Educação precisa de mais recursos e menos discursos, destaca Izalci

Não se faz educação com discursos, mas com recursos, avaliou o senador Izalci Lucas (PSDB/DF), em audiência pública com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, realizada nesta terça-feira (26) na Comissão de Educação de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Para Izalci, a educação brasileira está no fundo do poço.
“Temos o mundo virtual e o real. Não dá para brincar com esse setor”, alertou o senador.

Durante o encontro, o ministro Vélez Rodrigues falou sobre as diretrizes e os programas prioritários do ministério para os próximos dois anos. Foram discutidos na reunião o Plano Nacional de Educação (PNE) que estabelece metas para melhorar a qualidade de ensino no país e a educação integral, além das mudanças que deverão ser realizadas na distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Entre outros pontos, Vélez Rodriguez falou sobre alterações que serão feitas nos projetos pedagógicos das escolas de ensino médio e fundamental e sobre a adoção de uma política nacional de alfabetização, para melhorar a capacidade de compreensão e de leitura dos alunos. O ministro ainda defendeu a valorização dos professores por meio de uma parceria com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no aperfeiçoamento dos docentes.

Sobre a valorização dos docentes, Izalci destacou que é preciso investir mais em educação e expôs os problemas enfrentados pelos bolsistas da pós-graduação da Capes e pelos docentes da Unb que lhe foram trazidos por representantes das duas instituições.

“Estive com o Secretário Executivo do MEC semana passada para tratar desses dois casos. Um deles é sobre o fato de que a UnB pagou durante 30 anos um adicional para os professores e agora a Justiça decidiu pelo corte de 26% dos salários. O outro é a questão do reajuste para os bolsistas de pós-graduação da CAPES que não recebem correção nas bolsas há seis anos”, relatou ao pedir ao ministro que olhe com carinho as questões sugeridas.

O senador mencionou temas que considera carentes de atenção, como a questão das creches, da formação dos professores e o incentivo, porque assim, esses profissionais poderão continuar trabalhando. Ele afirmou que é preciso acabar com o abandono da educação.

Além disso, Izalci também levantou a necessidade da criação de uma subcomissão para debater o plano nacional de educação e informou que vai apresentar requerimentos para a realização de audiências públicas para tratar dos temas mais urgentes de forma separada.

“Teremos dois anos para debater com profundidade os temas. Desejo sucesso nessa caminhada, estamos todos do mesmo lado, a educação é suprapartidária”, concluiu o senador.

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