Comissão discute eficácia da Carreta da Mulher

projeto Carreta da Mulher Sesc, que oferece exames gratuitos de mamografia, entre outros exames preventivos.

A Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na manhã desta quarta-feira (18), projeto (PL nº 165/2019), do deputado Rafael Prudente (MDB), que obriga os hospitais públicos a assegurarem a realização do teste de mapeamento genético às mulheres com elevado risco de desenvolver câncer de mama. O assunto suscitou discussão entre os parlamentares sobre a eficácia do projeto Carreta da Mulher Sesc, que oferece exames gratuitos de mamografia, entre outros exames preventivos.

Para o deputado Jorge Vianna (Podemos), não há efetividade na proposta das carretas porque a mulher faz a mamografia e não há prosseguimento no tratamento contra a doença nas unidades da Secretaria de Saúde. Vianna citou, como exemplo, as campanhas Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, e Novembro Azul, sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. "No ano passado, depois do Novembro Azul, não houve uma única cirurgia de próstata no Hospital de Base", afirmou. Para o parlamentar, isso significa que "só o exame não resolve". Ele reforçou: "Faço a ressalva porque fica para o usuário correr atrás de médico e tratamento". Também a deputada Arlete Sampaio (PT) defendeu o serviço público de saúde permanente e a prevenção e tratamento contínuos.

Por outro lado, discordou da posição de Vianna a deputada Telma Rufino (PROS). Para ela, a Carreta da Mulher é eficiente porque permite às mulheres realizar exames simples, como a mamografia, e "descobrir que não têm câncer de mama", o que desafoga o atendimento nos hospitais públicos. Ela levantou outro aspecto da questão, ao mencionar a ausência de medicamentos nos hospitais. Ela narrou que acompanhou seu irmão, antes de ele vir a falecer em decorrência de um câncer no ano passado, durante vinte dias no Hospital de Taguatinga e, nesse período, faltou remédios e outros insumos necessários: "Eu mesma precisei comprar, porque não tinha no hospital". Ainda segundo Rufino, no ano passado, a Secretaria de Saúde deixou de empenhar recursos na ordem de R$ 283 mi "por falta de técnicos para elaborar projetos", acrescentou, ao conclamar os deputados, independentemente de partidos ou correntes políticas, a se unirem para sanar os problemas da saúde pública do DF.

Participaram da reunião de hoje os deputados Jorge Vianna (Podemos), Reginaldo Veras (PDT), Arlete Sampaio (PT), Telma Rufino (PROS) e Delmasso (PRB).

Franci Moraes
Fotos: Rinaldo Moreli/CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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