Ato pela educação e contra reforma da Previdência reúne professores, alunos e indígenas em Brasília

Grupo se reuniu no Museu Nacional às 9h; trânsito foi bloqueado na altura da Rodoviária do Plano Piloto. UnB e escolas públicas suspenderam aulas.

Por G1 DF

Manifestantes se concentram próximo ao Museu Nacional, em Brasília. — Foto: Afonso Ferreira/G1

Professores, estudantes e lideranças indígenas de todo o país se reuniram na manhã desta terça-feira (13) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra os cortes da educação (entenda ao fim da reportagem) e contra a reforma da Previdência.

Por volta das 9h, o grupo iniciou a concentração no Museu Nacional Honestino Guimarães. Mais cedo, às 6h, estudantes fecharam três faixas da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) com pneus em chamas.

Às 10h, três faixas da via S1, no Eixo Monumental, foram bloqueadas próximo à Rodoviária do Plano Piloto. Os integrantes do protesto planejam fazer uma caminhada em direção ao Congresso Nacional.

BRASÍLIA, 10h20: Manifestantes protestam contra cortes na Educação na Esplanada dos Ministérios — Foto: TV Globo/Reprodução

O ato também contou com a participação da Marcha das Mulheres Indígenas, que saiu do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, pela via S1, e se encontrou com os manifestantes no Museu Nacional.

Desde domingo (11), membros de diferentes tribos participam de um acampamento no gramado da Funarte. O evento é organizado pela Articulação Brasileira dos Povos Indígenas (Apib) e tem o objetivo de discutir o que é ser mulher nas comunidades indígenas.

BRASÍLIA, 10h26: mulheres indígenas protestam em Brasília — Foto: Afonso Ferreira/G1

Desde o início do ano, quando o governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou bloqueios na educação, esta é a terceira mobilização. A primeira foi em 15 de maio e ocorreu em ao menos 222 cidades de todos os estados e do DF. A segunda ocorreu em 30 de maio, em pelo menos 136 cidades de 25 estados e do DF.



Sem aulas

O Sindicato dos Professores do DF convocou as escolas públicas a paralisarem as aulas nesta terça-feira. Até as 10h, a Secretaria de Educação ainda não tinha um balanço do número das instituições atingidas.

Já na Universidade de Brasília (UnB), a Associação dos Docentes (ADUnB) aprovou a participação dos professores da instituição na manifestação. Com isso, as aulas e demais atividades acadêmicas foram suspensas.

Os participantes também se colocaram contra o "Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – Future-se", iniciativa proposta pelo Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de aumentar a autonomia administrativa das universidades federais.

Como essas instituições sofrem com contingenciamentos e alegam que têm suas atividades prejudicadas com os bloqueios de orçamento, a solução apresentada pelo governo é firmar parcerias entre a União, as universidades e as organizações sociais.

Força Nacional

A pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, determinou o uso da Força Nacional para proteção da área da Esplanada dos Ministérios nesta terça e quarta-feira.

Contingenciamento de verbas

Na última quarta-feira (7), o Ministério da Educação bloqueou R$ 348,4 milhões que deveriam ser aplicados na produção, aquisição, distribuição de livros e de materiais didáticos e pedagógicos da Educação Básica, área considerada prioritária pelo ministro Abraham Weintraub.

O bloqueio ocorre para atender ao novo contingenciamento de R$ 1,44 bilhão, anunciado pelo governo federal em julho. Na época, o governo divulgou que o Ministério da Educação deveria bloquear justamente R$ 348,47 milhões (24,1% do total).

Os dados são do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) e foram divulgados pela ONG Contas Abertas que, desde o anúncio do novo contingenciamento, monitora o sistema para saber quais áreas serão afetadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

© Espaço Mulher DF - 2013 - Todos os direitos reservados.