CPI do Feminicídio ouve secretária da Mulher nesta quinta (12)

Também foi aprovada a oitiva da titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Sandra Melo, e o convite à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Nesta quinta-feira (12), às 9h30, a CPI do Feminicídio da Câmara Legislativa do Distrito Federal vai ouvir a secretária da Mulher do DF, Ericka Filippelli. A oitiva da secretária foi aprovada na reunião do colegiado na tarde desta segunda-feira (9), com a presença dos deputados Claudio Abrantes (PDT), Arlete Sampaio (PT), Fábio Felix (PSOL), Eduardo Pedrosa (PTC) e Delmasso (PRB). A CPI também aprovou a oitiva, para o ano que vem, da titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Sandra Melo, e o convite à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

O presidente interino da CPI, deputado Abrantes, explicou que o colegiado precisa conhecer a linha política da pasta responsável pelo tema e, por isso, irá ouvir, primeiramente, a secretária da Mulher e, em seguida, a titular da Deam, delegacia onde os integrantes também desejam fazer uma visita. O cronograma de oitivas, bem como o plano de trabalho da CPI para o próximo ano será definido em reunião interna, de acordo com Abrantes.

Damares – O deputado Delmasso, autor do convite à ministra Damares Alves, sugeriu a assinatura de um termo técnico de cooperação entre a CPI e o ministério a fim de compartilhar os dados de denúncias feitas pelo Disque 180. O parlamentar, que atuou na CPI da Pedofilia da CLDF, argumentou que o compartilhamento de dados pode quantificar e qualificar os crimes. Ele ainda sugeriu ouvir o titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal. Segundo o deputado, a exposição da vida íntima da mulher em redes sociais, sem autorização, leva à degradação moral da mulher, sendo esta prática uma forma de violência psíquica.

Audiência Pública – Os deputados Fábio Felix e Arlete Sampaio elogiaram a qualidade do debate e dos palestrantes que participaram da audiência pública da CPI, realizada na manhã desta segunda-feira (9). De acordo com Arlete, foi importante conhecer os conceitos fundamentais acerca da temática. Já Felix salientou que a audiência expôs o mapeamento da rede de entidades que lidam com o feminicídio.

Leia Mais: Audiência da CPI do Feminicídio debate os quatro anos da lei que tipifica o crime

Franci Moraes
Fotos: Carlos Gandra/CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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