conforme apresentou, diversos engenheiros têm sido exonerados após a queda de parte do viaduto da Galeria dos Estados, ocorrida em fevereiro passado. "A atual gestão desestruturou a área de projetos do órgão", afirmou.

Economia – Por sua vez, o deputado Chico Vigilante (PT) aproveitou seu período de fala para tratar de vários assuntos; entre eles, do quadro de recessão econômica apontado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Dados apontam para a regressão da economia, inclusive do setor de serviços, que é o que mais gera empregos", salientou.

Machismo – Outro assunto tratado por Vigilante foi a respeito de um vídeo com torcedores do Brasil insultando uma mulher russa que não entendia português. "São uns machistas, homofóbicos e safados que envergonham o País. Espero que sejam expulsos da Rússia", afirmou.

Imigrantes – Já o deputado Wasny de Roure (PT) repudiou as medidas tomadas pelo governo Trump contra os imigrantes. "Mesmo as pessoas que procuram asilo estão sendo processadas, e filhos são separados de seus pais. Essas ações atacam a dignidade humana", lamentou.


Foto: Carlos Gandra
Fonte: CLDF

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