BRB afasta seis diretores após operação da PF e pedidos de prisão por esquema de propina

Decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração do Banco. Nomes dos gestores e dos substitutos não foram divulgados.


Por Danilo Martins, TV Globo
O Banco de Brasília (BRB) destituiu, nesta terça-feira (29), seis diretores que tiveram pedidos de prisão acatados pela Justiça Federal, no âmbito da operação Circus Maximus. A ação, deflagrada pela Polícia Federal, investiga pagamentos de propina aos gestores em troca de investimentos em projetos imobiliários 

Os afastamentos foram aprovados pelo Conselho de Administração do BRB, e afetam dois diretores do banco, três diretores da BRB DTVM e um diretor da BRB Corretora. Os nomes desses gestores e dos substitutos não foram anunciados.

O BRB informou que "apoia e coopera integralmente" com todos os órgãos que conduzem a operação. Segundo o banco, a investigação corre em segredo de Justiça e todas as informações foram repassadas "exclusivamente" às autoridades policiais.

Investigação

Empresários e agentes financeiros autônomos são suspeitos de cometer crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão temerária, entre outros. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, autorizados pela 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, em endereços comerciais e residenciais no Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os pagamentos de propina seriam em troca de investimentos em projetos como o do extinto Trump Hotel, no Rio de Janeiro, atualmente LSH Lifestyle. De acordo com investigadores, a operação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa instalada no BRB desde 2014.

Entre os investigados, pessoas ligadas ao banco como o presidente licenciado do BRB Vasco Cunha Gonçalves, e parentes de pessoas conhecidas no país. Diogo Cuoco, filho do ator Francisco Cuoco e Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente João Figueiredo tiveram a prisão preventiva decretada.

'Eu já aguardava que isso viesse ocorrer', diz Ibaneis

Ao comentar a investigação, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) disse nesta terça-feira que "tinha notícias de que as coisas no BRB não andavam bem".

O governador afirmou "aguardava que isso viesse a ocorrer", mas acrescentou que confia na capacidade do Banco de Brasília. Ele citou projetos na área de habitação e na renegociação de dívidas dos servidores públicos como trabalhos já em andamento pela nova diretoria.

Ibaneis informou também que está trazendo contas de outros estados, como Mato Grosso (MT), para o Banco de Brasília. "Por ser um banco regional, pretendemos trazer a folha de pagamento de Mato Grosso para cá", afirmou.

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