Após convenção regional, PSB tenta recuperar antigos coligados e emplacar nomes novos

Foto: Humberto Pradera/PSB

O PSB vive um momento otimista para as eleições. A oposição bate cabeça para compor chapas e Rollemberg nunca esteve distante dos adversários atuais nas pesquisas preliminares de intenção de votos. Encabeçando uma coligação enxuta de apenas três siglas, a esperança do partido é reaglutinar a esquerda ressentida com o governador e tentar repetir o desempenho de 2014.

“A mágoa dos outros partidos de esquerda não é sobre políticas públicas, é uma questão política”, defende o presidente regional do PSB, Tiago Coelho.

Para ele, pautas levadas adiantes pela sigla como a desobstrução da orla do Lago Paranoá e a desativação do Lixão da Estrutural eram anseios de vários antigos aliados. “As críticas são do dia a dia e é algo superável por meio do diálogo. Por isso vamos tentar trazê-los de volta”, traça a estratégia.

A missão será dura, uma vez que partidos como o PT, dono de 1 milhão de votos em 2014, reforça diariamente sua oposição a Rollemberg. PPL e PCdoB, que foram cortejados pelo PSB, principalmente após a Rede fechar com os governistas, também marcam posição contrária.

A grande esperança é que o PDT se reaproxime por imposição da Executiva Nacional. No último sábado (28), durante a convenção regional do PSB que oficializou a candidatura à reeleição de Rollemberg, o governador defendeu abertamente a aliança com o presidenciável Ciro Gomes. Se sacramentada a junção nacionalmente, ele poderia angariar para seu palanque nomes como Joe Valle e Cláudio Abrantes, mesmo a contragosto deles.

Nomes testados

Na convenção do último sábado, o PSB se recolocou na disputa por uma vaga no Senado com a ex-secretária de Planejamento Leany Lemos. Em 2014, o partido se absteve de lançar um nome para o cargo pois Rollemberg já era senador eleito e deixou o posto para disputar o Buriti.

Ela é apenas um dos vários quadros do partido que nunca tiveram mandato. Nas nominatas que disputarão as Câmaras Legislativa e Federal há outros nomes, alguns deles testados à exaustão dentro da própria máquina do GDF.

O ex-administrador de Brasília, ex-secretário de Relações Institucionais e ex-secretário do Meio-Ambiente Igor Tokarski, em busca de se eleger deputado distrital, é um exemplo. O ex-titular da pasta de Mobilidade e um dos principais articuladores políticos de Rollemberg, Marcos Dantas, na luta para ser deputado federal, é outro.

A vaga para vice-governadoria, posição problemática neste mandato para Rodrigo, cotninuou em aberto depois da convenção. O nome mais cotado até o momento é Eduardo Brandão, presidente regional do PV e considerado amigo leal do governo. A questão só será fechada, porém, após a definição de todas as coligações, para não fechar qualquer porta.

Além do próprio PSB, a coligação, no momento, conta também com PV e Rede, que indicou a outra vaga ao Senado para Chico Leite.

Ao todo, o PSB anunciou 35 candidatos a deputado distrital e sete a deputado federal.

Portanto, há espaço para mais nomes integrarem as candidaturas para os cargos proporcionais.

Caso o PDT termine no palanque de Rollemberg, o nome de Peniel Pacheco, atual pré-candidato da sigla para disputar o Buriti, é citado para ocupar a vaga de vice.

Outro nome de peso a disputar a vaga de deputado federal pelo PSB é o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, recém-filiada ao partido.

Leila e Thiago Jarjour são outros ex-integrantes do alto escalão do governo a concorrer.

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