Um mês após eleição, Ibaneis já indicou 23 nomes vinculados a governos anteriores

Durante eleição, governador eleito afirmou que levaria 'política nova para a cidade'. Questionado nesta semana, Ibaneis disse que o 'jeito de governar que é novo'.

Por Letícia Carvalho e Mateus Rodrigues, G1 DF

Governador eleito do DF, Ibaneis Rocha, na saída do Palácio da Alvorada — Foto: Marília Marques/G1

Passado um mês desde o segundo turno das eleições, em 28 de outubro, o governo de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal já definiu a maior parte do chamado "primeiro escalão". Até esta quarta-feira (28), 37 nomes já tinham sido anunciados como secretários, diretores e presidentes.

Entre as indicações, há pelo menos 22 "velhos conhecidos" da política distrital e nacional. É o caso de Sarney Filho (PV-MA), deputado federal desde 1983 – são oito mandatos consecutivos. A partir de janeiro, ele deve comandar a Secretaria de Meio Ambiente.

Esses personagens, dos quais Ibaneis procurou se desvincular durante a campanha eleitoral, compõem a maior parte das nomeações realizadas até o momento. Dos 37 indicados, só 15 são servidores de carreira sem passagem por cargos de confiança e de primeiro escalão.

Ibaneis Rocha, do MDB, enfrenta primeira eleição política e diz que estudou para disputa
DF1

Biografia do futuro governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB)

Nova política?

Logo após a divulgação do resultado do primeiro turno, Ibaneis Rocha disse em pronunciamento que levaria "uma nova política para a cidade" (veja vídeo acima). Menos de um mês depois, ao vencer o segundo turno, o emedebista reafirmou o discurso de "outsider [forasteiro] da política".

Questionado pelo G1 sobre a escolha dos políticos de carreira, Ibaneis disse que a política nova "não se trata de ter passagens por governos anteriores". De acordo com o governador eleito, "o jeito de governar que é novo, sem vícios, sem lotear cargos, um jeito de governar com olhos no futuro da cidade, que esteve abandonada por tanto tempo".

"Um jeito de governar voltado para atender os mais pobres, os que mais precisam. Os nomes são técnicos, pessoas capacitadas para fazer a cidade funcionar como queremos", disse, em nota.

Novo político?

Antes de entrar na política partidária, Ibaneis presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) de 2013 a 2015. A filiação ao MDB só veio em 2017, já no contexto pré-eleitoral, o que ajudou o advogado a se desvincular de governos anteriores.

Questionado em 11 de setembro sobre as alianças no DF e a decisão de se juntar ao MDB, Ibaneis negou intimidade com as negociações internas e os figurões da legenda. Disse, entre outras coisas, que o partido "não fecha questão" – ou seja, não unifica posicionamento sobre temas –, e que é uma "federação".

A composição atual do próximo governo, no entanto, inclui sete pessoas ligadas ao MDB ou ao governo Michel Temer, capitaneado pela mesma sigla (veja abaixo).

Mesmo entre os servidores de carreira indicados a cargos de chefia, há "relações familiares" que ajudam a explicar os nomes pinçados entre os cerca de 52 mil funcionários público do DF. O futuro chefe do Detran, Fabrício Moura, é filho do ex-ministro da Integração Nacional Josélio Moura – apontado como amigo de Ibaneis.
Outros exibem cargos técnicos nos currículos, mas não escondem a vocação política. O advogado João Pedro Ferraz, por exemplo, já foi procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT) – o que explicaria a indicação para a Secretaria do Trabalho do próximo governo.
A escolha foi "reforçada", no entanto, pela filiação de Ferraz ao PPL. Nas eleições de outubro, ele se candidatou a uma vaga no Senado Federal, mas teve a chapa indeferida – até esta quarta, o recurso do partido ainda não tinha sido julgado.

Veja quem são os indicados com influência no governo federal:

Visita ao Congresso Nacional está prevista para o dia 10 de agosto. — Foto: Miguel Ângelo/Portal da Indústria

Casa Civil: Eumar Novacki
Eumar Novacki é secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ele chegou a assumir a chefia interina do ministério ao longo de 2018, quando o ministro Blairo Maggi precisava se ausentar do cargo. Também foi o 'número 2' de Maggi no governo do Mato Grosso.

CEB: Edison Garcia
Edison Garcia é o atual presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU), assumiu a chefia do INSS já na gestão Michel Temer, em junho deste ano. Formado em direito pelo UniCeub, tem pós-graduação em direito societário pelo Ibmec-SP.

Esporte: Leandro Cruz
Leandro Cruz, 48 anos, é o atual ministro do Esporte. Advogado, Cruz é natural do Rio de Janeiro e tomou posse no alto escalão do governo federal em abril deste ano.

Atuou como assessor técnico da Liderança do PMDB na Câmara dos Deputados até 2015, onde trabalhou por sete anos com o deputado federal do MDB do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani, ex-ministro do Esporte.

Gabinete de Segurança Institucional: Laerte Bessa
Com 64 anos, Laerte Bessa (MDB) é deputado federal e integrante da chamada "bancada da bala". Ele perde o mandato em 1º de janeiro de 2019, quando começa a gestão de Ibaneis.

Justiça: Gustavo Rocha

O advogado Gustavo do Vale Rocha, de 45 anos, comandou a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) durante o processo de cassação. Em maio de 2016, foi nomeado ministro dos Direitos Humanos do governo Temer.

Durante a passagem pelo governo federal, acumulou também a função de subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Um dos principais auxiliares de Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil), o advogado também ocupa uma vaga no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), indicado por Temer.

Meio Ambiente: Sarney Filho
O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) é, como indica o nome, filho do ex-presidente da República José Sarney e tem cadeira na Câmara Federal desde 1983. Ao todo, foram nove mandatos consecutivos por diversos partidos. Nas eleições deste ano, foi candidato ao Senado pelo Maranhão, mas não se elegeu.

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral.

Mulher: Ericka Filippelli

Ericka Filippelli é presidente regional do MDB Mulher no DF e foi subsecretária de Articulação Instituicional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para Mulheres do governo Temer. Poucos meses antes, Tadeu Filippelli atuava como assessor direto da presidência.

Segurança Pública: Anderson Torres
O delegado federal Anderson Torres é, atualmente, chefe de gabinete do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), ligado ao presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL). Após a eleição, Ibaneis disse que consultaria Bolsonaro antes de anunciar o titular da pasta.

Ibram: Edson Duarte
Edson Duarte é ministro do Meio Ambiente desde abril de 2018. O baiano assumiu a vaga deixada por Sarney Filho, que também terá cargo no governo Ibaneis.


Secretaria de Desenvolvimento Econômico: Ruy Coutinho

O advogado apontado como futuro secretário de Desenvolvimento Econômico aparece, em uma rede social corporativa, como atual presidente de uma consultoria econômica e membro do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB), com especializações pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade de Tulane, em Nova Orleans (EUA), ele também ocupou cargos no Ministério da Indústria e Comércio e no BNDES.

Secretaria de Relações Institucionais: Vitor Paulo

Provável secretário de Relações Institucionais, o jornalista e radialista Vitor Paulo foi deputado distrital pelo PSDB, entre 2003 e 2006, e deputado federal pelo DF entre 2011 e 2014 – já filiado ao PRB.

Nas eleições de 2014, ele não se elegeu e ficou como suplente do deputado Ronaldo Nogueira (PROS). Atualmente, Vitor Paulo é coordenador da bancada do DF na Câmara Federal.

A influência de Arruda

José Roberto Arruda (PR), ex-governador do Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Durante a campanha, Ibaneis não chegou a ligar o próprio nome ao legado ou ao apoio do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Em entrevista ao G1, em setembro, chegou a chamar o Arruda de demônio.

"Todo mundo aqui sabe muito bem quem são os demônios de quem ele [Jofran Frejat] estava falando. O principal demônio tem nome, endereço e CPF: José Roberto Arruda", declarou o emedebista.

Uma vez eleito, no entanto, Ibaneis recorreu a diversos nomes do governo Arruda para montar a própria equipe. O provável secretário de Fazenda, André Clemente, ocupou o mesmo cargo no período que sucedeu a operação Caixa de Pandora – foi chefiado por Arruda, Paulo Octávio (PP) e Rogério Rosso (PSD).

Além da Fazenda, a Comunicação e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) também devem ser comandadas por nomes que já atuaram no governo de José Roberto Arruda.

O jornalista Weligton Moraes foi secretário de Comunicação do GDF durante as gestões de Joaquim Roriz, entre 2003 e 2006, e de José Roberto Arruda, entre 2007 e 2010. Chegou a ser investigado por tentativa de suborno e falsidade ideológica no "mensalão do DEM", mas foi absolvido.

Apontado como futuro presidente da Caesb, Fernando Leite comandou a companhia no último mandato do ex-governador Joaquim Roriz. Três anos depois, já no governo de Arruda, também presidiu a Companhia Energética de Brasília (CEB).


Palácio do Buriti — Foto: Francisco Aragão/ Agência Brasília

Veja quem são os indicados com passagem pelo GDF, ou por governos estaduais:

Agricultura: Dilson Resende
Ele já foi filiado ao MDB, mas, hoje, não está vinculado a nenhum partido político. Resende foi presidente da Emater e secretário-adjunto de Agricultura no governo de José Roberto Arruda (PR).
Na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), o zootecnista ocupou a subsecretaria de Regularização Fundiária por dois anos. No local, ele desenvolvia "ações, atividades e procedimentos relacionados à regularização fundiária e de ocupações das áreas públicas rurais do DF".

Caesb: Fernando Leite
O engenheiro Fernando Leite voltará a ocupar a presidência da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) durante a gestão do governador eleito, Ibaneis Rocha.

Em 2006, ele esteve à frente da companhia no último mandato do ex-governador Joaquim Roriz. Três anos depois, já no governo de José Roberto Arruda (PR), ele também presidiu a Companhia Energética de Brasília (CEB).

Ceasa: Wilder Santos
Formado em administração, Wilder Santos deve assumir o comando da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) a partir de janeiro. Ele disse que sempre trabalhou na área de agricultura familiar e, inclusive, já foi produtor no Núcleo Rural Taquara.

Santos já presidiu a Ceasa na gestão Agnelo Queiroz (PT), e foi diretor-geral de transportes e diretor de materiais do governo do DF na gestão de Cristovam Buarque (PPS). Além disso, atuou como superintendente adjunto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no DF.

Ciência e Tecnologia: Gilvan Máximo
Gilvan Máximo chegou a atuar como Secretário Extraordinário para o Entorno do DF no governo de Goiás, entre 2011 e 2014, na gestão de Marconi Perillo (PSDB). Em 2014, se candidatou a deputado federal e obteve 58.466 votos, mas não se elegeu.
Além da relação com o PRB, Máximo tem boas relações com a alta sociedade por ser marido da joalheira Miranda Castro, que comanda uma grife de mesmo nome. No primeiro turno para o governo do DF, o PRB apoiou a candidatura de Rogério Rosso (PSD).

Comunicação: Weligton Luiz Moraes
O jornalista Weligton Moraes já foi secretário de Comunicação do governo do Distrito Federal durante as gestões de Joaquim Roriz, entre 2003 e 2006, e de José Roberto Arruda, entre 2007 e 2010.


Cultura: Adão Cândido
Indicado à Secretaria de Cultura, o sociólogo, filiado ao PPS, chegou a ser candidato a vice-governador do DF em 2014, na chapa de Luiz Pitiman (PSDB), mas a dupla não chegou ao segundo turno.

DER: Fauzi Nacfur
O futuro diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fauzi Nacfur, já comandou o órgão entre 2011 e 2014, durante toda a extensão do governo Agnelo Queiroz (PT). Na época, cuidou das obras do balão do Aeroporto JK para a Copa do Mundo de 2014, por exemplo.

No currículo do engenheiro, consta que Fauzi Nacfur foi engenheiro da Novacap entre 1991 e 1994, e atuou na gerência de Obras do DER de 1994 a 2010. De 2015 a 2018, ocupou uma assessoria especial na Secretaria de Infraestrutura do governo Rodrigo Rollemberg (PSB).

Educação: Rafael Parente
Doutor em educação pela Universidade de Nova York, Rafael Parente foi subsecretário na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro de 2009 a 2013, na primeira gestão de Eduardo Paes (MDB). No Rio, ele implementou uma plataforma on-line colaborativa de aulas digitais chamada Educopédia.

Fazenda: André Clemente
André Clemente é auditor de carreira da Receita do Distrito Federal, e foi escolhido por Ibaneis para coordenar a área econômica do plano de governo e da equipe de transição.
No período de sucessões governamentais em meio à operação Caixa de Pandora, foi secretário de Fazenda de José Roberto Arruda (PR), Paulo Octávio (PP) e Rogério Rosso (PSD).

Juventude: Léo Bijos
Léo Bijos tem 29 anos e é o atual presidente da Juventude do PDT-DF. Ele é formado em direito e trabalhou na coordenação do gabinete de Cristovam Buarque (PPS, ex-PDT) no Senado.

Metrô-DF: Wellington Luiz
O deputado distrital Wellington Luiz tentou a reeleição para a Câmara Legislativa neste ano, mas não conseguiu votos suficientes. Ele integra o MDB, partido do governador eleito.
O distrital, de 51 anos, é policial civil aposentado. De acordo com a biografia no site oficial do distrital, nasceu em Brasília e foi presidente do Sindicato dos Policiais Civil do DF (Sinpol) por quase 12 anos.

Terracap: Júlio César Reis
Júlio César Reis esteve à frente da Terracap durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) e deverá continuar no cargo na gestão de Ibaneis. Ele é servidor efetivo da Terracap desde 2005.

Veja quem são os 'novos' políticos da gestão Ibaneis:

BRB: Paulo Henrique Costa
O convidado para assumir o BRB, Paulo Henrique Costa, é diretor de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa e, desde maio, assume a vice-presidência interina do banco. Para ser confirmado presidente do banco, ele tem de ser sabatinado na Câmara Legislativa e no Banco Central.

Codeplan: Jeansley Charlles
Jeansley Charlles de Lima tem graduação e mestrado em história pela Universidade de Brasília (UnB), com doutorado em história econômica pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo um currículo disponível na internet, atualmente, ele dá aula em uma faculdade particular e é assessor técnico na Câmara Legislativa do DF.

Controladoria-Geral do DF: Aldemário Araújo Castro
O procurador da Fazenda Nacional, Aldemário Araújo Castro, será o futuro chefe da Controladoria-Geral do DF durante a gestão de Ibaneis.
Castro é procurador da Fazenda Nacional desde 1993. Ele se formou e formou em direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e conquistou o título de mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília.

Corpo de Bombeiros: Emilson Santos
O coronel Carlos Emilson Santos ingressou no Corpo de Bombeiros em 1989. Em 29 anos de carreira, chefiou áreas de planejamento, formação de praças, orçamento e finanças e foi chefe do Estado Maior Geral. Atualmente, é comandante operacional da corporação.

Detran: Fabrício Moura

O agente de trânsito Fabrício Moura é servidor de carreira e entrou no último concurso da corporação.

Ele se formou direito pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, faz mestrado na área de transportes na mesma instituição. Embora tenha um currículo técnico, Moura é filho do ex-ministro da Integração Nacional, Josélio Moura – amigo de Ibaneis.

Emater: Denise Fonseca

Denise é advogada da Emater há 20 anos. Na primeira entrevista como futura secretária, na última quinta-feira (22), ela disse se sentir "apta ao desafio" de chefiar a empresa pública.

Habitação: Mateus Oliveira

O advogado Mateus Leandro de Oliveira não é filiado a partido. Mestre em direito urbanístico pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), ele está no segundo mandato no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan), órgão com função consultiva.
Na página oficial do escritório de advocacia do qual é sócio-fundador, o advogado se apresenta com "15 anos de experiência em questões de alta complexidade relacionadas ao direito urbanístico, direito imobiliário e empresarial".


Novacap: Daclimar Azevedo
O engenheiro civil e servidor de carreira Daclimar Azevedo assumirá a presidência da Novacap. Atualmente, ele chefia a Diretoria de Urbanização da estatal, ligada à manutenção do espaço público do DF.


Obras: Izidio Santos
O empresário Izidio Santos é, atualmente, vice-presidente administrativo e financeiro do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon-DF).
Segundo perfil publicado pela própria entidade, no mês passado, ele nasceu em Patos de Minas (MG) e é formado em engenharia civil. Além da atuação no sindicato empresarial, Izidio Santos é fundador e presidente da Barsan Engenharia.


Polícia Civil: Robson Cândido

O delegado Robson Cândido, atualmente, chefia a 11ª Delegacia de Polícia, no Núcleo Bandeirante. O nome foi indicado a Ibaneis após uma lista tríplice definida, em votação, pelos policiais civis do DF. Ele alcançou 265 votos, ficando em primeiro lugar na "eleição", e teve o nome confirmado por Ibaneis.


Polícia Militar: Sheyla Sampaio

Se a nomeação se confirmar, a coronel Sheyla Soares Sampaio será a primeira mulher a assumir o cargo Comandante-Geral da Polícia Militar do DF.

Durante o mandato do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), em 2015, a coronel Sheyla era a única mulher a comandar um batalhão operacional. Na época, ela geriu o 1º Batalhão da Polícia Militar do DF – grupamento responsável pelo monitoramento de locais como a Asa Sul e o Parque da Cidade.

Procuradoria-Geral: Ludmila Galvão

Servidora de carreira há 22 anos, Ludmila Galvão ocupa, atualmente, o cargo máximo da instituição sem nomeações, o de sub-procuradora-geral. Para assumir a Procuradoria-Geral, ela precisa ser aprovada em sabatina na Câmara Legislativa.

Relações Internacionais: Pedro Rodrigues

Pedro Rodrigues é diplomata e jornalista. Servidor de carreira do Ministério das Relações Exteriores, ele já foi embaixador do Brasil na Nigéria por dois anos e meio, e assumiu a direção de Assuntos Internacionais do Senado Federal.

Rodrigues iniciou a carreira no jornalismo, passando pelo Jornal do Brasil, Jornal de Brasília e O Estado de S. Paulo – onde assumiu a direção da sucursal de Brasília. Desde 2013, escreve artigos para o portal Diário do Poder.

Trabalho: João Pedro Ferraz

O advogado atuou como promotor do Ministério Público do Trabalho e procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT). Apesar da trajetória na área, Ferraz é filiado ao PPL e, nas eleições de outubro, se candidatou a uma vaga no Senado Federal com o lema de "senador do Trabalho".

© Espaço Mulher DF - 2013 - Todos os direitos reservados.