Criação de hospital da segurança pública repercute na CLDF

Hermeto trouxe o assunto ao plenário e disse que a proposta deve ser melhor discutida."Sou da base do governo, mas estarei atento a tudo sobre este hospital e não vou deixar que a PM seja prejudicada", afirmou.

O anúncio da criação de um hospital da segurança pública no Distrito Federal repercutiu na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quinta-feira (8). O deputado Hermeto (MDB) questionou a proposta e disse que o assunto precisa ser melhor discutido para evitar prejuízos para a Polícia Militar, que já conta com seu hospital próprio. "Sou da base do governo, mas estarei atento a tudo sobre este hospital e não vou deixar que a PM seja prejudicada", afirmou o parlamentar, que é oriundo da corporação.

Hermeto desejou boa sorte ao novo comandante geral da PM, coronel Julian Rocha Pontes, e pediu que ele cuide primeiramente do público interno. "Se não tivermos policiais tratados com dignidade e respeito, não conseguimos cuidar da população do DF", disse. O distrital também informou que vai trabalhar junto ao novo comandante para reduzir o interstício das promoções na carreira.

O deputado Roosevelt Vilela (PSB) se posicionou contra a proposta de criação do hospital da segurança pública. Para ele, a intenção é boa, "mas demonstra que o governo desconhece as características de cada uma das corporações". Segundo ele, o Corpo de Bombeiros tem priorizado a saúde da "família bombeiro militar" e conta com quase 100 médicos e uma policlínica construída recentemente.

Já a PM, de acordo com Roosevelt, tem um bom hospital, mas conta somente com cerca de 60 médicos. "E na Polícia Civil, a questão é trágica. A Polícia Civil nunca investiu na saúde dos policiais e nunca contratou um médico sequer, enquanto o corpo de bombeiros investe anualmente cerca de R$ 80 milhões. O deputado também questiona a legalidade da criação do hospital. Para ele, cada uma das corporações deve cuidar da saúde de seus servidores.

Metrô – O deputado Chico Vigilante (PT), também na sessão ordinária desta quinta-feira, questionou o tratamento dado aos servidores do Metrô, que estão tendo dias descontado dos salários, depois da volta da greve da categoria. Segundo ele, os trabalhadores fizeram uma greve considerada legal pelo tribunal, mas o Metrô conseguiu uma liminar e está cortando os dias dos trabalhadores. "O que estão fazendo com estes trabalhadores é simplesmente inaceitável. Tem trabalhador que está recebendo apenas R$ 2. Trabalhadores que tem aluguel para pagar, comida para comprar. Isto é desumano e inaceitável", avaliou, acrescentando que o GDF tem que negociar com os trabalhadores.

Economia – O deputado Agaciel Maia (PL) destacou sessão solene realizada hoje em homenagem ao Dia do Economista, e ressaltou dados de indicadores econômicos do DF, apontando as desigualdades existentes. Para ele, Brasília precisa passar por um processo de industrialização, pois o serviço público não consegue mais gerar empregos suficientes.

A Deputada Arlete Sampaio (PT) informou que na próxima semana será realizada a semana da trabalhadora rural, criada por lei aprovada pela Câmara, que acontece sempre por volta do dia 12 de agosto, data do assassinado de Margarida Alves. A atividade acontecerá junto com a Marcha das Margaridas, nos dias 13 e 14, quando trabalhadoras rurais virão a Brasília para apresentar suas reivindicações e protestar contra retrocessos. Ela lamentou que o governo "que não gosta da democracia" já convocou as forças da segurança nacional para acompanhar a Marcha. Arlete acrescentou que a cartilha da trabalhadora rural será lançada no dia 13, às 17h, no pavilhão de exposições do Parque da Cidade.

Luís Cláudio Alves
Fotos: Carlos Gandra
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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